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Serra Leoa e a Mama África Imprimir E-mail
Escrito por Andréa Paes Alberico   
Segunda, 01 de Setembro de 2008
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Pense em uma linha reta: em uma extremidade, uma guerra civil; na outra, o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo – o que significa sérios problemas nas áreas de saúde, educação, renda. No meio da linha, um lucrativo comércio de diamantes alimentando a guerra. Essa era a realidade de Serra Leoa em 1999, ano em que a guerra civil no país esteve mais violenta, e é uma imagem emblemática da realidade vivida dentro e entre muitos países. A guerra civil acabou e os diamantes não deixaram de existir, mas hoje o IDH do país ainda é o mais baixo do mundo.

 

Serra Leoa é um expoente, mas a África, como um todo, vem sendo palco de conflitos sangrentos. Este ano de 2008 já começou com distúrbios violentos no Quênia envolvendo grupos étnicos e políticos, com cerca de 1500 mortos só até o final de março, e cujo estopim foi a acusação de fraude nas eleições do final de 2007. Também eleições e alternância de poder foram o estopim de muita violência e mortes no Zimbábue, que em meados deste ano ocupou por muitos dias as páginas dos jornais, enquanto Darfur (região no extremo oeste do Sudão) enfrenta há anos a maior crise humanitária do mundo, em que se estima que, desde fevereiro de 2003, pelo menos 400 mil pessoas já tenham morrido devido à violência, à fome e às doenças decorrentes da falta de infra-estrutura básica.

 

Uma profusão de línguas, diversas etnias, mais de 50 países: segundo continente mais populoso do planeta, a África parece não ter muito peso no mundo globalizado e a mídia não presta muita atenção a ela. É como se não tivessem importância as milhares de pessoas desalojadas, refugiadas, mortas e vítimas de violência em conseqüência de conflitos políticos, e outras tantas milhares de pessoas debilitadas por fome, doenças negligenciadas ou AIDS.

 

É na África que estão todos os países do mundo que têm baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – índice que foi criado para oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita (que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento), e que é publicado anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O conceito de Desenvolvimento Humano que está na base do IDH supõe que o nível de desenvolvimento de uma população não é dado apenas pela dimensão econômica, mas também por características sociais, culturais e políticas que influenciam a qualidade da vida humana.

 

Estatísticas da Organização Mundial de Saúde e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, veiculadas no jornal African Flame (jornal lançado no Fórum Social Mundial na Índia e que circulou também no Fórum Social Mundial de 2007, em Nairóbi, Quênia), apontam que 8 milhões de africanos morrem por ano de doenças tratáveis. Na África subsaariana, há 40 milhões de pessoas infectadas pelo vírus da AIDS. Estima-se que mais de 580 mil pessoas morrem de tuberculose por ano, o que representa 35% do total mundial. A malária, doença que mais mata no continente, responde por mais de um milhão de mortes ao ano e estima-se que morram a cada doze meses 4,8 milhões de crianças com menos de cinco anos. E o jornal afirma: um outro mundo livre de doenças é possível.

 

A África que hoje se apresenta ao mundo é também uma herança colonial e da partilha que foi feita do continente no final do século XIX, quando as potências européias de então o dividiram entre si na Conferência de Berlim (1884/1885). Os colonizadores preocuparam-se principalmente com as zonas de grande interesse econômico para eles. Como as rivalidades internas não cessavam, as fronteiras dos países foram sofrendo algumas alterações.

 

Assim como os recursos naturais e os acidentes geográficos, os povos colonizados eram transferidos de soberania, freqüentemente divididos sem consideração pela sua organização sócio-cultural e pelo seu passado político. É assim que um mesmo povo podia acabar sujeito a poderes político-administrativos diferentes e povos rivais submetidos a um mesmo poder político-administrativo. A história da definição das fronteiras de Angola, por exemplo, dá conta também do colonizador firmando acordos de protetorado com chefes africanos e de bolsões de resistência que tornavam teórico o domínio português em certas áreas.

 

Não são poucos os desafios para mudar a situação da população no continente e um dos que se colocam aos povos africanos é conciliar a atual organização em estados nacionais à sua organização sócio-cultural ancestral.

 

Andrea Paes Alberico é jornalista e membro do Grupo São Paulo.

Publicado na edição de setembro de 2008 do Jornal Mundo Jovem

Website: (http://www.mundojovem.com.br/

 

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Última atualização em Terça, 02 de Setembro de 2008
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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