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É tempo de repensar o Brasil Imprimir E-mail
Escrito por Julio César de Castro   
Qui, 11 de Setembro de 2008
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Nós, humanos, alavancados pela efervescência do ideal revolucionário, há muito, desde quando nos concebemos homo sapiens, mesmo que da inconsciência de perpetuidade, lutamos por uma sociedade fraterna e igualitária. Ousamos criar patas automotivas, guelras a submarino, asas supersônicas, braços e mãos automatizados, língua on-line... Erramos no tempo e no espaço rumo ao Universo por nos dizermos ‘iluminados’ de toda a criação. Mas, do atrito das pedras em fogo à era digital cósmica, apesar de maravilhosa potencialidade intelectual, pouco temos evoluído na engrenagem social. Infelizmente ainda somos bichos mutantes, com os vícios da selva árdua e íngreme (cobiça, ganância, soberba, ira...), garras em standby pelos conflitos por riqueza e poder, urros e sussurros em bolsas de valores, onde a vida de explorados e oprimidos torna-se ‘mercadoria’ de consumo de elites.

 

Diz-se sabiamente que as ações táticas são bem sucedidas quando empregadas no tempo e no espaço devidos. Não há de se protelar investidas se o inimigo impõe o peso da subserviência. Há em voga o farfalhamento de intelectuais mal-intencionados afirmando que a "esquerda brasileira" cabe eximiamente dentro da nova ordem política estabelecida. Tentam ludibriar os formadores de opinião, sobretudo militantes de organizações populares, com o chavão do "mal necessário" em alianças com setores conservadores para se alcançar o pleno desenvolvimento econômico e social da nação. Confundem Socialistas com sócios às listas de cargos públicos. Confundem revolução com ré-evolução.

 

Ora, de feito, o (des)governo Lula, quando em 2002 optou pelo apoio e financiamento do megacapital financeiro, vendeu a democracia e soberania popular para o Demo. Fez-se de lacaios os seus correligionários partidários, fez-se de vassalos dirigentes sindicalistas e estudantis históricos, todos, ao poder massacrante do capital, cuja máxima é "ninguém é incorruptível, cada um tem o seu preço". Oitenta por cento da arrecadação recorde do Estado advém de "obrigações" do contribuinte proletariado. A classe abastarda, organizada, continua isenta de tributos sobre o lucro e a riqueza concentrada.

 

Esse "milagre econômico" à brasileira (que não alcança sequer os níveis de crescimento dos países emergentes), à passa-moleque delfinista (lembremos da "divisão do bolo" na década de 70), reinventa o modelo do pão e circo romano – circo aqui são as midiáticas prisões pela Polícia Federal, as manobras da lei para acobertar crimes do colarinho branco e a falta de compostura de desembargadores na venda de sentenças e habeas corpus. Anestesia-se o nosso povo "heróico", sem brado retumbante, com a política da compensação (Bolsa Família, cotas para estudantes, vales sociais etc.) e com a compra de jornalismo lambe-lambe, escrito e falado, via patrocínio de bancos tidos "parceiros do Brasil".

 

O Prouni é mera fachada publicitária do governo federal, porque as vagas oferecidas a alunos da rede pública são por faculdades privadas de baixa qualidade, que acabam por formar um contingente de porta-diplomas (profissionais apenas de "canudos"). Prova disto são os exames da OAB, em que na média 85% dos bacharéis são reprovados. Sem falar que, em cada 5 médicos formados pelas universidades privadas, 4 são desqualificados; vão para o SUS "clinicar". Aliás, a ineficiência do SUS é propositalmente de interesse de grupos econômicos, pois a vida humana em tempo de consumismo vale à medida da conta bancária do paciente. Há que refletir sobre a proposta de transferir para a União a obrigação de suster e gerenciar o ensino médio, para os estados o ensino fundamental e para as prefeituras a pré-escola. A justificativa é de que as universidades públicas são de excelente qualidade, portanto, deve-se estender tal eficiência ao ensino médio. Desta forma, o filho do trabalhador chega à boa universidade em condições de igualdade ao filho da elite.

 

Focamos o detalhe na desigual luta entre o trabalhador camponês e as empresas do agronegócio "made in Brazil". É clara e evidente a posição do governo Lula: abre os seios da mãe-gentil às transnacionais, os cofres do BNDES para a monocultura, arrola dívidas de latifundiários caloteiros e se presta a garoto-propaganda internacional de usineiros, reduzindo investimentos orçamentários na política de Reforma Agrária. A tática do governo Lula é "vencer pelo cansaço", expondo o trabalhador rural e sua família sob condições áridas, sob lona plástica e carestia, por cinco ou mais anos sem aprofundar o processo de Assentamento. À luz da análise política, o governo Lula é sim inimigo da classe trabalhadora. Não há porque usar o eufemismo do "inimigo nem tanto.

 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra tem promovido reiteradas ocupações de terras, protestos ordeiros nas sedes regionais do INCRA, denunciado na grande mídia nacional e internacional a privatização do solo, a voraz destruição do pulmão verde pelo agronegócio e resistido à política populista do Bolsa Família. Cabe às lideranças do MST, sem receio de ferir o sentimento lulista da camada menos esclarecida da população, assumir publicamente na ordem do dia que o governo Lula é vassalo do capital financeiro. Do contrário, o MST corre o risco de esvair-se no tempo e, como conseqüência, ser organização de Sem Terra em extinção.

 

Julio Cesar de Castro presta assessoria técnica em Construção Civil. E-mail: jota.castro(0)yahoo.com.br

 

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Última atualização em Sexta, 12 de Setembro de 2008
 

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