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Viramos capitalistas? Imprimir E-mail
Escrito por Antonio Julio de Menezes Neto   
Sexta, 28 de Março de 2008
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A economia brasileira está crescendo, mostram os indicadores econômicos. O candidato republicano nos EUA, Jonh McCain, e o presidente francês Sarkozy estão propondo que o Brasil faça parte do G-8. Parece que, finalmente, sob o governo de um ex-operário socialista, estamos virando uma potência capitalista. Mas será que assim viveremos melhor? Acredito que não, pois o capitalismo é um sistema que carrega "em si" a destruição e a submissão à reprodução da mercadoria.

 

O que precisamos, com urgência, é mudarmos os nossos referenciais de vida em sociedade, pois, sob o capitalismo, somos apenas um apêndice do mercado de consumo. Vivemos para consumir não interessa o quê e, desta maneira, girarmos a roda do capital. E, dizem, que o capital girando cria emprego, riqueza, PIBs, impostos etc. Assim teríamos de nos submeter à lógica do consumo individual, do capital e da mercadoria para que possamos sobreviver.

 

Mas será que esta ordem é tão inevitável? Será que não conseguimos, coletivamente, discutir projetos sociais, prioridades, sermos mais simples, decidirmos o que produzir, como produzir e priorizarmos o produzir para todos? Não podemos nos submeter à lógica do capital cegamente, pois a sociedade da mercadoria, tão bem vista pelos defensores do capitalismo incrustados em toda parte, mas principalmente no G-8, está entrando em contradições insolúveis. Pois esta sociedade só sobrevive à custa do consumismo, mas o consumo desenfreado está levando à lógica destrutiva, à lógica da impossibilidade do viver humano.

 

O chamado desenvolvimento sustentável não pode existir dentro da lógica destrutiva do capital porque o sistema necessita, constantemente, para a sua reprodução, que a natureza seja dizimada, pois sabemos que a matéria prima advém da natureza. Assim, o capital, para a sua reprodução, necessita explorar o ser humano e a natureza. Mas será que aceitaremos viver para satisfazer as necessidades criadas por um mercado anárquico e destruidor de vidas e consciências, como é o mercado capitalista, que nos submete e nos torna seu dependente? Neste sistema, podemos ser, quando muito, um consumidor ciente de nossos direitos. Assim, criam-se órgãos de defesa do consumidor. Nada contra, mas quero alertar que esta é, quase sempre, uma atividade individual, um direito individual do consumidor. E a hora é de priorizarmos a organização social, a luta pelo direito ao consumo coletivo, sob controle social, necessário e que conviva com a natureza. Hoje, ainda continuamos tendo referência no status que a mercadoria, seja ela roupa, carro, casa e tantas outras nos trazem. Desejamos ter mais do que outro, acumular bens e capital, fazer investimentos. Tudo individualmente.

 

Alternativamente, poderíamos conviver com a natureza, satisfazendo as nossas necessidades básicas e, indo além, debatendo as novas necessidades que constantemente criamos e recriamos. Deveríamos priorizar as discussões e a produção coletiva, mesmo considerando as diferenças individuais. Deveríamos colocar o desenvolvimento tecnológico e científico submetido aos interesses coletivos e não aos interesses das grandes empresas. Poderíamos priorizar a educação e a saúde, a cultura e o lazer, as habitações simples, mas que sejam para todos, o saneamento, a natureza, a vida simples e digna.

 

Mas, para isto, necessitamos conter a engrenagem do capital. Precisamos parar a roda viva do capitalismo com sua lógica no dinheiro, no individualismo, no mercado, nas diferenças sociais. E temos de ter a lógica do social e da igualdade. Com outros referenciais de PIB, consumo e desenvolvimento. Precisamos dizer que não queremos o crescimento capitalista, o G-8 ou o aumento desenfreado do consumo, mas sim um desenvolvimento social que ultrapasse a sociedade do capital.

 

Antonio Julio de Menezes Neto, doutor em Educação, é professor da UFMG. E-mail: antoniojulio(0)uai.com.br

 

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Última atualização em Sexta, 28 de Março de 2008
 

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