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O preço da gasolina e o futuro Imprimir E-mail
Escrito por Diomedes Cesário da Silva   
Terça, 13 de Maio de 2008
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Você já deve ter lido que a gasolina nos postos dos EUA é mais barata que no Brasil. Mas, se lá os moradores têm poder aquisitivo superior ao daqui e se importam mais da metade do petróleo consumido internamente, por que isso acontece? Considerando nossa baixa estima de subdesenvolvidos, a resposta imediata poderia ser: porque são mais eficientes e capazes que nós. Na verdade, não é bem assim.

 

Considerando os valores médios de 2007, o preço do litro de gasolina foi de US$ 0,75 nos EUA, US$ 1,80 na Europa, US$ 1,30 no Brasil, US$ 0,60 na Argentina e US$ 1,15 no Chile. Por que a diferença? Se olharmos para as diversas parcelas que compõem o preço, verifica-se que as remunerações das refinarias de petróleo são equivalentes: cerca de US$ 0,50. A exceção é Argentina, com US$ 0,25. O mesmo ocorre com a remuneração dos distribuidores e revendedores (postos), que varia de US$ 0,10 a US$ 0,20. O valor recebido pelos produtores do petróleo é o responsável pelo nível de investimentos na descoberta de novas reservas e produção.

 

A diferença, entretanto, aparece nos impostos: são cerca de US$ 1,20 na Europa, US$ 0,60 no Brasil, US$ 0,40 no Chile, US$ 0,30 na Argentina e apenas US$ 0,10 nos EUA. Os dados, com informações mais detalhadas sobre outros combustíveis e o detalhamento dos impostos pagos, podem ser vistos no sítio http://www.petrobras.com.br/, clicando no título ‘Para você e seu automóvel/Composição de Preços’.

 

A maioria das pessoas elogiará a reduzida carga tributária nos EUA, mas esta decisão tem suas conseqüências. Os americanos são os maiores consumidores de petróleo do planeta: um em cada quatro barris produzido, cerca de cinco vezes a média mundial. Estão no Iraque, gastando bilhões de dólares e perdendo milhares de vidas exatamente para garantir o abastecimento energético de seu país. O transporte individual é valorizado, ao contrário da Europa, onde os trens e metrôs são intensamente utilizados e a circulação de carros é desestimulada nas grandes cidades. A troca de carros grandes, paixão americana, por outros compactos e econômicos e a questão ecológica estão entrando na pauta das discussões americanas, como nos dá conta o filme do Al Gore.

 

Os engarrafamentos cada vez maiores nas grandes cidades como Rio e São Paulo, o aumento desenfreado de venda de carros, os gastos com estradas, viadutos e desapropriações para abrir espaço para os novos veículos devem nos fazer parar para pensar qual o modelo que devemos seguir: o americano que está sendo forçado a mudar, ou o europeu, incentivando o transporte de massas?

 

A descoberta pela Petrobrás dos campos de Tupi, Júpiter e Carioca pode ser um fator decisivo para o futuro do país, a favor ou contra. Podemos começar a exportá-lo, como o fez o México para pagar sua dívida externa no final da década 90, reduzindo suas reservas de 1995 a 2003 de 51 para 13 bilhões de barris. A Pemex, estatal petrolífera mexicana, informou em 2007 à Bolsa de Nova York que as reservas do país se esgotariam em sete anos, passando o país a importador de petróleo em 7 anos somente. Ou então, podemos adotar uma atitude a favor do país, com um planejamento energético que não entregue a decisão ao mercado, favorável à maximização da exportação.

 

O petróleo é matéria prima para milhares de produtos, do plástico ao remédio e a química fina. Temos de ter em mente que é um recurso não renovável, formado ao longo de milhões de anos e não temos o direito de esgotá-lo predatoriamente em detrimento das futuras gerações, vendendo hoje o que terão que importar a um custo muito superior amanhã.

 

Diomedes Cesário da Silva é vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET).

 

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Última atualização em Terça, 13 de Maio de 2008
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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