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A Eleição do Poste Imprimir E-mail
Escrito por Roberto Malvezzi   
Terça, 28 de Outubro de 2008
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"Se eu quiser, meu filho, elejo até um poste". O criador da célebre frase foi Antônio Carlos Magalhães no auge de seu poder, ainda na década de 80. Seu candidato a governador da Bahia, Clériston de Andrade, morrera num acidente de avião 40 dias antes das eleições estaduais de 82. Questionado, sem saber exatamente quem indicar, o velho coronel se saiu com essa. E o poste – absolutamente desconhecido dos baianos à época - acabou sendo João Durval Carneiro, pai do atual prefeito de Salvador.

 

Mas ACM sabia o que dizia. Trazia os prefeitos amarrados aos seus pés como se amarra bode no poste. Sempre cheio de dossiês contra as falcatruas dos prefeitos, controlando a vida pessoal de cada um, controlando a prestação de contas no Tribunal de Contas da Bahia, ninguém escapava ileso. Um velho prefeito de Campo Alegre de Lurdes, norte da Bahia, ficou famoso na cidade por levar, literalmente, um chute no traseiro no gabinete de ACM.

 

O reinado de ACM acabou. Continuam seus herdeiros, não o ACM Neto, mas o Geddel Vieira Lima, prata da casa, que aprendeu com ACM como se faz política com o dinheiro público. Dessa forma, pegou o dinheiro da revitalização do São Francisco e do Ministério da Integração e fez sua base na Bahia, deixando os petistas daqui com cara de brasileiro depois da última copa do mundo.

 

Mas não foi só aqui. Todos os presidenciáveis petistas perderam: Marta em São Paulo, Wagner na Bahia, Dilma e Tasso no Rio Grande do Sul. Não há outro ACM e não existem mais postes.

 

O que pode trazer essa eleição municipal para os rumos do país em 2010? Nada. O que existe no cenário político brasileiro é a mesmice. A velha diferença das "colas", como dizia Lula quando ainda tinha humor político. Nós é que precisamos dar um salto de qualidade na política, vemos nossas esquerdas perdidas nos velhos esquemas, sem capacidade de reinvenção, sem compreender a crise civilizatória e propor realmente uma estratégia de futuro para o país. Vamos acabar com nossas florestas, rios, minérios, numa economia primitiva e predadora. Vamos em linha reta como um carro no rumo do abismo. Nesse ponto, nem a grande mídia colabora para uma reflexão mais crítica, perdida nas pontualidades da crise financeira atual.

 

Talvez aquele "menino" que ganhou a eleição em Bauru – parece que a única novidade no Brasil – simbolize um pouco de oxigênio e de clorofila para a vetusta política que paira no Brasil das eleições. Senão, nosso futuro político será o mesmo que o das nossas florestas.

 

Roberto Malvezzi, o Gogó, é coordenador da CPT – Comissão Pastoral da Terra.

 

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