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Os furacões americanófilos Imprimir E-mail
Escrito por Raymundo Araujo Filho   
Quarta, 10 de Setembro de 2008
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As notícias sobre os furacões que acometem o Caribe e adjacências até o sudeste dos EUA merecem noticiário dividido como a renda mundial. Muita mídia para quem tem muito, e pouca mídia para quem quase nada tem, ou insiste em afirmar a sua independência.

 

O furacão Gustav que passou em Cuba a 240 km/h, praticamente não teve notícia no Brasil. Na TV então, o silêncio foi completo. Na grande mídia escrita, pé de página, quando muito. Na internet, um pouco mais.

 

Muita gente ficou sem saber que Cuba necessita de US$ 3 a 4 bilhões para que consiga manter o nível de vida de antes do furacão. "Foi como uma bomba atômica jogada em Cuba", disse Fidel.

 

Mas, outra coisa que ficou omitida é que, apesar da enorme violência dos ventos e estragos materiais, não houve UMA SÓ vítima fatal, nos indicando que deve ter sido feita uma ação preventiva de primeira linha, com forte mobilização e participação dos cubanos. Não vejo outra forma de mortes não terem acontecido.

 

Mas, logo que passou por Cuba, o traquinas e americanófilo furacão Gustav diminuiu cerca de 35% de sua potência e aportou em Nova Orleans. A cobertura dos ventinhos na costa dos EUA foi assombrosa. A população sendo instada a fugir, a constatação que os diques não tinham sido reconstruídos, a quase paralisação da convenção do Partido Republicano, com Bush indo para o local do sinistro e o candidato dele já fazendo campanha, promovendo pedidos de doações.

 

Isso no país mais rico do mundo. Onde os US$3 bilhões que Cuba precisa arranjam-se em qualquer esquina do poder, para as maiores futilidades ou atividades criminosas do Império. E a população estadunidense, nos é apresentada como pobres fugitivos e indefesos das intempéries.

 

Poucos dias depois, outro furacão forte, mas menor que o Gustavo, se forma no Caribe e atinge em cheio o Haiti, onde estão as tropas brasileiras a tomar conta dos pobres, para não haver rebelião. E, dizem alguns trânsfugas, que fazem isso com a maior simpatia. Talvez excetuando-se os casos de violências denunciadas, mas omitidas por aqui.

 

Lá no Haiti o estrago e perdas humanas foram muito graves. É um país que poderia ser comparado com o que estava destinado para Cuba caso não houvesse a Revolução que, mesmo com todos os seus limites, não permitiu que o destino da ilha socialista seguisse os descaminhos do Haiti. Local onde, infelizmente, o povo ainda não se rebelou vitoriosamente.

 

No Haiti contabilizam-se os mortos como gotas de chuvas de tempestades. Aos milhares. Os desabrigados, que já moravam em verdadeiros barracos, multiplicaram-se em um país onde 70% da população vive com menos de US$1 por dia e sem nenhum tipo de assistência pública, com o desemprego sendo a norma, não exceção. Além de todas as mazelas possíveis e a rodo.

 

Mortes, desabrigados, sofrimentos, perdas pessoais e materiais, mais doentes, epidemias e tudo o mais de ruim, tudo lá no pobre e dominado Haiti.

 

Mas parece que há uma missão da ONU que, dizem, além de manter a paz (sem justiça social), estaria lá para ajudar a promover algum tipo de logística para a população. O máximo que fizeram foi distribuir os poucos remédios, comida e agasalhos doados para a população haitiana, a esta altura não vítima apenas do furacão natural incontrolável, mas previsível, ainda mais nesta época do ano. Mas vítima da insensibilidade mundial.

 

Onde foram feitas ações para impedir o pior, como certamente foram feitas em Cuba, um país pobre, mas digno? Morreu algum soldado ou oficial brasileiro envolvido na tal missão de paz? Algum haitiano rico ou diplomata de algum país morreu?

 

Se a resposta é não, fica claro, portanto, que ou este furacão que passou no Haiti também é americanófilo e estava a seguir uma receita programada de extermínio de pobres, ou temos de reconhecer e denunciar que as mortes destes milhares de pobres haitianos têm culpados. Por imprevidência, no mínimo.

 

O que faz realmente a missão do exército brasileiro no Haiti, além de treinar para intervenção e contenção das revoltas populares? Talvez só estejam esperando a queda da barreira legal que os impede de fazer isso aqui no Brasil.

Raymundo Araujo Filho é médico veterinário e, nestes tempos de ABIN, desconfia até de furacões.

 

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