topleft
topright
ISSN 1983-697X

Editorial

Uma decisão infeliz no Supremo


Aceitando a alegação de cerceamento de defesa, o STF anulou a decisão do Júri que condenou o mandante do assassinato da freira norte-americana Dorothy Stang, julgamento este realizado em 2.005. O advogado do réu alegou cerceamento de defesa, porque teve “apenas” doze dias para examinar os autos.

Leia mais...

Áudios

Confira o arquivo de entrevistas em aúdio.  

Leia mais...

Resenha

Estado e forma política

Imagem

  Estado e forma política, de Alysson Leandro Mascaro, Editora Boitempo, Ano 2013  
Leia mais...
Image

Charge



Artigos por data

 Abr   Maio 2013   Jun
DSTQQSS
   1  2  3  4
  5  6  7  8  91011
12131415161718
19202122232425
262728293031 
Julianna Walker Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania
AumentarDiminuirVoltar ao original
Curandeiros na tributação Imprimir E-mail
Escrito por Osiris Lopes Filho   
Terça, 13 de Janeiro de 2009

 

Ano novo é época, determinada pelo calendário gregoriano, de renovação de esperanças. No universo em que milito e tenho a possibilidade de relacionar-me com os leitores, vou fazendo o que posso, embora tenha consciência das limitações do meio de comunicação que utilizo.

 

Em realidade, procuro colaborar criticamente na construção de um modelo tributário mais justo e racional para o país, que mitigue a sanha arrecadatória que impera no Executivo e sacrifica quem suporta efetivamente a carga tributária: o povo consumidor e a média empresa, que é genuinamente nacional.

 

Às vezes tenho a impressão de que o presidente Lula quer de fato acertar na adoção das mediadas que seu governo estabelece. Há prenúncios disso em algumas providências tomadas pelo seu governo. Algumas ênfases em certos aspectos particulares, acentuadas por seus auxiliares, demonstram isso. Por exemplo, a alteração da Tabela de Incidência do imposto de renda na fonte, constante do art. 15 da Medida Provisória nº. 451, de 15 de dezembro de 2008.

 

Autoridades fazendárias divulgaram a criação de duas alíquotas intermediárias de 7,5% e 22,5%, como se fossem produtoras de disponibilizar renda para melhorar significativamente o poder de consumo dos contribuintes pessoas físicas, cujos rendimentos auferidos decorrem no substancial do trabalho.

 

Como a tal Tabela Progressiva é complexa, afeta o conjunto de rendimentos obtidos pela pessoa física, todos os contribuintes poderão ser beneficiados. Por exemplo, os rendimentos mensais classificáveis entre R$ 1.434,60 e R$ 2.150,00, terão a incidência da alíquota de 7,5%, e não a de 15%.

 

Da mesma forma, os rendimentos entre R$ 2.866,71 e R$ 3.582,00 terão a aplicação de alíquota de 22,5%, e não de 27,5%. Assim, o contribuinte que tenha um rendimento mensal de R$ 50.000,00, nos intervalos mencionados, o imposto de renda mensal correspondente será apurado por essas alíquotas. O cálculo será realizado decompondo-se os R$ 50.000,00 em cada intervalo de rendimentos da Tabela. O ganho de todos os contribuintes, qualquer que seja o total dos seus rendimentos, desde que se enquadrem nos vários intervalos de rendimentos da nova Tabela, será em torno de noventa reais. Muito pouca a disponibilidade proporcionada por essa inovação. Insuficientes os efeitos da alteração. Mixos.

 

Paupérrimo o remendo realizado. Em artigo anterior, dei-lhe a denominação de band-aid. Equivoquei-me. Trata-se de curativo mulambento realizado em tumor cancerígeno, necessitado de cirurgia radical e quimioterapia para extirpá-lo.

 

É uma vergonha autoridades se ufanarem pela modificação introduzida. Os centavos previstos nessa Tabela, existentes em todos os intervalos de rendimentos, demonstram a improvisação, a mesquinharia e a sanha arrecadadora que continuam a imperar no Executivo Federal. Realmente o detalhe é importante na tributação. Desta vez, o detalhe evidencia a pobreza das concepções de reforma da equipe fazendária. É a continuidade da espoliação tributária a presidir a legislação do imposto de renda. É preciso mudar radicalmente a situação.

 

Algum dia o conformismo ou a paciência do universo de carneiros, tosquiados ao extremo, vai explodir. As circunstâncias objetivas estão se confirmando. O que era simples marola e o descolamento da crise, em face da robustez da nossa economia e do tamanho de nossas reservas, está a indicar que a situação é preta e tende a ficar pior se o domínio tributário continuar com curandeiros, quando a hora é de colocar no comando operacional e estratégico cirurgiões competentes.

 

Osiris de Azevedo Lopes Filho é advogado, professor de Direito na Universidade de Brasília (UnB) e ex-secretário da Receita Federal.

 

E-mail: osirisfilho(0)azevedolopes.adv.br

 

Última atualização em Sexta, 16 de Janeiro de 2009
 
Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.

Boletim Diário

Para assinar o boletim de notícias preencha o formulário abaixo:

Vídeos

‘A Comissão da Verdade tem obrigação de ouvir todos os militares envolvidos com a repressão’

Imagem

Entrevista com o jornalista Pedro Estevam Pomar, membro do Comitê Paulista pela Verdade, Memória e Justiça.
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Recordar é viver: a Revolução não será televisionada


A Revolução não será televisionada, além de traçar um perfil do caráter golpista das grandes televisões venezuelanas, que efetivamente protagonizaram junto à burguesia do país um verdadeiro golpe de Estado em abril de 2002, ainda narra o dia-a-dia desse golpe, farsa a farsa, mentira a mentira.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Revista Forum
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Image
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates