topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Walker Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Estados Unidos: perspectivas para o mandato de Obama Imprimir E-mail
Escrito por Virgílio Arraes   
Segunda, 05 de Janeiro de 2009
Recomendar

 

Paradoxalmente, o governo Bush encerra seu segundo mandato com os preços do petróleo em patamares próximos aos do período antecedente à Segunda Guerra do Golfo, em março de 2003, delineada mais com finalidade econômica (asseguração contínua e módica de combustível fóssil) que política (implementação real de um regime democrático).

 

Por meio exatamente dela, a economia, houve a derrocada eleitoral do Partido Republicano no pleito presidencial. Se, para a comunidade internacional, a política externa norte-americana era desgastante, para boa parte da sociedade norte-americana não havia a mesma percepção, haja vista os índices auferidos nas pesquisas presidenciais do senador John McCain.

 

Encerrada a disputa, vencida no colégio eleitoral com facilidade pelo senador Barack Obama - após a intensa e contínua mobilização sem precedentes, via internet, do eleitorado jovem -, as expectativas se voltaram para a composição do seu gabinete. Recorde-se de que o êxito inicial de sua campanha proveio do firme posicionamento contrário à prolongada permanência das tropas no Iraque.

 

Guardadas as devidas proporções com processos eleitorais recentes na América do Sul, a decepção teria superado a esperança, em função do perfil sobremodo conservador das primeiras indicações do primeiro escalão.

 

De fato, a candidatura democrata não era de modo algum progressista ao tradicional estilo europeu, por exemplo. No entanto, havia espaço suficiente, em vista do insucesso da administração republicana, para aplicar políticas governamentais alternativas, principalmente nas combalidas áreas de defesa e de política externa.

 

Diante disso, a confirmação de Robert Gates na Secretaria de Defesa e o convite à senadora Hillary Clinton para ocupar o Departamento de Estado são sinais inquietantes de que a renovação, se houver, ocorreria depois de longa transição.

 

Na prática, não haverá transição, de maneira que a linha de fé atual, à primeira vista, permanecerá, ainda que ao longo da campanha Obama tivesse um posicionamento menos belicista do que o do seu contendor, ao defender - como acima mencionado - a retirada da maioria das tropas da coligação anglo-americana e a retomada de negociações com o Irã, por causa de sua política nuclear.

 

No tocante ao primeiro ponto, o governo Bush antecipou-se e firmou um entendimento para que os efetivos norte-americanos deixem o território iraquiano em até 3 anos. Ao mesmo tempo, acertou-se que os Estados Unidos não se valeriam de sua presença no Iraque para de lá concertar ataques a outros países da região.

 

Há basicamente um alvo, o Irã, acusado de gerir o seu programa nuclear para fins desautorizados pelo Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. Se agregado plenamente à comunidade internacional, o seu programa nuclear poderia ser efetivado por intermédio da cooperação multilateral, o que facilitaria a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica.

 

Acresça-se que um programa global de controle ou mesmo redução de artefatos atômicos teria credibilidade se as duas maiores potências se engajassem efetivamente nele. Caso os Estados Unidos, sob a pena do presidente Obama, e a Rússia, sob a de Medvedev, decidissem ratificar o Tratado para Proibição Completa de Testes Nucleares, não haveria motivo para que outros países - como a China e a Índia - se recusassem a fazê-lo.

 

Por fim, reitere-se que aproximar-se de maneira diplomática do governo iraniano é essencial para a estabilidade do Iraque e, por conseguinte, do Oriente Médio. Em vista da proximidade religiosa atual entre Teerã e Bagdá, os Estados Unidos devem esforçar-se para trazer o Irã para as negociações regionais e, deste modo, encerrar definitivamente a retórica do Eixo do Mal – Iraque, Irã e Coréia do Norte –, de tão escassos resultados desde o seu enunciado.

 

Virgílio Arraes é doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e professor colaborador do Instituto de Relações Internacionais da mesma instituição.

 

Recomendar
Última atualização em Segunda, 05 de Janeiro de 2009
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates