topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Aug   September 2016   Oct
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
252627282930 
Julianna Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

O grande circo de Londres Imprimir E-mail
Escrito por Atilio A. Boron   
Quarta, 08 de Abril de 2009
Recomendar

 

Meses atrás a formidável maquinaria propagandística do império alimentava a ilusão de que a reunião do G-20 em Londres daria a estocada final na crise. Mesmo assim, à medida que se aproximava a data, começaram a se escutar vozes discordantes. Nicolas Sarkozy e Ângela Merkel jogaram baldes de água fria sobre o iminente conclave e o anfitrião, o "progressista britânico Gordon Brown", aconselhou baixar as expectativas, ao passo que um número crescente de economistas críticos e historiadores advertia sobre a futilidade da tentativa. Em que pese tudo isso, os ilusionistas e malabaristas do sistema não deixaram de exaltar a reunião de Londres e tratar de que as tímidas medidas que ali se adotavam fossem interpretadas pelo público como propostas sensatas e efetivas para resolver a crise.

 

Como era de se esperar, pouco ou nada concreto saiu da reunião. E isso por várias razões. Primeiro porque no que alguns caracterizaram, com arrogância e ignorância inauditas, como Bretton Woods II nem sequer se colocou a questão fundamental: reformar para que, com que objetivo? Ao se desviar do tema por omissão, ficou estabelecido que o objetivo das reformas não seria outro senão o de voltar à situação anterior à da crise. Isso supõe que o que a causou não foram as contradições inerentes ao sistema capitalista, mas aquela "exuberante irracionalidade dos mercados" da qual se lamentava Alan Greenspan, sem se dar conta de que o capitalismo é por natureza exuberantemente irracional e que isso não se deve a um defeito psicológico dos agentes econômicos, mas sim de que tem seus fundamentos na própria essência do modo de produção.

 

Segundo: haja vista o anterior, não surpreende comprovar que o G-20 tenha decidido fortalecer o papel do FMI para liderar os esforços da recuperação, sendo o principal autor intelectual da crise atual. O FMI foi, e continua sendo, o principal veículo ideológico e político para a imposição do neoliberalismo em escala planetária. É uma tecnocracia perversa e imoral que recebe honorários exorbitantes (isentos de impostos!) e cuja pobreza intelectual foi muito bem resumida por Joseph Stiglitz, quando disse que o FMI estava lotado de "economistas de terceira formados em universidades de primeira". E pelas mãos desses aprendizes de bruxos é que se pensa em sair da crise mais grave do sistema capitalista em toda sua história? Não há nisso um grande exagero: esta crise é a manifestação externa de várias outras que irrompem pela primeira vez: crise energética, ambiental, hídrica. Nada disso havia na depressão de 1873-1896 ou na Grande Depressão dos anos 30. Em seu entrelaçamento tais crises impõem um desafio de inéditas proporções, frente ao qual as receitas do FMI não farão nada, a não ser aprofundar os problemas até os extremos menos imaginados.

 

Terceiro: dada esta situação, o tema é grave demais para deixá-lo em mãos do G-20 e seus especialistas. Por isso o presidente da Assembléia Geral da ONU, Miguel D’Escoto, disse que o necessário não era um G-20, mas um G-192, uma cúpula de todos os países, tendo convocada-a para junho deste ano. O G-20 trata de cooptar vários países do sul com a esperança de fortalecer o consenso para uma estratégia gatopardista de "saída capitalista para a crise do capitalismo": mudar algo para que nada mude. Entretanto, não há possibilidade alguma de superar esse temporal apelando às receitas do FMI, e o melhor que podiam fazer os países convidados a Londres era denunciar com serenidade, porém firmeza, a inanidade das medidas ali adotadas e que dentro do capitalismo não haverá solução para nossos povos nem para as ameaças que se colocam a todas as formas de vida do planeta Terra.

 

Atílio Boron é doutor em Ciência Política pela Universidade de Harvard e professor titular de Teoria Política na UBA (Universidade de Buenos Aires). É autor do livro "Império e Imperialismo. Uma leitura crítica de Michael Hardt e Antonio Negri", publicado pela editora CLACSO em 2002.

 

Website: www.atilioboron.com

 

Trazido por Gabriel Brito, jornalista.

 

Recomendar
Última atualização em Qui, 16 de Abril de 2009
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates