topleft
topright
ISSN 1983-697X

Editorial

Uma decisão infeliz no Supremo


Aceitando a alegação de cerceamento de defesa, o STF anulou a decisão do Júri que condenou o mandante do assassinato da freira norte-americana Dorothy Stang, julgamento este realizado em 2.005. O advogado do réu alegou cerceamento de defesa, porque teve “apenas” doze dias para examinar os autos.  

Leia mais...

Áudios

Confira o arquivo de entrevistas em aúdio.  

Leia mais...

Resenha

Estado e forma política

Imagem

  Estado e forma política, de Alysson Leandro Mascaro, Editora Boitempo, Ano 2013  
Leia mais...
Image

Charge



Artigos por data

 Abr   Maio 2013   Jun
DSTQQSS
   1  2  3  4
  5  6  7  8  91011
12131415161718
19202122232425
262728293031 
Julianna Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania
AumentarDiminuirVoltar ao original
Empregos errantes: os primórdios da Divisão Internacional do Trabalho
Escrito por Ursula Huws   
Quarta, 25 de Abril de 2007

 

 

A divisão internacional do trabalho não é nova. As regiões comercializaram entre si seus produtos desde o início dos tempos históricos e saquear outras partes do mundo em busca de matéria-prima ou trabalho escravo é tão velho, pelo menos quanto o colonialismo. No final do século XIX, o Império Britânico exibia um padrão altamente desenvolvido de especialização industrial regional, articulado em rede mundial de comércio. O século XX viu corporações multinacionais operarem com crescente independência em relação aos interesses dos Estados-nacão que as sediavam, anunciando o período posterior à segunda guerra mundial, caracterizado por Baran e Sweezy como “capitalismo monopolista”.

 

Nos anos 1970, ficou claro que uma nova divisão internacional do trabalho estava surgindo na indústria manufatureira, com companhias fragmentando seus processos de produção em subprocessos separados e distribuindo essas atividades ao redor do globo, onde quer que as condições fossem mais favoráveis. Essas tendências continuaram nos anos 1980 em relação a indústrias tão diversas quanto vestuário, eletrônica e automobilística. Unidades de produção emigraram para longe das economias desenvolvidas em razão de seus custos mais elevados de mão-de-obra e fortes controles ambientais, em busca de países em desenvolvimento e muitas vezes de “zonas de livre comércio”, onde incentivos fiscais eram oferecidos e onde as regulamentações do trabalho e do meio ambiente foram suspensas no esforço de atrair ao máximo o investimento direto estrangeiro.

 

Os trabalhadores nessas regiões eram desproporcionalmente jovens e mulheres recebiam salários abaixo do nível de subsistência. Entretanto, apesar de serem mulheres e muito jovens, esses trabalhadores não ficaram passivos e muitos se organizaram para melhorar sua sorte. Esse é um dos motivos pelos quais algumas regiões antes consideradas de baixos salários, por exemplo, o sudeste da Ásia e a América Central, são hoje vistas como de salários relativamente altos, e as companhias as deixaram para explorar forças de trabalho ainda mais baratas, como na China, na África Subsaariana e outras partes da América Latina.

 

Não é preciso dizer que essa mudança teve impactos dramáticos tanto nas cidades que perderam como nas que ganharam postos de trabalho fabris. Nas regiões cujas economias dependiam da manufatura para exportação, tais como as “maquiladoras” do México ou a região Metro Manila nas Filipinas, surgiram grandes bairros populares, muitas vezes em áreas altamente poluídas. Essas áreas atraem trabalhadores das proximidades rurais empobrecidas e, nesse processo, criam novos mercados urbanos para produtos e serviços e novas demandas por infra-estrutura e moradia, freqüentemente inadequadas.

 

Nos países desenvolvidos, cidades que haviam crescido como centros manufatureiros no século XIX e começo do XX tiveram de transformar-se em centros de serviço ou decair como verdadeiros “cinturões de ferrugem”, com alto desemprego, shopping centers vazios, criminalidade crescente e serviços públicos deteriorados. Em muitos casos, não foi do dia para a noite que essas cidades se transformaram de grandes empregadoras de trabalhadores fixos organizados em cidades cheias de terrenos baldios, de fábricas e depósitos  fechados. Houve um período de transição durante o qual o trabalho foi automatizado, simplificado e barateado. Durante o período de prosperidade nos países desenvolvidos, entre 1950 e metade de 1970, essas cidades importaram força de trabalho para executar serviços que já não eram atraentes para a população local.

 

Do meio dos anos setenta em diante, quando as fábricas começaram a fechar, foram esses trabalhadores imigrantes da Ásia do Sul, no Norte do Reino Unido; do norte da África, na França; da Turquia, na Alemanha; da América Hispânica, nos Estados Unidos; e da Coréia, no Japão, que suportaram a dureza dessa derrocada. Tensões étnicas acrescentaram-se à fermentação da decadência nas áreas do “cinturão de ferrugem”.

 

 

Para comentar este artigo, clique comente

 

 
Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.

Boletim Diário

Para assinar o boletim de notícias preencha o formulário abaixo:

Vídeos

‘A Comissão da Verdade tem obrigação de ouvir todos os militares envolvidos com a repressão’

Imagem

Entrevista com o jornalista Pedro Estevam Pomar, membro do Comitê Paulista pela Verdade, Memória e Justiça.
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Recordar é viver: a Revolução não será televisionada


A Revolução não será televisionada, além de traçar um perfil do caráter golpista das grandes televisões venezuelanas, que efetivamente protagonizaram junto à burguesia do país um verdadeiro golpe de Estado em abril de 2002, ainda narra o dia-a-dia desse golpe, farsa a farsa, mentira a mentira.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Revista Forum
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Image
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates