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Reflexões sobre a guerrilha do Araguaia - 2 Imprimir E-mail
Escrito por Wladimir Pomar   
Segunda, 10 de Agosto de 2009
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Os camponeses do Araguaia, em sua maioria posseiros, não haviam passado pelo aprendizado da luta política dos diversos meios pacíficos. Portanto, não haviam chegado à conclusão, através dela, de que deveriam apelar para a forma extrema dos meios armados. Não é por acaso que apenas 11 (ou 20, tanto faz) aderiram aos guerrilheiros. Nem que estes somaram apenas 69 (ou 98, tanto faz) combatentes. E que não mais de 158 (poderiam ser 200, tanto faz) habitantes locais deram suporte ao movimento.

 

Ainda prefiro acreditar nos números fornecidos por Arroio, porque tem sido hábito das forças repressivas considerar como inimigos também aos neutros. Durante o regime militar não foram poucos os brasileiros tomados como "subversivos", embora sem vinculação com qualquer organização ou movimento de resistência.

 

De qualquer modo, mesmo que os números do major Curió sejam aceitáveis, isso não muda a proporção das coisas. Se aceitarmos a tese de que 90% da população apoiou a luta armada do Araguaia, a pergunta inescapável é: por que os 10% restantes foram decisivos para derrotar aquele movimento de resistência à ditadura?

 

A resposta a essa e outras questões, suscitadas pela derrota do movimento guerrilheiro do Araguaia, só pode ser obtida com a verificação da prática dos militantes e dirigentes que se deslocaram para aquela região. Por exemplo, é comprovada e aceita a suposição de que os guerrilheiros no Araguaia não realizaram um trabalho político prévio entre os camponeses, sob a alegação da segurança a ser observada na preparação da luta armada.

 

Em outras palavras, previamente, não estabeleceram vínculos políticos com as massas. Se tais vínculos prévios fossem estabelecidos, isso se manifestaria na formação de associações de base, como sindicatos e outros tipos de organizações populares. Posteriormente, isso se manifestaria na criação de organizações populares com objetivos políticos mais avançados e na criação de organizações partidárias.

 

Na prática, sem haver dado esses passos preliminares do trabalho de vinculação política com as massas, lançaram uma organização política de objetivos avançados, a ULDP, incluindo a luta armada contra a ditadura militar como a forma fundamental de luta. Aqui, não se tratou de subestimar a necessidade da participação popular no processo revolucionário. O que houve foi um desdém ao processo complexo de aprendizado político das massas, e a imposição a elas de uma forma de luta para a qual não estavam politicamente maduras.

 

Portanto, mesmo que tenham tentado realizar o trabalho político, após o ataque das forças repressivas, o fizeram de forma incorreta. Pode-se alegar que, atacados, não tinham outra saída prática. Entretanto, a prática histórica dos próprios choques camponeses contra bandos de jagunços e tropas policiais ensina que retirar-se, evitar o combate e fingir-se de morto, às vezes por longo tempo, são táticas válidas para as forças em luta contra forças superiores.

 

No entanto, nada disso fez parte da prática dos combatentes guerrilheiros do Araguaia. Eles não só adotaram a tática de fustigar as forças repressivas, como pareciam convencidos de que já podiam derrotar as forças armadas, tornando-se o estopim para o desencadeamento da guerra popular em todo o país. Isto, apesar dos alertas de que esse caminho não era o mais adequado.

 

Wladimir Pomar é escritor e analista político.

 

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Última atualização em Quarta, 12 de Agosto de 2009
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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