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Fé, alienação e estatísticas Imprimir E-mail
Escrito por Roberto Malvezzi   
Qui, 03 de Maio de 2007
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Nas décadas de 60 e 70, surgiu nos Estados Unidos o fenômeno dos “pastores eletrônicos”. Eram oradores populares e inauguraram a ocupação da mídia para anunciar o Evangelho à sua maneira. Um dos mais famosos foi Billy Ghran. Depois de uma série de escândalos envolvendo o nome de alguns deles, o fenômeno perdeu força na mídia americana.

 

No Brasil, a imitação desses pastores chegou na década de 90, através dos neopentecostais. Logo investiram na aquisição de TVs e rádios, alavancados por milhões de dólares, sempre em nome do dízimo e das coletas. Por isso, os pentecostais brasileiros cresceram.

 

Ainda na década de 70, já chegara ao Brasil também a Renovação Carismática Católica. Os pentecostais exageraram na agressividade e desencadearam uma reação católica também proselitista quando um pastor chutou a imagem de Nossa Senhora Aparecida em pleno programa de televisivo. Foi uma provocação. Desde então, surgiram várias TVs em nome da Igreja Católica, embora a Igreja não se sinta contemplada em nenhuma delas e agora vá fundar a TV Aparecida, por tudo que se sabe, mais conforme o pensamento do episcopado.

 

Esses dias as estatísticas nos dizem que o catolicismo parou de cair. Surgem as inevitáveis euforias em torno da questão, acusações sobre quem teria causado a sangria e quem teria salvado a Igreja Católica da perda de fiéis. Nas TVs, os representantes de certos movimentos são muito claros em suas afirmações. A culpa teria sido da Teologia da Libertação, da igreja envolvida com política, com questões sociais, da perda da espiritualidade, daí para frente.

 

É fácil acusar, mesmo sabendo que a cidade que mais perdeu católicos foi o Rio de Janeiro – quase 50% - e que jamais poderá ser acusada de estar envolvida com essa prática eclesial. Também deveria chamar a atenção que a população católica continuou maioria no meio rural e nas regiões mais pobres, como no Nordeste. Será que as Comunidades Eclesiais de Base não tiveram nenhuma influência?

 

O Brasil continua um dos países mais injustos do planeta, maior concentração de terras, de riquezas, um dos mais violentos, com 40 mil mortes por ano, na sua maioria de jovens, tudo em nome dos 95% de cristãos que compõem esse país. Que honroso é o nosso país para o nome de Jesus Cristo, não? Que glória divina é nossa pátria cristã, não é mesmo? Católicos e evangélicos, vós que montais TVs para fazer prosélitos, sintam-se glorificados nas estatísticas que disputais.

 

É bom saber que nem todos os católicos, nem todos os pentecostais, nem todos os cristãos de outras Igrejas tradicionais estão envolvidos em disputas de prosélitos e de estatísticas. A compreensão desses, embora minoritária, é que o reino de Deus pode estar presente em qualquer igreja cristã, qualquer religião, até mesmo em quem não tem religião alguma. Não disputam prosélitos e se unem na busca de um mundo mais justo e digno para todos. Sabem que, anterior a qualquer pertença religiosa, está o ser humano, imagem e semelhança do Criador, portanto, digno de todo respeito.

 

Esses não se conformam com as injustiças, venham de onde vier, inclusive do interior das Igrejas à qual pertencem. Para esses, não interessam as estatísticas, mas a fé que tenha compromisso com os irmãos e respeito à natureza, agora tão degradada. Para esses, a fé burguesa, alienada e alienante, nunca mais.

 

 

Roberto Malvezzi é coordenador da CPT.

 

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Última atualização em Qui, 03 de Maio de 2007
 

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