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Escrito por Léo Lince   
Qui, 12 de Março de 2009
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Não era "marolinha". Pelo contrário, bateu forte. O epicentro do abalo foi lá fora, no cerne do sistema. Mas, até por conta de tal origem, em ato contínuo levou de roldão toda a periferia do capitalismo. A dependência, mãe de todas as vulnerabilidades, trouxe a crise com a rapidez do relâmpago. Como os banqueiros mandam no governo e estão forrados pelo Banco Central, o desastre se instalou diretamente no mundo da produção e já produziu milhares de vítimas no mundo do trabalho.

 

Os números do PIB no último trimestre do ano passado, processados pelo IBGE e publicados nos jornais da semana, foram recebidos com uma explosão de espanto. Caiu a ficha. A crise está instalada e seu poder corrosivo tem a consistência do enigma não decifrado. Havia, é bom que se diga, expectativa de queda para o período, mas o tamanho do desabamento (-3,6%) superou até as projeções dos mais pessimistas.

 

Expressões muito fortes foram usadas por analistas das mais variadas posições para caracterizar a novidade: "ruptura no padrão de crescimento", "retração forte", "desaceleração generalizada", "o país está em recessão não trivial". Houve até quem falasse em "estupor" (estado mórbido de paralisia repentina) na economia e no governo. Podem ser, todas, análises interessadas. Mas, sem dúvida, são "outras palavras" na avaliação do atual momento.

 

O retrato detalhado dos números do IBGE, por conta das tendências que projeta, amplia o leque de preocupações. Apesar do alardeado PAC, os investimentos sofreram uma queda brutal, quase 10%, em relação ao trimestre anterior. Dado terrível, pois não se concebe saída de crise sem investimentos. O consumo das famílias caiu 2% entre os dois períodos, talvez por conta do desemprego e do medo do desemprego. Como o novo ano se iniciou com aumento de desemprego e, logo, com o medo ainda maior, a retração do consumo deve seguir em escala ampliada. Do lado da produção, o setor mais afetado foi a indústria, que encolheu em 7,4%. Com o seguinte agravante: além do colapso das exportações, o encolhimento se deveu à redução da demanda interna por máquinas e equipamentos. O setor de bens de capital, segundo declara o líder da ABIMAC, já está em recessão: em fevereiro teve queda recorde de 45% do faturamento e até 60% das encomendas.

 

Entre os trabalhadores, que carregaram a cruz pesada mesmo quando o patronato ganhava aos tubos, o clima agora é de pânico: PDV, férias coletivas, demissões em massa. O número de demitidos já beira a espantosa marca do milhão. De novembro até o último levantamento do Ministério do Trabalho, o mercado formal perdera 797,5 mil vagas. Nas seis principais regiões metropolitanas, segundo levantamento do IBGE, 88 mil pessoas foram empurradas para o subemprego e a informalidade. A inadimplência cresce entre os endividados, enquanto as seguradoras tomam de volta os bens, principalmente automóveis, de quem comprou e não pode pagar.

 

O governo segue o protocolo dominante e despeja dinheiro público no bolso dos grandes. Pode até atenuar, mas não resolve. O "auxílio" dado pelos governos Lula e Serra para as montadoras de automóveis é um exemplo da saída falsa. Reduziu o tamanho do tombo do setor industrial, mas, ao mesmo tempo, revelou a indigência estratégica dos dois governos. Podiam exigir contrapartidas. Garantia formal do emprego, manutenção dos salários, barateamento da produção de ônibus, caminhões e tratores, que seguem ladeira abaixo, ao invés de beneficiar a motorização individual que entope as vias das nossas metrópoles. Colocam remendos no modelo condenado. Comprometidos até a medula com os artífices da crise, não conseguem ver além do modelo que nos arrasta para a encalacrada cada vez maior. Pode não estar ainda visível na linha do horizonte, mas só existe uma saída real para a crise: mudar o modelo.

 

Léo Lince é sociólogo.

 

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