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Wall Street / 2008: um muro em ruínas Imprimir E-mail
Escrito por Fernando Silva   
Segunda, 22 de Dezembro de 2008
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Se há uma totalidade que salta à vista no ano de 2008 foi a manifestação evidente e traumática de uma grave crise estrutural no sistema capitalista, no seu modelo de funcionamento sob a selvagem hegemonia do capital financeiro que está levando o mundo à bancarrota.

 

Crise que se expressou na arena financeira em primeiro lugar, desde a explosão da bolha imobiliária nos EUA em 2007, mas que, em 2008, de forma espetacular, abalou não apenas o mundo das finanças, como também a produção e o comércio mundial, pois não existe mais separação entre produção, finanças, comércio e consumo. Para isso, basta observar que o fim da circulação de crédito no sistema financeiro internacional atingiu diretamente a produção.

 

O ano de 2008 marca o início de uma nova era de incertezas para o mundo, pois não parece de forma alguma que estejamos em uma crise de curta duração, já que os seus efeitos ainda estão apenas começando tanto nos países centrais como no mundo dos países periféricos e mais pobres.

 

Mas também em 2008, ainda que sob a pressão da forte recessão, começamos a ver os sintomas do que podem ser as fortes respostas dos protestos populares e sociais. Assim sinalizam a greve geral de 24 horas e a onda de protestos da juventude na Grécia contra o assassinato de um jovem e também contra os efeitos da crise econômica no país, a ocupação de uma fábrica em Chicago contra a falência e o calote e os protestos sociais setoriais da China: "Não passa nenhum dia sem que haja protestos de funcionários de fábricas falidas que lutam pelos salários atrasados, que depredam a sede ou entram em confronto com a polícia - assim como as greves de taxistas, que já acontecem em mais de 20 cidades" (artigo de Raul Juste Lores, de Pequim, Folha de S. Paulo, 21/12/2008).

 

Por isso, em que pese todas as dificuldades que sofremos em 2008, especialmente no Brasil, devido a uma relação de forças ainda desfavorável, não devemos ser defensivos diante da crise do capital, começando pelo terreno ideológico.

 

Pois em alto e bom som deve ser dito: o capitalismo fracassou. Sua lógica predadora e desumana, o mundo encantado do livre mercado, livre comércio, da competição, do consumismo e individualismo sem limites é que estão arrastando a humanidade para uma catástrofe.

 

O Brasil no mapa da crise

 

O Brasil já não está fora do mapa da crise. É certo que aqui pelas nossas terras tropicais prevaleceram em 2008 os efeitos do cenário anterior de crescimento econômico e o boom das exportações; prevaleceu na disputa política, como as eleições municipais, o continuísmo ancorado na alta popularidade do governo Lula.

 

Mas 2008 termina no Brasil com um cenário diferente em desenvolvimento, a ponto de nem mesmo o crescimento expressivo do PIB no 3º trimestre ter animado o capital e o próprio governo, que (fora as declarações de otimismo oficial) admitem que este crescimento expressa o cenário de pré-crise no Brasil.

 

E, mesmo no cenário de pré-crise, não devemos esquecer que as mazelas sociais de toda ordem e os espasmos de crise ainda no primeiro semestre não deixaram de aparecer: epidemia da dengue, volta da inflação, aumento da inadimplência e endividamento popular.

 

E agora, já com o cenário da crise econômica mundial se instalando no país, a ameaça e a realidade do desemprego.

 

Crise e oportunidade

 

O mais preocupante em 2008 foi que prevaleceu uma lógica de fragmentação na esquerda socialista.

 

Embora razoavelmente explicável em tempos de defensiva do movimento e dificuldade de mobilizar os trabalhadores, a manutenção deste cenário de divisão no âmbito dos setores mais combativos da classe trabalhadora e da juventude poderá cobrar um preço caríssimo em tempos onde há mudança na conjuntura.

 

O capital termina o ano pedindo muito em tempos de crise: reforma trabalhista, ataque aos salários, desemprego. O governo queima reservas e recursos da União e do FGTS para ajudar os que mandam no país. Ao mesmo tempo em que os movimentos sociais e as camadas mais pobres da população são vítimas de uma política bárbara de criminalização, que busca calar a resistência dos setores mais organizados e aterrorizar os barris de pólvora sociais que este sistema produziu.

 

Mas crise é também oportunidade, de acordo com a sabedoria oriental. Aquilo que não foi possível avançar em 2008 poderá estar em um patamar melhor em 2009.

 

Pois 2008 termina deixando uma mensagem de que o cenário político, econômico e social poderá mudar também no Brasil. Restará a nós lutar para aproveitar as brechas que forem se abrindo. Deveremos partir de um esforço consciente e unitário para se estabelecer uma plataforma unificada de resposta contra a crise, de um ponto de vista da classe trabalhadora.

 

Dessa forma, poderemos dar juntos - partidos, sindicatos, movimentos sociais, entidades estudantis - os passos práticos para uma ampla frente de mobilização contra a crise e em defesa dos direitos dos trabalhadores, frente esta capaz de colocar em pauta a defesa de um novo projeto de sociedade.

 

Pois a questão da ruptura com o capitalismo precisa estar no horizonte deste período histórico que começamos a adentrar a partir deste ano de 2008.

 

Fernando Silva é jornalista, membro do Diretório Nacional do PSOL e do Conselho Editorial da revista Debate Socialista.

 

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Última atualização em Segunda, 22 de Dezembro de 2008
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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