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A história e a dinâmica do capital Imprimir E-mail
Escrito por Wladimir Pomar   
Terça, 05 de Agosto de 2008
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A tese de que a transformação do capitalismo em comunismo só poderia ocorrer através da luta de classes levou muitos marxistas a suporem que aquela transformação poderia ocorrer antes que o capital houvesse criado seus próprios limites.

 

Por isso, continuam em voga interpretações de que Marx tomava como "cimentos materiais" da construção socialista, não as forças produtivas, mas os "seres humanos novos". Mesmo sem forças produtivas desenvolvidas, seria possível construir sociedades socialistas. Bastaria centrar a atenção nos seres humanos, e na criação de instituições que permitissem a autotransformação dos homens.

 

Marx, porém, defendia que a dinâmica interna das forças produtivas, e de transformação de tudo em mercadoria (principalmente a força de trabalho), era a chave do desenvolvimento do capital. Impelido pela concorrência entre seus diversos tipos, pela acumulação, e pela luta com os operários, o capital vê-se diante de constrangimentos inarredáveis. Destrói constantemente as forças produtivas antigas e as substitui por novas, (o que mais tarde Schumpeter chamou de destruição criativa), e expande seu modo de produção por todo o mundo.

 

Se olharmos com atenção o capital das corporações transnacionais e o capitalismo dos países desenvolvidos, certamente verificaremos que eles estão muito mais de acordo com o retrato pintado em O Capital do que o capitalismo das fábricas inglesas do século 19. E, se adicionarmos a isso a expansão atual do capital nos chamados países emergentes, concluiremos que, embora o capital pareça em crise crônica na Europa e nos Estados Unidos, o mundo ainda lhe oferece muitas possibilidades.

 

O capital tem se desenvolvido de forma historicamente desigual pelo planeta. Ganha as tinturas próprias de cada região e de cada povo. Mas, à medida que se implanta e se expande, suas características básicas e sua dinâmica interna se revelam com toda a força, impondo suas leis.

Alguns podem deduzir daí, como vários no passado, que as revoluções deveriam esperar o capital explorar todas as suas possibilidades para, só então, fazer-se presentes. Para eles, a União Soviética e os demais países socialistas teriam fracassado justamente por haver realizado um parto prematuro.

 

Na verdade, a dialética da história não se subordina aos ditames da dialética interna de desenvolvimento dos organismos sociais. Tendo como motor a luta de classes e suas revoluções, ela se adianta, forçando mudanças econômicas e sociais, mesmo que as condições para tanto ainda não estejam completamente maduras. Com o capital, ela vem fazendo o mesmo. Obriga-o a desenvolver suas forças produtivas e suas contradições internas, e o empurra para seus limites. Leva-o a destruir suas próprias condições de existência, os trabalhadores assalariados e os recursos naturais.

 

Por outro lado, ao impor prematuramente suas leis à dinâmica interna do desenvolvimento do capital, a história vê-se obrigada a aguardar que aquela dinâmica a alcance. O que, às vezes, redunda em retrocessos fragorosos, como os do leste europeu, ou em retiradas estratégicas, como as da China, Vietnã e Cuba. Não é estranho, portanto, que a experiência chinesa, a que mais evoluiu, desperte tantas indagações e perplexidades, mesmo entre os marxistas.

 

Wladimir Pomar é analista político e escritor.

 

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