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Avanços e recuos no FSM 2009 Imprimir E-mail
Escrito por Antonio Julio de Menezes Neto   
Segunda, 09 de Fevereiro de 2009
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O Fórum Social Mundial surgiu no ano de 2001, sendo realizado, então, na cidade de Porto Alegre. Era claramente um ponto de resistência e contraposição ao Fórum Econômico de Davos. Apesar de ter tido apenas cerca de 5 mil inscritos, era livre a entrada nas dependências do Fórum e imagina-se que mais de 20.000 pessoas participaram. Foi de fundamental importância, pois a esquerda perplexa e sem rumo conseguia se encontrar, debater temas, criticar o capitalismo e dizer que um novo mundo era possível. Esta foi a grande mensagem daquele Fórum.

 

É importante salientar que naquele ano o presidente do Brasil era Fernando Henrique, um presidente inequivocamente neoliberal, que conseguia unir contra ele todas as forças progressistas e da esquerda socialista. Assim, um tom de unidade percorria todo o Fórum.

 

Ao longo dos anos, o Fórum cresceu, ganhou importância, internacionalizou-se (já tivemos edições na Índia e na Venezuela) e, dizem, está também institucionalizando-se, com a presença cada vez mais marcante de presidentes de países. Este último Fórum, realizado estrategicamente na cidade de Belém do Pará, pois a Amazônia é uma das regiões do planeta mais debatidas e cobiçadas, teve cerca de 133 mil inscritos. Porém, não foi permitido o livre acesso do público e a presença do exército foi constrangedora. O Fórum foi realizado em duas universidades públicas (UFPA e UFRA), ambas cercadas por favelas. Em vez de fazer um trabalho educativo com estas comunidades, o princípio da repressão prevaleceu, buscando afastar estes "incômodos" moradores dos debates do Fórum.

 

Quero levantar alguns problemas: está crescendo o número de jovens que se deslocam para os acampamentos apenas para (re)viver o Woodstock. Não vejo este fato como totalmente negativo, pois mesmo estes jovens acabam entrando, de alguma forma, no clima do Fórum e a presença do jovem, com sua rebeldia, é mais do que fundamental. É imprescindível. Mas também junto a estes é necessário um trabalho de aproximação política.

 

Vejo como mais problemático uma predominância do lulismo em muitas discussões. Sabemos que fortes movimentos, como a CUT e a UNE, são umbilicalmente vinculados ao governo Lula. Também, diversos intelectuais e movimentos menores, como as pastorais, evitam qualquer crítica aos governos liberais-sociais, como o é o caso do governo Lula. Também o MST, o principal movimento social do Brasil, juntamente com a Consulta Popular, que abriga muitas jovens, mantém uma política ambígua em relação ao governo Lula. Assim, as críticas claramente à esquerda ficam circunscritas à pequena esquerda socialista brasileira.

 

Mas nada disso ainda tira o brilho do Fórum. Ele ainda teve, e terá, um papel de aglutinar, mesmo que de forma fragmentada, boa parte da esquerda e ser uma referência de lutas. É um espaço único no qual o capitalismo é criticado em suas múltiplas contradições. Assim, vejo que o Fórum ainda está longe de ser esgotado, mas começa a passar por críticas e disputas hegemônicas em seu seio. Um novo mundo ainda é possível e necessário. Precisamos apenas dizer claramente que este mundo não é o capitalismo, um sistema produtor de mercadorias e que, para tanto, destrói a natureza, explora o ser humano e procura nos tornar apêndice da mercadoria. Precisamos dizer que queremos superar o capitalismo e construir o socialismo revolucionário.

 

Antonio Julio de Menezes Neto é sociólogo, doutor em Educação e professor na UFMG.

 

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