topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Aug   September 2016   Oct
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
252627282930 
Julianna Walker Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Mobilização de massas por conta própria Imprimir E-mail
Escrito por Wladimir Pomar   
Quarta, 10 de Junho de 2009
Recomendar

 

Na história do Brasil ocorreram muitas mobilizações de massas populares por conta própria. Só para citar algumas, no final dos anos 1910, grandes greves operárias. Nos anos 1940, manifestações massivas pela participação na guerra contra o fascismo. Durante os anos 1950, grandes greves operárias em São Paulo. No final dos anos 1970, grandes greves operárias no ABC paulista. Nos anos 1990, reação popular contra o apelo de apoio feito por Collor.

 

Mobilizações menores, realizadas por iniciativa das próprias massas, têm sido incontáveis. Se formos examinar as grandes mobilizações, elas muitas vezes são o resultado de um prolongado processo de pequenas mobilizações por conta própria.

 

O torpedeamento de navios brasileiros por submarinos alemães foi o gatilho que impulsionou as massas populares a romper as proibições da ditadura varguista e transbordar os sentimentos antifascistas, que já vinham expondo de diferentes maneiras. Incontáveis "operações tartaruga", por inúmeros motivos localizados, foram o aprendizado "normal" para as greves no ABC.

 

Em todos esses casos, como em muitos outros, as pequenas mobilizações por conta própria representam um termômetro do estado de espírito das massas e de sua tendência de luta. Um dos aspectos importantes da participação de líderes e militantes dos partidos populares nesse aprendizado "normal" consiste, justamente, em poderem medir essa tendência e contribuir de forma ativa na organização e na mobilização propriamente dita.

 

Quando tais líderes e militantes estão presentes, e são ativos, há uma propensão de assumirem a direção das mobilizações. Isto dá a impressão de que se deveu a eles o fato de as massas haverem se mobilizado. No entanto, eles só assumiram a direção porque estavam presentes e porque captaram as razões e os limites da luta.

 

Não é por acaso que, mesmo estando presentes, há lideres e militantes que não conseguem ser reconhecidos como dirigentes. Tentaram impor objetivos e formas de luta mais avançados, ou mais atrasados, por incapacidade de captar as razões e limites a que as massas haviam chegado em seu aprendizado "normal". Basta rever a mobilização operária do ABC, no final dos anos 1970, para ter uma visão mais nítida desse processo de mobilização por conta própria e de reconhecimento dos dirigentes para a luta.

 

Também não é por acaso que, quando não há líderes e militantes de partidos populares envolvidos no processo de aprendizado das massas, estas criam seus próprios dirigentes para a luta. Um dos casos mais conhecidos foi o dos bóias-frias, em Leme (SP), no início dos anos 1980.

  

Portanto, a história tem inumeráveis exemplos de mobilizações de massas por conta própria. Reconhecer essa espontaneidade nada tem a ver com "passividade" ou "adaptação" a baixos níveis de mobilização. Significa apenas partir do pressuposto de que as massas populares são os verdadeiros autores e atores da história humana. Sem entender sua dinâmica de aprendizado, nem ter em conta sua capacidade de mobilização por conta própria, tal pressuposto não passa de teoria vazia.

 

Wladimir Pomar é escritor e analista político.

 

Recomendar
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates