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Onde foi parar o sucesso econômico da era Lula? Imprimir E-mail
Escrito por Maria Clara Lucchetti Bingemer   
Segunda, 13 de Julho de 2009
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Inflação dominada; liderança incontestável no continente; ‘investment grade’... Estes foram os "presentes" que a era Lula deu ao Brasil. O presidente circula "urbi et orbi" com sorriso feliz, recebendo elogios e louvações daqui e dali, inclusive do presidente Obama, que lhe disse: "He is the man" (Ele é o cara!).

 

Sucede que a globalização, entre outros efeitos, teve também o de acabar com as ilusões de que se pode ser feliz sozinho. Estamos aprendendo lentamente que um espirro dado na Ásia pode produzir gripes da proporção da suína em outras partes e confins do mundo. Sucede que houve a crise. E ela atingiu duramente os Estados Unidos, e isso não pode deixar de afetar o Brasil.

 

Os mais otimistas e desinformados tranqüilizaram-se quando Lula falou que o tsunami econômico chegaria a nós com a suavidade de uma "marolinha". No entanto, os mais conscientes e informados sabem que a recessão está batendo às nossas portas.

Considera-se que um país está em recessão quando por dois trimestres consecutivos o PIB (Produto Interno Bruto) - a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um período determinado (mês, trimestre, ano) - declina. Isto posto, o Brasil corre o risco de entrar em recessão?

 

O presidente Lula e o ministro Guido Mantega afirmam peremptoriamente que não e podem não estar totalmente errados, dada a definição operacional de recessão. Mas que vai haver forte desaceleração da atividade econômica no país, isto só os otimistas ou tolos duvidam. Aliás, já está havendo.
 

O que vemos é que todas as instâncias e segmentos da economia brasileira se previnem, enquanto o governo se esforça desesperadamente para minimizar os efeitos sobre o consumo, baixando o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de bens, como os automóveis, cuja venda caíra assustadoramente no fim de 2008, os eletrodomésticos e outros.

 

O crédito ficou mais caro e mais escasso no Brasil. Os bancos jogam na retranca: estão mais exigentes e mais avessos ao risco. O desemprego é grande e os números são preocupantes para quem consegue fazer uma leitura mais além da obviedade ingênua.

 

Economistas brasileiros, como José Alexandre Scheinkman, da Universidade de Princeton (EUA), 53 anos e há 31 vivendo nos Estados Unidos, acham que a recessão, no Brasil, é praticamente inevitável. Em suas declarações à Folha de São Paulo, Scheinkan afirma: "Se tivesse que apostar, eu diria que a possibilidade de recessão aumentou muito". Segundo ele, o Brasil já convivia com o problema na Argentina e com a desaceleração da economia no mundo. A crise gerada com os atentados terroristas nos EUA só agravou a situação.

Para Scheinkman, o que faz o Brasil ser mais vulnerável que outros países, como o México e o Chile, é o fato de ter uma taxa muito baixa de poupança doméstica. "Mesmo com números pífios de investimento, temos de importar muito capital", diz. Só quando encontrar uma solução para esse problema, o Brasil poderá, a seu ver, iniciar um processo consistente de redução das taxas de juros.

 

Da descrição acima e da entrevista do economista, dois pontos deveriam constar de nossas reflexões, sobretudo de nossa estratégia de ação: o primeiro é mais sobriedade. Poupança interna é sinônimo de corte de gasto, prevenção e estoque de divisas para tempos de vacas magras. Difícil imaginar o Brasil fazendo isso em pleno momento de escândalos no Congresso e com os festivais mensais de corrupção com que os políticos nos brindam. No entanto, parece ser uma das poucas medidas que abrem um caminho para escapar de anos muito difíceis. O segundo é responder globalização de dificuldade com globalização de solidariedade. Tudo que somos e conseguimos está em estreita dependência dos outros, vizinhos ou distantes. A economia não existe mais de portas fechadas. As fronteiras foram eliminadas e o universo é plano, aldeia global profetizada por Ma Luhan, nos anos 1960. Portanto, a crise é um momento para pensar estratégias solidárias, onde se pense o conjunto e não fragmentos isolados, tratando de escapar cada um com a sua própria solução doméstica.

 

Acontece em nível macro o que sucede em nível micro. Ou nos salvamos em penca ou nos perdemos todos juntos. Somos seres relacionais e sem a relação perecemos. Tratar de escondê-la ou ignorá-la só apressará nosso caminho para a catástrofe. Não há soluções individuais. Globalizar a solidariedade, essa sim seria a tarefa das grandes potências quando se juntam. E não discutir como riscar continentes inteiros do mapa para poder aumentar seus imorais lucros e ganhos.

 

Maria Clara Lucchetti Bingemer é teóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio.

 

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