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Teorias sobre o socialismo Imprimir E-mail
Escrito por Wladimir Pomar   
Terça, 12 de Agosto de 2008
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Tomando como referência as teorias de O Capital, deduziremos que a sociedade capaz de substituir o capitalismo será fruto do desenvolvimento pleno do capital, não de seu desenvolvimento fraco, parcial ou desigual. Por isso, em certo momento, Marx supôs que a revolução, em alguns países capitalistas desenvolvidos, ajudaria os demais a não passarem pelos sofrimentos do capitalismo.

 

Depois, teve que voltar atrás, coerente com a teoria de que a dialética dos organismos sociais às vezes é atropelada pela dialética da história, antes de se desenvolver plenamente. E concluiu que a tendência intrínseca do capital, de tornar-se mundial, obrigaria o comunismo a também ser mundial, ou não existiria. Não viveu o suficiente para ver a comprovação de sua teoria de desenvolvimento do capital, nem para estudar o tortuoso processo de mundialização desse modo de produção.

 

Também não pôde conhecer as novas teorias do socialismo, surgidas dos desafios das revoluções e experimentos de sociedades socialistas, e das contra-revoluções do capital, que sacudiram o mundo, no século 20. E, menos ainda, ver a social-democracia e o socialismo revolucionário, as principais correntes socialistas desse período, chegarem a um auge, e despencaram em crise, antes do início do século 21.

 

Frente aos fracassos do socialismo soviético, dos experimentos heterodoxos da China e do Vietnã, agora começados a serem seguidos por Cuba, assim como da ofensiva neoliberal do capital, e da aparentemente paradoxal ampliação do círculo de democracias liberais (esta, prevista por Engels, numa de suas cartas a companheiros da social-democracia alemã), é natural que ressurjam antigas teorias, e surjam novas, a respeito da possibilidade ou impossibilidade do socialismo.

 

O socialismo utópico é uma delas. Seus fundadores supunham que, através da educação e do efeito demonstração do trabalho comunitário, seria possível convencer os capitalistas a não explorarem seus trabalhadores, e criar as condições para a transformação social. Para eles, a luta de classes pelo poder político não jogava papel positivo no processo de transformação.

 

Os novos utópicos, a partir dos aspectos negativos da experiência soviética, consideram que a interferência do Estado na economia e na vida social nada tem a ver com o socialismo. Supõem que lutar através do Estado é o mesmo que praticar um processo de autodestruição. Sendo uma parte do capital, o Estado não estaria em condições de enfrentá-lo.

 

Partindo desse pressuposto, propõem que os partidos e grupos socialistas construam, desde já, a prática socialista e, através dela, adotada por processos democráticos, constituam o fundamento para a elaboração da teoria socialista.

 

Não explicam como vão educar o Estado capitalista. Ou como seu socialismo, que poria à frente os seres humanos, e não as máquinas e o Estado, vai transformar o valor de troca em valor de uso naquelas sociedades em que as forças produtivas ainda são incapazes de atender a todas as necessidades sociais.

 

A revolução cultural chinesa, a maior tentativa massiva de construir um homem novo, numa situação de escassez, fracassou justamente porque o socialismo não pode vicejar na pobreza. Não por acaso, os chineses tiveram que voltar a Marx, e à sua tese de que o socialismo só pode evoluir a partir do pleno desenvolvimento das forças produtivas criadas pelo capital.

 

Wladimir Pomar é analista político e escritor.

 

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