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Brasileirão 2008: emoção até dezembro Imprimir E-mail
Escrito por Gabriel Brito   
Segunda, 12 de Maio de 2008
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Compre sua cerveja e seu ingresso. Já começou mais um Campeonato Brasileiro. Nosso país é assim. Mal saímos do clima das decisões estaduais e já entramos de cabeça no torneio nacional. Tudo isso entremeado por uma penca de jogos tão decisivos quanto desgastantes das copas nacionais e internacionais. Temos, no duro, apenas um dia para ‘entrar no clima’ daquele que poderia ser de longe o melhor campeonato nacional do mundo. Mas como nem tudo acontece da maneira que desejamos, não vale a pena se deter nesse ponto, pois é tema a ser explorado com muito mais profundidade.

 

O que se pode esperar é mais uma edição bastante equilibrada, sem papões que estejam muito acima de seus adversários, mas sim um grupo de boas equipes que prometem deixar emocionante do princípio ao fim as disputas pelo título e pelas vagas na Libertadores. Sem contar a inglória, porém não menos emotiva, luta contra o rebaixamento.

 

Após 5 temporadas com o atual sistema de disputa, a fórmula básica para uma boa campanha já é conhecida pela maioria e as desculpas para eventuais fracassos, portanto, são cada vez menos justificáveis. Um bom planejamento desde o início do ano, com treinador e elenco já bem definidos e contratos que permitam a manutenção da base da equipe até dezembro são o mínimo para qualquer um que tenha alguma aspiração no torneio. Claro que, como sempre, boa parte dos times não fez isso.

 

Uma teoria a ser testada nesta edição é a de que campeonato estadual não serve como parâmetro para projetar o desempenho do clube no Brasileirão, somente para iludir a todos, devido à inferioridade dos adversários locais. É uma meia verdade, pois se dar bem em um torneio, ainda que de menor expressão, não pode significar mau agouro para o próximo. Dirigentes e imprensa são quem devem saber transmitir ao torcedor a verdadeira capacidade das equipes, evitando espalhar euforia e ilusão, que depois se transformam em fúria e crise e comprometem o restante da temporada.

 

No entanto, ao que parece, neste ano parece que o torneio nacional seguirá algumas tendências dos estaduais e veremos mais confirmações de equipes que já vinham bem do que surpresas proporcionadas por quem estava em baixa.

 

Em São Paulo, o Palmeiras de novo com uma equipe de porte voltou a ser campeão e entra como um dos claros favoritos, apesar da péssima estréia. O semifinalista São Paulo, eliminado exatamente pelo vencedor, mesmo mal das pernas segue vivo na Libertadores e mostra-se sempre um rival duro em jogos importantes. Como bicampeão, não se pode nem pensar em descartar o tricolor, ainda que seu nível tenha de fato caído. No Rio, tanto o campeão Flamengo (apesar do desastre continental) como o vice Botafogo (apesar dos complexos) aparecem bem cotados e com boas equipes, além do Fluminense, também forte. No sul, ninguém duvida que o campeão Inter é de fato candidatíssimo ao troféu, enquanto que o Grêmio não dá motivos para grande otimismo, em que pese sua vitória sobre o desfalcado tricolor paulista. Fechando o grupo dos principais estados, o campeão mineiro Cruzeiro deve fazer bom papel, ao contrário de seu rival Galo, que deve passar um ano ‘centenada’, com o perdão do trocadilho a esta centenária instituição.

 

Dando seqüência a essa pequena olhada sobre o que ofereceram os cada vez mais discutidos estaduais, no Paraná a dupla Atletiba, sem forte concorrência, fez a final local, mas sua participação tende a ser mediana, haja vista a decepção que foi na Copa do Brasil. Santa Catarina viu o Figueirense superar o Criciúma, ao mesmo tempo em que na Bahia o Vitória levou a melhor sobre o tricolor da boa terra. Ou seja, duas equipes da primeira divisão superando, é verdade que por pouco, seus pares da Segundona. O Goiás, em péssima fase há tempos, perdeu a taça para o Itumbiara, credenciando-se como nome forte para o descenso, assim como o Náutico, que não resistiu a superioridade do rival Sport no torneio local. O Leão da Ilha, como atesta a Copa do Brasil, mostra que será um adversário encardido para qualquer um. E, por fim, há ainda o Ipatinga, rebaixado já no estadual, com destino provavelmente igual no nacional. De campanhas medianas, Vasco, Santos e Portuguesa devem no máximo repetir a dose. Será mesmo que não servem de parâmetros os tradicionais estaduais?

 

É cedo demais para se vaticinar a sorte de cada um num torneio tão longo e equilibrado como é o Brasileirão, mas que um trabalho bem feito desde janeiro leva vantagem sobre um que comece em maio, disso ninguém deve discordar. Para apimentar o debate, lembremos que aqueles que talvez tenham priorizado demais o torneio local acabaram se dando mal nas competições paralelas, casos de Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras. Santos, São Paulo, Fluminense e Corinthians saíram mais cedo de seus estaduais e se reassentaram na Libertadores e Copa do Brasil. Sem os numerosos e estrelados elencos dos quais dispõem alguns europeus, fica realmente difícil conciliar duas disputas simultâneas. Aí é caso de simplesmente entender o que é mais importante.

 

No andar de baixo, começa também a Série B. Com a ilustre presença do Corinthians, que agora sim pagará seus inúmeros pecados com uma (merecida) temporada fora de seu habitat natural, todos esperam que o campeonato receba a devida e correta valorização. Com a definição de que em 2009 haverá Série C nos mesmos moldes da A e da B, o horizonte pode começar a ficar um pouco mais aberto para as equipes menores do país. Quanto às dificuldades do torneio, não me venham com as ridículas comparações com a divisão de elite. A diferença técnica é brutal e, para um clube do porte do alvinegro, jogar em tal categoria tendo a estrutura e arrecadação que possui, muito acima dos demais, não se pode admitir nada além de uma fácil classificação à elite em primeiro lugar.

 

Enfim, começa o 38º Campeonato Brasileiro da história (não digo na atual versão, pois versões foram o que menos faltaram ao longo de todos os anos) e o que se espera mesmo é que o Brasil possa dar passos significativos no que se refere à média de público, consolidação da fórmula de disputa, melhor exploração do seu potencial econômico, organização dos clubes para manter seus elencos e treinadores (que seria muito ajudada com a adaptação do nosso calendário ao europeu), entre outras coisas. Que venham os grandes jogos e que possamos desfrutar de um campeonato à altura de nossas tradições.

 

Gabriel Brito é jornalista do Correio da Cidadania.

 

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Última atualização em Terça, 08 de Setembro de 2009
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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