A urgência da unidade na esquerda socialista

 

Há em curso, em amplos setores das representações políticas e sindicais combativas da classe trabalhadora e dos movimentos sociais, um debate a respeito da unidade da esquerda socialista para enfrentar o cenário político em tempos de crise e também com vistas às eleições de 2010.

 

Do nosso ponto de vista, a questão da unidade tem que começar desde já e ser pautada fundamentalmente no movimento de massas e nas lutas sociais, apresentando alternativas imediatas desde a perspectiva dos trabalhadores para enfrentar a crise, em relação intrínseca com a luta pela superação do capital. Nestes tempos de recessão, de ataques aos direitos da classe trabalhadora e de fragmentação da esquerda socialista - entre setores, movimentos e correntes -, é imperioso apresentar de forma unitária um projeto, capaz de construir uma resistência unitária que responda às necessidades imediatas da classe e que tenha claramente um perfil anti-sistêmico, de ruptura com o capitalismo.

 

Tal é a ofensiva atual do grande capital e dos seus governos - tanto governos tucanos estaduais como o governo federal - sobre direitos da classe trabalhadora, que não sem alguma perplexidade constata-se um avanço na criminalização dos movimentos sociais e suas ações sob a vigência da "era Lula".

 

Apenas para ficar no terreno do movimento sindical, recentemente pudemos verificar tal unidade de "procedimentos" intimidatórios entre governos tucanos e petistas. Na greve dos trabalhadores da USP, coube ao governo Serra a primazia de tentar impedir o direito de greve com a ocupação e repressão militar do campus da USP. Na greve dos trabalhadores do INSS, coube ao governo Lula tentar impedir o direito de greve através de: liminar que proibia a greve quase uma semana antes de a mesma ser iniciada, imposição de multas pesadas aos sindicatos da categoria, corte de ponto dos servidores, interditos proibitórios e o uso da força da Polícia Federal. Procedimentos todos similares aos adotados pelo governo FHC durante a greve dos petroleiros de 1995.

 

É nesse difícil e complexo cenário que está posta a responsabilidade para a esquerda socialista e combativa (que não se deixou cooptar pelo governo Lula-Sarney e companhia bela), de construir a unidade para apresentar uma alternativa de uma verdadeira, renovada e reorganizada esquerda, em primeiro lugar no terreno da luta de classes.

 

Esta será a melhor forma para a esquerda socialista construir condições de se apresentar nas eleições de 2010.

 

A próxima eleição será a do balanço da "era Lula" e das conseqüências que seus dois mandatos trouxeram para a esquerda brasileira, balanço este que obrigatoriamente teremos que fazer.

 

Será o momento de tentar romper a falsa polarização entre o bloco PSDB/DEM e a candidatura do bloco de sustentação do governo Lula, atualmente de Dilma Roussef, que está levando o próprio Lula a assumir o papel de condutor da "tropa de choque" para bancar a permanência de Sarney, ou seja, o esvaziamento de mais um dos inaceitáveis escândalos de corrupção, agora envolvendo o Senado, em troca do apoio do PMDB nas eleições de 2010. Aliás, outra similaridade de procedimentos da era "Lula" com os governos da "era FHC"

 

Caberá à oposição de esquerda estabelecer a verdadeira polarização de projetos e programas para o Brasil também no terreno eleitoral.

 

Os problemas onde estão

 

Mas a questão é que, mesmo no âmbito da esquerda combativa, que luta duramente e sofre para manter bandeiras e posições no movimento, o debate sobre as condições para a construção da unidade e de uma frente socialista vem obedecendo em grande parte à matemática eleitoral. Por isso, raramente se propõe que a constituição de uma frente de esquerda comece pela ação unitária no movimento, onde prevalece árida fragmentação.

 

Como consequência de se pensar em uma frente apenas no terreno eleitoral, acaba prevalecendo uma quase total subordinação do debate de programa ao debate de nomes e candidatos que devem encabeçá-lo.

 

O debate de candidaturas não pode estar descolado da definição de qual é o projeto de poder, programa e estratégia que poderão unir uma frente política e social de esquerda e, nesse patamar, quais os nomes mais credenciados e adequados para representar na disputa eleitoral tal projeto.

 

Mas, freqüentemente, nos deparamos com esse "vício" do passado, mesmo em grande parte dos setores da esquerda socialista, que saem lançando publicamente nomes e disputas de quem é o candidato a presidente ou quem é o vice.

 

Alguns exemplos práticos desta realidade dramática foram o recente programa de TV e o documento público lançados pelo PSTU. Os dois materiais dão muito pouco peso ao debate da construção de uma alternativa dos trabalhadores para a crise, embora coloquem a correta idéia de lutarmos pela unidade na esquerda para as eleições de 2010, contribuindo dessa forma para um esforço, que deve ser comum a todos, de evitar uma fragmentação deste campo em mais de uma candidatura.

 

Mas além da limitação de restringir o chamado apenas ao terreno das eleições, aqui já criticado, o lançamento público, feito pelo PSTU, de uma proposta que já tem os nomes de candidatos para encabeçar tal constituição frentista, incorre no mesmo erro que temos criticado sobre o passado recente da história do "ciclo petista", mas que também tem sido cometido por outros setores da esquerda, ao se pautarem basicamente pela lógica das "personalidades".

 

Erro que atinge também os setores mais sensíveis ao eleitoralismo no interior do PSOL que, por conta disso, por exemplo, chegam ao extremo de não ir além de um discurso cujo centro se resume à questão da ética, da denúncia exclusiva da corrupção, com um viés demasiadamente moralista.

 

Não custa lembrar que nas eleições de 2006, embora tenha sido muito positiva a constituição de uma frente eleitoral de esquerda entre PSOL, PCB e PSTU, o seu grande problema foi exatamente esse: não foi além de uma frente eleitoral. Após as eleições, não houve qualquer continuidade desta frente no movimento de massas. Mesmo a formação do seu programa em 2006 limitou-se a um acordo entre os partidos da Frente, com pouco diálogo com as representações populares, sindicais e dos movimentos sociais que eram simpáticos à idéia da Frente de Esquerda. Com o agravante de que mesmo no decorrer da campanha o programa original aprovado em comum pelos partidos da Frente não foi respeitado na campanha presidencial.

 

Não fazemos coro com os setores que negam a participação da esquerda na disputa eleitoral como uma tarefa dos socialistas. E também não somos alheios à importância de bons resultados eleitorais para a esquerda socialista, como parte de uma necessária acumulação de disputa para a classe trabalhadora e a sua consciência para um projeto de ruptura com o capital. A eleição de parlamentares socialistas é muito importante para solidificar as "cabeças de ponte" das lutas dos trabalhadores.

 

Mas desde que seja exatamente isso: resultados eleitorais e nomes que expressem e representem um projeto anticapitalista, pois muitos votos para projetos e programas que não ultrapassam o horizonte das "melhorias" ou ilusões reformistas sob o capitalismo cumprem um papel tremendamente desorganizador da consciência e da luta da classe trabalhadora contra o capital.

 

Propostas de bases constitutivas

 

Defendemos, portanto, uma frente da esquerda socialista capaz de unir PSOL, PSTU, PCB e aglutinar e ampliar-se com os movimentos sociais combativos, em oposição de esquerda ao governo Lula e aos governos tucanos e da direita tradicional. Ou seja, em confronto com as duas candidaturas do bloco dominante de poder no país.

 

Mas a construção deste programa deve ser articulada entre os partidos da Frente e com as representações combativas da classe trabalhadora, dos movimentos sociais, da intelectualidade crítica, todos que estejam dispostos a construir um outro projeto político de poder, com vistas a armar a classe trabalhadora para enfrentar a crise efetivamente, numa perspectiva extra-parlamentar, com vistas a superar o capitalismo.

 

Por isso, esta frente tem que ter como base constitutiva um programa anti-capitalista para enfrentar as mazelas da crise do capital e a visão estratégica de que nosso projeto de poder é para além da disputa institucional.

 

A constituição da frente deve ser para além do terreno eleitoral, começar desde já a construir as condições para que a unidade se dê no terreno da ação, que seja capaz de superar a fragmentação e isolamento das lutas sociais em curso.

 

Tal frente precisará constituir-se com parâmetros muitos claros de independência política e financeira do jogo institucional e dos financiamentos privados de campanha do grande capital, enfrentando e denunciando as mazelas sistêmicas do regime e de suas instituições, e não apenas de alguns de seus representantes.

 

Portanto, debater nomes e candidaturas deve ser expressão de um projeto de poder, de programa e de estratégia para uma Frente de Esquerda Socialista em diálogo com os movimentos sociais, combativos e autênticos da classe trabalhadora.

 

Fernando Silva é jornalista, membro do Diretório Nacional do PSOL e do Conselho Editorial da revista Debate Socialista.

 

Júnia Gouvêa é previdenciária, membro do Diretório Nacional do PSOL e do Conselho Editorial da revista Debate Socialista.

 

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Comentários   

0 #13 BláblábláAugusto Patrini Menna Barreto 11-08-2009 13:39
Tá, tanto blábláblá conceitual... sobre conservadorismo e liberalismo ... (nçao dá nem para saber se sabem o que são já que são usados como sinônimos), mas me digam em queê PSTU e PSOL mudam a vida dos brasileiros? O dia-a-dia? Em absolutamente nada. A atuação deles é insignificante, atuando apenas entre uma elite de trabalhadores e estudantes de classe média. Confundem comumente as causas sindicais com causas universais.
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0 #12 errataRaymundo Araujo Filho 07-08-2009 14:48
No fim do comentário, onde se lê "Mundo do Lula", substitua por "Mundo da Lua"
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0 #11 Mundo do LullaRaymundo Araujo Filho 07-08-2009 14:47
Já vi de tudo nesta minha vida. Mas, neste ponto da viagem chamar PT, PSB, PDT, PCdoB de esquerda, é no mínimo se expor ao ridículo. Lamento a falta de amor próprio. E, lamento que, apesar desta "esquerda toda" no governo Lulla, é o PMDB quem governa e o Sistema Financeiro e Oligopólios que mandam.....

Para acentuar bastante mais as nossas diferenças e origens conceituais, talvez para aumentar ainda mais a forma arrogante de como tratastes o assunto e os interlocutores, mesmo compreendendo historicamente todo o processo dos países socialistas do sec.XX e sem jogar fora a criança, junto com a água suja do banho, afirmo que me sinto muito mais um filho de Woodstock do órfão do Muro de Berlim, portanto bastante refratério a entregar os destinos e a vanguarda da política a estes conservadores e corporações politico partidária.

E para te poupar trabalho de me respondesr me chamando de alienado e dizendo que a junvetude libertária nada produziu de útil, te conto que respondi a um que me disse isso que "ao menos não matamos tantos inocentes e ativistas divergentes, em erros históricos incontáveis, em nome de um Socialismo que foi corrompido por Stálim e esborrachou-se no próprio conservadorismo, e dificilmente se recuperará na forma que tentou ser exposto. E isso causou sérios prejuízos na credibilidade dos sistemas igualitários, no seio do povo. Com todo o respeito.

Mais a mais, me desculpe, mas quem vem aqui tentando colocar o foco das ações no movimento social não é quem defende Partidos conservadores, não senhor.

Entre estar no Mundo da Lula, e ser satélite do Mundo do Lulla, fico com a primeira.

Palavras ao léu, idéias pro beleléu.
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0 #10 Augusto Patrini Menna Barreto 07-08-2009 13:56
É muito estranho como algumas pessoas assumem uma postura arrogante, senhora da verdade e nem ao menos percebem isso. O mesmo pode ser aplicado aos partidos políticos.

Alguns adotam uma postura arrogante, de senhores da verdade e do bem, e afumdam-se em uma postura profundamente anti-democrática. Quem defende democracia para poucos ou setores da população não defenda a democracia, mas outra coisa.

É importante frisar que quando se fala de partidos não se está falando de personalidades ou caciques - Heloísa Helena ou Lula, mas de entidades sociais formada por um corpo constituído por uma pluralidade de pessoas. Estas entidades devem ser miradas em seu conjunto.

É por isso, que no fundo partidos como os acima citados são absolutamente insignificantes na vira REAL dos milhões de brasileiros que tanto necessitam de uma ação política de esquerda séria... e não de blábláblá pseudo-revolucionário.

Falemos de esquerda real: PT, PSB, PDT, PCdoB - e não de gente que vive no mundo da lua.
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0 #9 João Carlos Bezerra de Melo 06-08-2009 15:04
Não creio na democracia burguesa senão como instânia de pregação e articulação de uma fase posterior de libertação. Mas creio em que devemos utilizá-la na plenitude, quando menos para exercitar a organização de um partido de ação revolucionária.
Independentemente dos postulados doutrinários e das ações de luta que definirmos, acho inacreditável que não se busque a unidade em torno de um programa mínimo, de um ou dois nomes palatáveis e de uma estratégia básica!
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0 #8 Volto ao DebateRaymundo Araujo Filho 06-08-2009 15:00
Ora! Em primeiro lugar, considerar o PSOL, ou até mesmo o PSTU de Ultra Esquerda, ao meu ver, é no mínimo uma superlativização destes pequenos partidos.

A Ultra Esquerda, tal e qual a conheço, não defende a institucionalidade, não atua nos parlamentos e sequer participa de eleições. E ainda tem um ramo que preconiza claramente Ações Diretas de confronto e até atos, diganmos, mais radicais.

Acusar estes partidos de estarem sozinhos a desconhecer a palavra Liberdade, é no mínimo uma simplificação típica de quem "só vê os bons contra os maus". Assim, fica sem efeito e relativizada para o campo das opiniões pessoais esta assertiva feita acima.

Depois, acusar a ex-senadora Heloísa Helena de se congratular com entes da direita, está correto. Eu mesmo escrevi artigos duros contra esta (e outras) atitudes dela, que nada contribuíram para o partido que quer construir. Mas, acusá-la desta aliança e omitir, ou desconsiderar a atual Tropa de Choque Lullista, composta de Collor, Sarney, Renan, Barbalho e tantos outros que combatemos quando eram aliados da Ditadura Militar (e só não são mais, pois a derrotamos)é no mínimo nos querer fazer rir, de tanto chorar.

Acusar os pequenos partidos de poderem falar o que quiser no parlamento, e ainda com com a bravata "mas administrar uma cidade, estado ou país, que eu quero ver..." apenas demonstra a não leitura ou entedimento do debate de opiniões que se segue ao artigo lá em cima. Eu, particularmente defendo que partidos de Oposição pela Esquerda se recusem a disputar, senão com uma ANTI-Candidatura a qualquer cargo executivo, pela compreensão que devemos nos ocupar de não iludir o povo com falsas promessas, pois com o Movimento Social anestesiado como está, pelas forças de lideranças apelegadas, não há condições de administração republicana dos entes federativos, totalmente sequestrados pelos interesses econômicos do Capital. E, já escrevi antes, que Lulla se meteu nesta aliança superestrutural pela governabilidade, justamente porque se recusou a chamar o Povo para as Ruas, para garantir as Reformas propaladas na sua campanha eleitoral de 2002. Com Povo mobilizado, é difícil, mas dá para avançar. Sem Povo é só a conchavaria e a diminuição dos horizontes estrtégicos e ideológicos que persistem.

Acho ridículo chorar pela CPMF perdida, sem denunciar que o governo Lulla, na semana seguinte da derrota, DOBROU a IOF (mas isentando os especuladores de pagá-la) e não destinou um só tostão para reposição na Saúde (a IOF arrecada 3 vezes mais do que a CPMF). E aponto que eu defendi a aprovação da CPMF, contra os sonegadores, mas taxando-a em apenas 0,01% da operação bancária.

E criticar isso e não lembrar que o governo que lamenta a CPMF perdida e o presidente que diz que o abatimento não fora repassado aos consumidores, sem denunciar que o governo Lulla e seus institutos fecharam contratos, até ontem, colocando nos custos do prestador de serviço ou fornecedor ...a CPMF, é querer que que deficientes visuais totais, consigam ler...e em inglês.

Assim, respondendo pacientemente cada questão colocada, espero que os interlocutores retornem a este saudável debate.

E sempre afirmando que não sou filiado a nenhum partido, mas que frequento um meio onde há vida inteligente (embora eu não seja muito, reconheço). E não sou especialista em economia, administração ou mesmo política. Apenas sou bem alfabetizado e compreendo o que leio.
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0 #7 quem discorda é burro... rsAugusto Patrini Menna Barreto 04-08-2009 15:52
Bom, acredita na ultra-esquerda quem quer...o país ainda é livre, temos o direito de sermos burros e não estar de acordo com essa corrente de pensamento simplificadora (que só vê bons contra os maus) Conheço de perto PSTU e PSOL e sei que não sabem o que significa a palavra Liberdade. Nenhuma solução para o Brasil, em minha opinião, passará por valores contrários esse valor.
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0 #6 Zilda 04-08-2009 14:59
Que dignidade podemos ter com tantos patrícios passando fome, sendo vitimas da violência e todo tipo de barbárie? O PSOL também escolheu em seu I Congresso, o caminho da institucionalidade.Enquanto estão só no parlamento podem falar à vontade o que quiserem, quero ver é administrar uma cidade, um estado ou o país.Além do mais, quem não se lembra da imagem de HH comemorando de braços erguidos com ACM,Arthur Virgilio, uma derrota do "governo"? Se comemoraram juntos é porque alguma coisa tinham em comum e estavam lutando por ela juntos. Isso é uma aliança tática para derrotar um adversário comum.E é claro que o PSOL não cometeu um erro ao votar contra a CPMF, ele escolheu o lado dos sonegadores, dos despreocupados com a sorte de quem depende exclusivamente do SUS para cuidar da saúde.
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0 #5 analfabetismo ortográfico ou conceitualRaymundo Araujo Filho 04-08-2009 07:48
Ao ler os comentários acima, fico pasmo.

Um, em um show de sectarismo, acusa os outros de sectários. E outro, que fala de "vitória", quando ali, apenas falamos de derrota, mas sem perder a dignidade.

E querer fazer de supostos erros de um partido que nada influi no Congresso (o PSOL), como causa da derrota da CPMF, me faz rir, de tanto chorar.

Relembro a todos que não sou filiado ao PSOL, tampouco a qualquer outro partido. E defendo que há vida inteligente fora dos Governos.

A inteligência brasileira anda burra prá caramba.
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0 #4 Zilda de Araujo Rodrigues 03-08-2009 12:57
Já estou vendo a vitória avassaladora dessa aliança. Os pobres brasileiros (que pobres? será que a turminha dessa aliança ainda se lembra disso? A julgar pelo voto do PSOL contra a CPMF, com certeza, não) ficarão felicissimos porque esperarão mais 500 anos para sentirem alguma mudança em suas vidas. Mas qual é o problema, não devemos nos preocupar com isso, afinal de contas o importante é que meia-duzia tenha espaço na mídia para fazer discursos e mais discursos inflamados, revolucionários (coitado de Marx, se ele soubesse como o nome dele é usado em vão!...).E o poder, uma fatia ínfima mas que satisfaz o ego, os interesses e projetos individuais dessas criaturas, não dá chance de fazer nada em proveito da maioria da população. Oportunismo brabo. Mas vai se cumprir a maldição, segundo José Saramago, de dividir um pouco mais as forças de esquerda. Mas quem se importa com isso? Se houvesse preocupação HH nunca teria saido da miserável terra dela, as Alagoas, de povo sofrido e oprimido por coronéis de todas as estirpes. Mas escolheu esbravejar no Senado Federal. Essa hipocrisia cansa!!!!....
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