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Os cenários de Marina e as alternativas para a esquerda Imprimir E-mail
Escrito por Raymundo Araujo Filho   
Quarta, 26 de Agosto de 2009
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Este artigo se norteia, entre outros, pelo fato que nos mostra que Marina Silva não vai poder fazer campanha contra si mesma pelos seus seis anos de ministra do governo Lula.

 

Li declaração a ela atribuída, onde diz que "o governo Lula não atende aos movimentos sociais". Pensei: "Isso não vai longe. E se for, teremos mais do mesmo". E não foi longe mesmo. Já no dia seguinte, na primeira página do jornal carioca O Globo, já vinha o desmentido, da própria senadora, reconhecendo "avanços sociais" no governo Lula, do qual, afinal, fez parte durante seis longos anos.

 

Senão vejamos: para questionar sua dissensão, agora a ponto de romper com o governo, e depois com o próprio partido (ela agüentou impassível como ministra tudo que se sucedeu neste governo Lula, dos mensalões aos barbalhos, collors, sarneys e renans), podem perguntar a Marina Silva o que ela ficou fazendo no governo durante tanto tempo. Além de citarem mais de dez derrotas fragorosas e estruturais de sua pasta e a não consecução das tais "medidas estruturantes" que dizia estar a tomar, enquanto a sua presença no ministério desavalizava protestos dos que não se renderam ao Lula populista e entreguista, nem como etapa para coisa nenhuma, tamanha a traição feita ao povo brasileiro, que votou em uma coisa e elegeu outra.

 

Afinal, foram estas inúmeras políticas lesivas que ocuparam o lugar da agenda ambiental e também foram a essência destes pífios, cosméticos e questionáveis "avanços sociais" que ela reconhece sem citar o preço da triplicação da dívida interna, entre outras tragédias econômicas.

 

Portanto, vende mais uma ilusão, a Marina Silva, quando diz que basta dar um viés ambiental e moralizar as relações institucionais e políticas "que o Brasil deslancha...". Ao meu ver, a coisa é mais complexa.

 

No entanto, o quadro eleitoral desenha-se enfadonho e me atrevo aqui a algumas observações, já avisando que tenho consolidada minha intenção do voto nulo para cargos executivos e opinião de que os partidos de esquerda (PSOL, PSTU, PCB e até o PCO) devem se juntar em uma coligação. Ao menos para os cargos executivos (presidente e governadores), lançando anticandidatos para explicarem na televisão e rádio do que se trata a eleição, o quanto o Estado e suas instituições estão seqüestradas e à mercê dos interesses corporativos e estrangeiros.

 

Mas, continuando a análise sobre os cenários eleitorais, de cara quero afirmar que sinceramente, neste momento, não vejo muita perspectiva eleitoral para o PSDB, com Dilma ou Marina a disputar com Serra o segundo turno.

 

Assim, vai perder de novo, a não ser que o PSDB queira mesmo marcar uma posição eleitoral purista e alavancar seus candidatos regionais para os executivos estaduais e parlamentos, apontando novamente para as próximas eleições, que poderá ser contra o Lula ou contra a presidente em exercício já de um mandato. Uma espécie de SBT da política, "disparado em segundo lugar". Ou terceiro, ou quarto..

 

Neste quadro, vejo como única forma de o PSDB não sucumbir de vez à sua falta de políticas (pois é um PT que em vez de esmolas, apenas corrompe; já o PT, corrompe e dá esmolas), não vejo outra saída senão a dos tucanos abandonarem a disputa, mantendo Serra para a reeleição estadual e Aécio para o senado, indo com um vice-presidente na chapa de Marina Silva, transferindo assim todos os atuais 37% de intenção de votos (média histórica do PSDB) para a candidata do PV (que é maior que o partido), polarizando definitivamente a eleição.

 

Penso que neste quadro há muitas chances para uma derrota de Dilma, que mostra que vai ter de se esconder do debate para não fraquejar. De outra forma, babau, PSDB! Coisa que não chorarei uma lágrima sequer, é bom que fique bem claro.

Os outros quadros eleitorais são mais previsíveis e não carecem de atitudes inusitadas, fora do marasmo tradicional.

 

Penso que, caso Dilma vá com Serra para o segundo turno (ainda o quadro mais provável) a coligação PV/Marina Silva racha, e vai dividir seus votos entre os dois em disputa, com vantagem para o PT, com Marina já dizendo desde agora que reconhece os avanços sociais do governo Lula, "onde tenho muitos e sinceros amigos, assim como no PT". Só falta dizer que o livro que mais gostou foi O Pequeno Príncipe...

 

O PSOL, caso não se desvincule desta farsa político-eleitoral, tomando coragem para propor algo corajoso e inusitado como a anticandidatura que proponho junto dos partidos de esquerda, não vai ter nem os 7% que obteve em sua estréia eleitoral à presidência, prematura a meu ver.

 

Mas, pelas recentes declarações vindas do Congresso Psolista que terminou domingo passado, a candidatura à presidência de HH (desejada pelo partido, erradamente a meu ver) depende das "consultas à base de Alagoas". Espero que se recuse a disputar a presidência, mesmo que a metodologia decisória esteja, creio, completamente invertida ao que deveria ser uma decisão coletiva nacional, pois opta-se pela dependência da decisão de HH e de sua "base de Alagoas". O Brasil espera por Alagoas...

 

E se o PSOL se coligar com o PV será um erro histórico de tal monta que sequer aqui vou comentar. E parece-me que esta seria a preferência da ex-senadora HH, talvez para aliar-se a Marina contra a simples, progressista e necessária luta de descriminalização do aborto, por exemplo, ou a censura a programas como aquele que Marina escreveu artigo "condenando moralmente" (O Pânico na TV – uma besteira, sem maiores conseqüências, para quem não se assusta com alguns glúteos de fora em horário tardio). Pessoalmente, acho os bigodes do Senado mais pornográficos...

 

Sinceramente, sem que a discussão passe pela organização popular, com todos os cenários nos apontando para a mediocridade, nenhuma opção eleitoral dentre essas me interessa. Com um grande pesar pela irresponsabilidade e falta de amadurecimento político, além do apego a velhas fórmulas políticas, vejo que os partidos que poderiam iniciar uma caminhada para auxiliar e ser os porta-vozes do povo nas instituições políticas nada disso querem. Preferem patinar na mesmice, posando de vanguarda e condutores do povo. Depois não reclamem...

 

E, a meu ver, todos estes cenários favorecem Lula para um período após o(s) mandato(os) do(a) próximo(a) presidente da República. Não à toa, outro dia Lula declarou que tanto com Dilma como com Serra o Brasil estaria bem aquinhoado, por serem excelentes administradores e pessoas esclarecidas. Aliás, como pensam seus mentores dos EUA, confortados pela não ameaça que lhes representam, dos candidatos brasileiros à presidência? E, já disse Lula, que a sua boa relação e carinho por Marina Silva data de 30 anos e não foram abalados com sua saída do PT.

 

Vai daí...

 

Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata e acha que a coisa vai de mal a pior.

 

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