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PT e PSDB juntos em BH? Imprimir E-mail
Escrito por Antonio Julio de Menezes Neto   
Sexta, 18 de Abril de 2008
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Para as eleições de prefeitos e vereadores deste ano, o PT e o PSDB, em Belo Horizonte, aprovaram uma aliança, com ambos os partidos apoiando um candidato do PSB. Esta aliança gerou uma pequena reação entre os petistas locais. Alguns por ainda acreditarem que o PT é ideologicamente diferente do PSDB, e outros por se sentirem alijados das discussões, como foi o caso dos ministros Patrus Ananias e Luiz Dulci. Frei Betto, em artigo aqui publicado (PT e PSDB de mãos dadas, 11/04), também se mostrou surpreso com tal aproximação política. Mas esta aliança foi respaldada por cerca de 85% dos petistas que elegeram os delegados à convenção que irá escolher os candidatos do partido.

 

Mas seria surpreendente a aliança de Belo Horizonte? Vejamos. Em meados dos anos 80, um grupo de parlamentares então filiados ao PMDB, descontentes com os rumos que este partido tomava, resolveu criar um novo partido. Assim, Franco Montoro, Fernando Henrique, Mário Covas, Célio de Castro, Aécio Neves, Marcelo Alencar, dentre outros, fundaram um novo partido, o Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB. Sua proposta era retomar os ideais social-democratas e ser o representante ético do mundo político, pois o PMDB, nas mãos de Sarney, Newton Cardoso, Quércia e outros, não mais representava estes interesses.

 

Neste mesmo período, o PT fazia forte oposição a todos os governos, inclusive ao PSDB, pois sendo um partido com princípios socialistas denunciava que o PSDB seria apenas mais um gestor do capital.

 

Em meados de 1990, o PSDB chegou ao poder, através de FHC. Porém, já não representava os ideais propostos. A social-democracia tardia havia transmudado em uma terceira via liberal-social e a chegada ao poder, em aliança com setores conservadores, como o PFL, atual DEM, desfigurava o partido para propostas neoliberais. Novas palavras de ordem surgiram, como a inserção do Brasil na nova modernidade capitalista, o controle dos gastos, a responsabilidade fiscal, o superávit primário e o pagamento da dívida para garantir a estabilidade do Real.

 

O PT assume a vanguarda da oposição. Com disposição para a luta política, ganhava a simpatia popular barrando reformas, como a da Previdência, fazendo oposição à CPMF, dizendo que era penduricalho e que necessitávamos de uma reforma tributária ampla e popular, sendo contra as privatizações, defendendo a reforma agrária e se se apresentando como defensor da ética. Em suma, defendia todas as propostas populares.

 

A defesa intransigente destas bandeiras levou o PT ao poder. Lula, finalmente, torna-se presidente do Brasil. Porém, seu governo, desde o início, foi uma decepção para a esquerda. Começa a governar tomando medidas continuístas, sob a alegação de que era necessário vencer a "herança maldita". Pedia ao povo para ter paciência em vez de convocar os movimentos populares e exigir mudanças. E assim, ao longo de seu primeiro mandato e agora no segundo, o que se vê é um governo que continua, agora por princípio, as políticas de seu antecessor.

 

Desta forma, tanto o socialismo petista quanto a social-democracia tucana passaram a se encontrar nas políticas liberais e neoconservadoras. Ambos viram faces da mesma moeda e as negociações para que lancem candidato único para a prefeitura de Belo Horizonte não deveria causar nenhum espanto.

 

Qual o empecilho que pode existir para tal aproximação? Como ambos correm na mesma "raia política", os "caciques" dos dois partidos disputam os votos e os cargos que a administração federal oferece. Senadores decadentes do DEM e alguns do PSDB, PMDB, dentre outros, postam-se na vanguarda de uma oposição que quer CPIs para marcar posição, mas que não conseguem elaborar um projeto alternativo de oposição ao governo Lula, pois este roubou-lhes as bandeiras políticas conservadoras.

 

Mas fica claro que a disputa entre governo e oposição de direita é restrita às eleições e não se direciona ao combate aos poderosos, pois governo e esta oposição apóiam os mesmos projetos capitalistas. O governo Lula convive tão bem com o agronegócio e o grande capital especulativo, financeiro e industrial quanto o seu antecessor.

 

A disputa eleitoreira é, hoje, a maior disputa entre os dois partidos. Assim, os argumentos para impedir a aproximação dos dois partidos "alma gêmea" na prefeitura de BH tornam-se frágeis e esta aproximação pode ser, inclusive, o início de uma aliança mais profunda. Se vingar em BH, podemos ver surgir uma nova coligação nacional conservadora, de centro, liberal-social, com as marcas da estrelinha e dos tucanos.

 

Antonio Julio de Menezes Neto, sociólogo, doutor em Educação e professor na UFMG.

 

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Última atualização em Sábado, 19 de Abril de 2008
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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