Não, absolutamente não!

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O Correio da Cidadania publica este manifesto escrito por Michael Warschavski, do Alternative Information Center (AIC), em 18 de janeiro passado. O jornal se oferece para transmitir à organização patrocinadora do manifesto as adesões que chegarem à redação.

 

Não em nome deles e nem em nosso nome!

 

Ehud Barak, Tzipi Livni, Gabi Ashkenazi e Ehud Olmert: não se atrevam a aparecer em qualquer homenagem aos heróis do Gueto de Varsóvia, Lublin, Vilna ou Kishiven. Nem vocês líderes do movimento Paz Agora, para quem paz significa "pacificação" a qualquer preço, inclusive a destruição de todo um povo. Sempre que eu estiver em uma dessas cerimônias, farei tudo para expulsá-los, porque suas presenças são um imenso sacrilégio.

 

Não em nome deles!

 

Vocês não têm o direito de falar em nome dos mártires do nosso povo. Vocês não são Ana Frank do campo de concentração Bergen Belsen, mas, sim, Hans Frank, o general alemão que se empenhou em provocar a fome e a destruição dos judeus da Polônia.

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Vocês não representam qualquer continuidade do Gueto de Varsóvia, porque hoje o Gueto de Varsóvia está diante de vocês, como alvo de seus tanques e de sua artilharia - e seu nome é Gaza.

 

Gaza que vocês decidiram eliminar do mapa, assim como o General Frank pretendia eliminar o Gueto. Mas, diferentemente dos Guetos da Polônia e da Bielorrússia, nos quais os judeus estavam praticamente isolados, Gaza não será destruída porque milhões de homens e mulheres nos quatro cantos do nosso mundo estão construindo um poderoso escudo humano no qual está gravado: NUNCA MAIS!

 

Não em nosso nome!

 

Juntamente com dezenas de milhares de outros judeus, do Canadá à Grã-Bretanha, da Austrália à Alemanha, nós os advertimos: não cometam a ousadia de citar nosso nome, porque nós partiremos para cima de vocês e, se necessário, os levaremos ao inferno dos criminosos de guerra e enfiaremos suas palavras goela abaixo até que peçam perdão por nos haver misturado com seus crimes.

 

Nós, e não vocês, somos os herdeiros de Mala Zimetbaum e Marek Edelman, de Mordechai Anilevics e Stephane Hessel, e agora transmitimos ao mundo a mensagem que eles dirigiram a toda a humanidade na Páscoa de 1943: "Lutamos pela nossa liberdade e pela liberdade de vocês; pelo nosso brio e pelo brio de vocês; pela nossa dignidade social e nacional, assim como pela dignidade social e nacional de vocês".

 

Esse Apelo do Gueto de Varsóvia nós deixamos sob a custódia dos lutadores da resistência em Gaza.

 

Para vocês, dirigentes de Israel, "liberdade" é uma palavra feia. Vocês não têm brio e não entendem o sentido da dignidade humana.

 

Não somos "outra voz judaica", mas a única voz judaica capaz de falar em nome dos santos torturados do povo israelita. A voz de vocês são as bestiais vociferações dos assassinos de nossos antepassados.

 

O original em inglês pode ser encontrado em http://www.alternativenews.org/content/view/1545/389/.

 

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Comentários   

0 #3 sobre o artigo \"Não absolutamente não!\Lúcio de Camargo Pigozzo 02-02-2009 14:33
belo artigo, ele expõe essas personalidades que detém o poder militar e político de israel, e nos lembra o que nos foi transmitido pelos mártires: o significado da busca do caminho da paz, no sentido primeiro do ser.
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0 #2 Solidariedade e AdesãoJoão Carlos Bezerra de Melo 02-02-2009 13:36
Como cidadão brasileiro, amente da paz, lutador pela justiça social, proclamo a minha integral solidariedade aos verdadeiros legatários da tradição humanística da cultura judaica que erguem a sua voz contra o genocídio e os crimes de lesa-humanidade perpetrados pelo fanatismo e pelo oportunismo político do sionismo odioso.

João Carlos Bezerra de Melo - economista
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0 #1 Manifesto comoventeJoão Carlos Bezerra de Melo 30-01-2009 22:18
Comovente a coragem, a honestidade intelectual e a sobriedade desse judeu de tão grande envergadura moral, que ao lançar a sua voz de protesto contra os carniceiros do sionismo fanático e assassino, faz jus às mais expressivas contribuições do seu povo ao progresso e à elevação da humanidade.

João Carlos Bezerra de Melo - economista
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