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Fusão de bancos prenuncia mobilização do capital para ganhar
com a crise
Como era previsível, a crise internacional chegou ao Brasil
e, não por acaso, se alojou na economia real. Antecipação de férias coletivas,
projetos de demissões voluntárias, demissões na construção civil, queda de
safra na agricultura, mas a banca privada continua numa boa. O que se alardeia
como "orgulho nacional", maior banco do hemisfério sul e um dos
maiores do mundo é, na verdade, mais um lance no vértice da pirâmide, onde os
banqueiros se preparam para ganhar com a crise.
Concessões de estradas são mais um capítulo das
privatizações por decreto
Na semana seguinte às eleições municipais e em meio à crise
mundial, o governo de São Paulo deu mais um passo em sua política de
privatizações.
Plataforma para enfrentar a crise (Editorial)
Não se pode dizer que nosso governo esteja desatento à
crise. Apesar do discurso, providências estão sendo tomadas para socorrer
bancos e empresas. Urge, portanto, reunir as forças políticas de esquerda para
construir uma plataforma de medidas destinadas a defender as camadas mais
pobres dos efeitos da crise - um conjunto de políticas públicas que garantam
alimentação, alojamento, transporte, aos que forem mais atingidos.
EUA: recuperação exige reforma do complexo bélico-industrial
(Virgílio Arraes)
Se não houver reação, custos da crise recairão nas costas
dos trabalhadores (Fernando Silva)
É preciso buscar clareza para rechaçar o conto do vigário
que são as medidas sugeridas pelo governo Lula, pois visam somente preservar o
sistema financeiro e o agronegócio. Caminhamos para uma situação emergencial
que exige medidas emergenciais, mas, de um ponto de vista dos trabalhadores,
não da preservação do sistema e do atual modelo.
As próximas crises (Rogério Grassetto
Teixeira da Cunha)
Não sabemos se a catástrofe ambiental virá abrupta ou
gradualmente. Porém, logo não será questão de escolha, seremos forçados a uma
redução drástica no consumo.
Tortura: suprema decisão (Frei Betto)
A União tomar a defesa dos carrascos, escolha inaceitável,
ofende a memória nacional e a todos que lutaram pelo restabelecimento do
atual Estado democrático de Direito.
Jogo de xadrez geopolítico nos Bálcãs (Grupo
São Paulo)
Após a derrocada da União Soviética, estadunidenses e russos
disputam o controle político e financeiro sobre os Bálcãs. A Geórgia tornou-se
um peão fundamental desse explosivo tabuleiro.
Ainda a crise e o Brasil (Wladimir Pomar)
O aumento de parceiros, em especial na Ásia do Pacífico,
pode ajudar o Brasil a enfrentar a crise. Tais países podem evitar a recessão e
manter comércio ativo conosco.
Obama ao governo, não ao poder (Atílio
Boron)
Obama chegou ao governo, mas está a anos luz de ter
conquistado o poder (no caso de que tenha se proposto).
Chegará o dia em que o povo dirá “não!” ao sistema? (Waldemar Rossi)
Mais do que rejeitar um ou muitos candidatos, sobretudo em
nível federal, há que rejeitar o próprio sistema, e isso pode começar a ser
feito pacificamente através do voto.
Mito e cinema V: Cláusulas contratuais são uma forma de
violência? (Cassiano Terra Rodrigues)
Os clichês narrativos servem para desmascarar certa
hipocrisia da historiografia oficial: mais do que de heróis, a história dos EUA
é feita de muita violência e de muitos mitos. O de Jeremiah Johnson era o
bom selvagem.
Araguaia - uma guerrilha ainda existente (Taís
Moraes)
Podem não existir provas dos excessos de autoridade, mas
sabe-se que todas as mortes foram registradas, mesmo com informações falsas,
como a situação do óbito.
Os impactos da crise na América Latina (Altamiro
Borges)
O capital tentará despejar todo o ônus da crise nas costas
dos assalariados. Na fase da bonança, ele embolsou os lucros; agora, tentará
socializar os prejuízos.
Venezuela: Desafios da Revolução Bolivariana (Miguel Urbano Rodrigues)
Uma revolução é sempre um processo contraditório. Miguel
Urbano Rodrigues passa em revista os avanços, os êxitos e os problemas da
Revolução Bolivariana, e os erros cometidos por Hugo Chávez.
O voto nulo (Antonio Julio de Menezes Neto)
Temos de reconhecer que o voto nulo é parte do processo
instituído e é um direito do cidadão dizer não aos candidatos ou ao processo
eleitoral formal.
O Brasil pós-olimpíada (Gabriel Brito)
E olha que as contas do Pan 2007, encerrado há mais de um
ano, seguem sem aprovação do Tribunal de Contas da União. Já a eleição do COB,
foi realizada de forma clandestina.
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