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Teorias sobre a crise financeira Imprimir E-mail
Escrito por Wladimir Pomar   
Segunda, 06 de Outubro de 2008
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Não deixa de ser interessante como a crise financeira norte-americana suscita as mais diferentes interpretações. Há um certo consenso de que ela é profunda. Mas, tirando isso, o resto parece tiroteio em casa de doido.

 

Há os que consideram a crise atual diferente da de 1929, porque esta teria tido origem em problemas no lado real da economia, com super-investimentos e produção, tendo conseqüências no lado financeiro apenas num segundo momento. Na crise atual, não haveria qualquer pressão sobre a economia real dos EUA nem na mundial. Ela seria, então, uma crise estritamente financeira.

 

Em outras palavras, essa teoria desdenha o fato de que a economia real norte-americana, e também a européia, tem sérios problemas de manutenção de suas taxas médias de lucro e de realização de sua produção. Falando em termos simples, os mercados internos, norte-americano e europeu, não mais teriam condições de sustentar a circulação dos produtos com a soma dos salários e rendimentos da maior parte de suas populações. O crédito tornou-se vital.

 

Por outro lado, a criação de dinheiro fictício, como um dos aspectos da valorização do capital pelo trabalho humano, tornou-se, como previra Marx, um dos principais instrumentos de compensação da tendência de queda da taxa média de lucro, ou da margem de rentabilidade, do capital. Esse dinheiro só se multiplica, ou se alavanca, criando "produtos intangíveis", sem valor real.

 

Outro instrumento dessa valorização tem sido, especialmente dos anos 1980 para cá, a busca de mercados predominantemente agrários, com mão-de-obra barata e sistemas logísticos avançados. A busca de mais-valia absoluta, capaz de compensar a queda da taxa média de lucro nos países centrais, levou os capitais dos EUA e da Europa a transformarem-se em capitais transnacionais e a aventuras idênticas às do mercantilismo dos séculos 15 e 16.

 

Os anos 1990 foram os anos de ouro da nova expansão do capital, em particular dos EUA, tendo por base tanto a "financeirização" quanto a segmentação e relocalização do capital. O lucro imediato cegou os países capitalistas quanto às conseqüências dessas aventuras. Diante da concorrência do mercado de trabalho mais barato nas novas áreas de investimento, a melhoria de suas taxas médias de lucro lhes permitiu manter artificialmente o poder elevado de compra de seu mercado interno de trabalho. O crédito fornecido pelo sistema financeiro tornou-se o instrumento principal dessa "exuberância" fictícia.

 

Sem necessidade de obedecer a qualquer regulamentação, em especial nos EUA, o capital financeiro esmerou-se em criar uma gama incalculável de "produtos intangíveis", ou "derivativos". Numa estrutura idêntica ao golpe das "pirâmides", tendo como principal estímulo a política de evitar que seus mercados de trabalho se dessem conta do processo real em curso, o capital financeiro ultrapassou todos os limites especulativos.

 

Nessas condições, se os problemas financeiros da crise de 1929 apareceram depois dos problemas da economia real e no caso de agora aparecem primeiro não significa que não existiam problemas na economia real dos EUA e da Europa. Estas dependem, cada vez mais, da economia dos países emergentes da Ásia, África e América Latina para produzir bens que já não produzem com a lucratividade necessária.

 

Com isso, criaram concorrentes poderosos, que obrigam o capital a inovar doidamente e a mergulhar mais fundo na tendência de queda da taxa média de lucro, sua condição básica de reprodução ampliada. Achar que isso não é um "problema" é não entender os atuais desafios do capitalismo desenvolvido e do capital em geral.

 

Wladimir Pomar é escritor e analista político.

 

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Última atualização em Terça, 07 de Outubro de 2008
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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