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A Crise Econômica Externa e seus Reflexos Políticos no Brasil Imprimir E-mail
Escrito por Guilherme C. Delgado   
Quarta, 18 de Março de 2009
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A "Revista de Conjuntura" do Conselho Regional de Economia do DF acaba de publicar uma edição especial sobre um tema muito próximo ao título deste artigo, com análises fundamentadas de vários economistas, de diferentes concepções e filiações acadêmicas (Dércio Munhoz, Reinaldo Gonçalves, Carlos Eduardo de Freitas, dentre outros). Essas análises vêm a público no mesmo momento em que o IBGE publica os dados do Produto Interno Bruto do 4º trimestre de 2008, constatando forte queda (-3,6%) nestes últimos três meses de 2008.

 

O caráter político do ano pré-eleitoral de 2009, e de forte incerteza no plano da economia, confere à abordagem da crise pelo governo, pelos partidos de oposição e também pelas mídias engajadas verdadeiro clima de guerra de informação. Por tudo isso é imprescindível identificar, contextualizar e interpretar os fatos econômicos no meio político em que estes se inserem.

 

A reversão do estado de confiança no mundo dos negócios impôs a partir de setembro/outubro de 2008 os resultados econômicos que agora o IBGE revela. Estes resultados (queda do PIB) já eram percebidos no movimento do comércio, na desaceleração do emprego, na contração do crédito, na queda de arrecadação de tributos e no declínio das exportações.

 

Mas, se nos deslocarmos do plano estrito da análise da dinâmica dos mercados em crise e intercomunicação global para o plano da política interna, caberia indagar sobre o grau de autonomia que poderíamos dispor para enfrentar esta crise e sua propagação sobre a economia e sociedade que aqui residem.

 

Esta pergunta é chave para a agenda econômica de 2009 e agenda eleitoral de 2010. Terá respostas muito diversas, até mesmo porque o mundo de vida das pessoas e o mundo das instituições econômicas residentes no território do Brasil raramente se encontram em suas estratégias de reprodução e crescimento.

 

Ora, se é pela leitura do indicador de crescimento material da economia (Produto Interno Bruto) que sinteticamente todos lêem os sinais da entrada da crise externa na economia brasileira, a saída da crise é mais controversa. Há uma leitura convencional que nos fala da recuperação desses indicadores mediante investimento público restaurador do padrão de consumo anterior à crise, como se fora o antídoto pronto e acabado a gerar desenvolvimento. Mas isto deixa intocada a questão de sentido e de futuro do desenvolvimento, reproduzindo aqui ente nós a perpetuação do subdesenvolvimento.

 

Não estaria em prioridade no momento de reflexão sobre a natureza da recuperação econômica o atendimento às necessidades básicas da população, a proteção social às situações de risco, a melhoria de distribuição da renda e da riqueza, a utilização sustentável dos recursos materiais, dentre outras?

 

A julgar pela estratégia de investimentos infra-estruturais contida no PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - ou pelo Projeto Oficial da Reforma Tributária em tramitação na Câmara Federal, inimigo explícito da seguridade social de 1988, não há sinais, do lado oficial, de um novo padrão de consumo e civilização perseguidos no longo prazo. Ao contrário, é o passado da era das PNADs do regime militar o referencial de crescimento econômico para o futuro.

 

Por outro lado, a agenda econômica e política das oposições, que se pretendem alternativa ao "status quo", tampouco prioriza em suas falas e práticas as teses do desenvolvimento, e particularmente do desenvolvimento com eqüidade. Neste aspecto, estamos vivendo momento de profunda orfandade ideológica

 

Em síntese, restará para o ano de 2009 a reação continuada às notícias más sobre os efeitos da crise externa invadindo a economia brasileira. O movimento de reação a esses sinais, ora negado ou minimizado por suposto dever de ofício do governo, ora exagerado pela oposição, como estratégia de deslegitimação da candidatura oficial, são as cenas dos próximos capítulos da novela política e econômica que nos reservam os atores da sucessão presidencial.

 

Mas salta aos olhos a precariedade política deste cenário de "opções", inscrito no jogo eleitoral. É possível mudar esta agenda, por pressões externas aos partidos, sob as condições sociais que teremos pela frente.

 

Veremos!

 

Guilherme Costa Delgado, economista do IPEA, é doutor em Economia pela UNICAMP e consultor da Comissão Brasileira de Justiça e Paz.

 

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Última atualização em Sexta, 20 de Março de 2009
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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