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Crescimento e distribuição de renda na China Imprimir E-mail
Escrito por Wladimir Pomar   
Qui, 17 de Abril de 2008
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Hoje, a China parece, para muitos, um rinoceronte entrando numa loja de louças. Sinólogos de última hora apresentam as mais diversas teorias para explicar como um país que, no início da década de 1980, era apenas medianamente industrializado, com mais de 80% da população concentrada na agricultura, que possuía cerca de 700 milhões de pobres e 400 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, se tornou em menos de 30 anos a segunda maior potência econômica mundial pela paridade de poder de compra, e a terceira ou quarta pela paridade cambial.

 

Para alguns, que preferiam ver prevalecer o igualitarismo por baixo (todos pobres e supostamente dignos), a China teria ingressado no capitalismo selvagem, com brutais distorções e desigualdades regionais e de renda. Virou moda dizer que o socialismo de mercado da China é o de maior desigualdade mundial. Tendo 200 milhões de habitantes a mais do que em 1980, a China possui hoje cerca de 350 milhões de pessoas na classe média alta (umas 10 milhões milionárias), 500 milhões nas classes médias baixa e média, uns 500 milhões de pobres e, segundo dados da UNCTAD, cerca de 20 a 30 milhões ainda vivendo abaixo da linha da pobreza.

 

Se compararmos a renda dos 10 milhões de milionários com os 20 a 30 milhões que vivem abaixo da linha da pobreza, teremos uma desigualdade gritante. No entanto, se avaliarmos que a China colocou no patamar de classe média cerca de 850 milhões de pessoas, no curto espaço de 30 anos e numa época em que a hegemonia do pensamento neoliberal considerava inevitável a disseminação da pobreza e da miséria, em virtude da prevalência do desemprego estrutural, será necessário medir as desigualdades chinesas com outros parâmetros.

 

Por um lado, a economia da China tem crescido a um ritmo muito alto. Em 2007, seu PIB foi de 3,5 trilhões de dólares (66% superior ao de 2002), suas reservas internacionais atingiram 1,52 trilhões de dólares, seu comércio externo foi de 2,17 trilhões de dólares e seu superávit comercial de 356 bilhões de dólares. Por outro lado, as políticas de redistribuição de renda do Estado chinês têm conseguido fazer com que a renda pessoal acompanhe, em certa medida, o crescimento do PIB. Entre 2002 e 2007, essa renda cresceu cerca de 100%.

 

Apesar disso, não se pode negar uma forte concentração de renda. No enriquecimento em ondas da sociedade chinesa, que prevê um piso de vida medianamente abastada para todos os seus habitantes em 2020, alguns estão surfando mais rápido e se esquecendo dos que vêm atrás. O que nos leva a pelo menos três perguntas: a) num país de crescimento tão rápido, seja socialista ou capitalista, é possível evitar o surgimento desse e de outros tipos de desigualdade? b) para evitar essas desigualdades, seria melhor para os países socialistas adotar o caminho do igualitarismo por baixo? c) constatadas as desigualdades, o socialismo de mercado chinês será capaz de reduzi-las, e evitar as polarizações sociais e a desestabilização política?

 

Wladimir Pomar é analista político e escritor.

 

 

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