topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Lula locuta, causa soluta Imprimir E-mail
Escrito por Léo Lince   
Quarta, 29 de Julho de 2009
Recomendar

 

O senador Aluízio Mercadante, coitado, expõe em público feições marcadas por dores de dificultoso dilaceramento. Na condição de líder formal da bancada petista no Senado, se viu obrigado pelas circunstâncias – o crescimento em bola de neve do escândalo Sarney - a assinar uma nota onde se faz suaves restrições ao comportamento do aliado e, ato contínuo, foi desautorizado de maneira categórica pelo palácio do Planalto.

 

O porta-voz oficial do governo, o ministro José Múcio, insinuou tratar-se de uma fraude, opinião de um ou outro senador. O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, e o líder do partido na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza, criticaram duramente a nota. Tratado como moleque, o senador ainda não renunciou ao cargo de líder nem reafirmou os termos da nota coletiva. Habituado a transitar entre o "petismo" e o "lulismo", ele sabe reconhecer a voz do dono, mesmo quando veiculada por interpostas figuras. Por isso mesmo, tudo indica, vai botar o galho dentro. Interpelado sobre o assunto, Mercadante fará, como tem feito, cara de paisagem e ouvidos de mercador.

 

Pragmático do poder e empirista radical, o presidente Lula não perdoa. Não por acaso chamado de "pai patrão" pelos que analisam sua relação com o PT, ele tende a ser cada vez mais cruel com os que lhe prestam serviços no "petismo". O "petismo" e o "lulismo" brotaram juntos e, até um determinado ponto da história política recente, cresceram entrelaçados. Hoje, principalmente depois da chegada do partido ao governo central, o florescimento do "lulismo" se faz à custa da morte lenta, gradual, porém segura, da saga do Partido dos Trabalhadores na política brasileira.

 

Para desgosto do saudoso Carlito Maia, autor de súmulas geniais da fase heróica de afirmação do petismo, o partido se tornou mais um "grandalhão indolente". Nitidez programática, base militante inserida nos movimentos da sociedade, direções colegiadas e bancadas combativas, entre tantas outras virtudes, são coisas que não existem mais. Acabou, é página virada, retrato na parede. Agora vige o "lulismo" com sua pragmática eleitoral, que patrocina o peleguismo social e opera bancadas que se mobilizam para salvar oligarcas de quatro costados.

 

Entre os crimes do "lulismo" contra o "petismo", os mais graves se articulam como verso e reverso de uma mesma moeda: a desmobilização dos movimentos da mudança e a revitalização das oligarquias regionais. O caso em pauta, com a espantosa exposição dos tentáculos do esquema Sarney, é prova provada do descalabro a que chegamos. Ao funcionar como principal bastião de defesa do oligarca desnudo, o PT reafirma a sua nova natureza e exibe as feições de uma portentosa ruína. Direções, bancadas, estatutos, programas, sob a primazia absoluta do "lulismo", operam na lógica não escrita do jogo pesado: "Lula locuta, causa soluta".

 

Léo Lince é sociólogo.

 

Recomendar
Última atualização em Sexta, 31 de Julho de 2009
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates