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Pesquisa eleitoral e “escrita” no futebol Imprimir E-mail
Escrito por Léo Lince   
Qui, 10 de Julho de 2008
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Será que a famosa "escrita", tão conhecida entre os apreciadores da competição esportiva, pode ganhar jogo de futebol? O saudoso João Saldanha, fiel ao seu estilo, respondia de bate-pronto que sim. Na pedagogia de formação de suas "feras", ele fornecia para o fato uma explicação simples e definitiva: "os jogadores acreditam".

 

E "pesquisa de intenção de voto", cabe perguntar, pode definir o rumo das disputas eleitorais? Os donos dos institutos de pesquisa, ramo de negócios cada vez mais rentável, dirão que não. O eleitor é livre, alegam, e escolhe de acordo com sua consciência. O próprio eleitor, se pesquisado sobre o tema, dirá mais ou menos a mesma coisa.

 

É razoável que assim seja. O eleitor para preservar a sua auto-estima e o dono do instituto para ostentar a lisura do seu negócio não poderiam responder diferente. No entanto, a observação continuada dos fatos recomenda colocar na pauta outros ingredientes: os diretamente envolvidos no jogo eleitoral.

 

A eleição pode estar distante, o debate de conteúdo político pode ainda estar ausente, o cidadão distraído apenas aponta na cartela os nomes mais conhecidos, ainda assim os "diretamente interessados" entram em processo de ebulição ou abulia diante do "retrato do momento" estampado nos jornais.

 

Os candidatos, os assessores, as burocracias partidárias sabem que a cotação no "mercado eleitoral" passa pelos números da pesquisa. É em função dela que os jornais, rádios e TVs pautam sua cobertura. E, dado decisivo, os grandes financiadores de campanha eleitoral se orientam por ela e é ela que define, na bolsa de apostas no mercado futuro, o destino dos recursos contabilizados ou não.

 

As pesquisas jogam, na cultura política dominante, papel importante na armação do cenário da disputa eleitoral. E, mais grave, elas são manipuláveis. Do ponto de vista técnico, não existe coisa mais fácil de manipular. São infinitas as possibilidades - na elaboração do questionário, na escolha da amostragem, na intercalação dos dias de consulta - para produzir resultados de encomenda. É o que lhe dirá, sob garantia de sigilo, qualquer técnico da área. E mais, tudo "científico", sem deixar rastros de má fé. Pequenas alterações na margem de erro bastam para mudar a posição relativa dos candidatos.

 

Entre as únicas garantias de lisura, como o fio de bigode dos antigos, estão a independência dos institutos de pesquisa e a eventual competição entre eles. São artigos escassos entre nós. Eles são poucos e a maioria trabalha, fora do período eleitoral, para os mesmos clientes: os governos e as grandes corporações patronais. A reputação da empresa, fato por demais alegado, só será medida pela comparação entre o voto na urna com a última pesquisa realizada. As variações do período anterior, onde mora o perigo e quando se arma o cenário da disputa, ficam por conta da volubilidade do eleitor, "efeito cardume" e coisas que tais.

 

No entanto, embora se apresente como tal, as pesquisas não são o oráculo de Delfos. Elas podem errar feio, como tem acontecido com freqüência. Apesar de seu peso na cultura política dominada pela máquina mercante, elas não são profecias que se auto-realizam. As forças que travam a disputa eleitoral com base em projetos e idéias devem olhar as pesquisas com saudável desconfiança. Manter a vigilância e jogar com a determinação das feras do Saldanha. Afinal, as vitórias mais saboreadas são aquelas que quebram a "escrita".

 

Léo Lince é sociólogo.

 

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