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Jogos de Poder Imprimir E-mail
Escrito por Wladimir Pomar   
Qui, 27 de Março de 2008
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Quem assistiu, pela televisão, a visita da presidenta do Congresso dos EUA ao Dalai Lama, logo após as turbulências no Tibet, não pode deixar de associar tais cenas ao filme Jogos de Poder. Este conta uma história real, de congressistas americanos, CIA, serviços secretos e governos de Israel, Egito, Arábia Saudita e Paquistão, financiando e armando os talibans contra os invasores soviéticos no Afeganistão.

 

Por outro lado, quem ouve personalidades, pretensamente bem informadas, justificarem uma investigação internacional sobre a situação Tibet, porque este teria sido anexado pelo governo da China, em 1950, e porque os tibetanos foram às ruas lembrar os 49 anos da revolta "contra o domínio chinês", não pode deixar de lembrar o quanto a ignorância é causadora de tragédias.

 

O Tibet foi anexado à China no século 13, durante a dinastia Yuan, por contrato matrimonial entre as casas reais mongol e tibetana. Comparada a anexações como as do Texas, Hawai e Porto Rico, aos Estados Unidos, a do Acre, ao Brasil, e a da Escócia, à Inglaterra, a incorporação do Tibet à China até que foi pacífica.

 

Excluindo o momento em que o Império Britânico tentou ocupar o Tibet, durante seu domínio sobre a Índia, nos 700 anos restantes a soberania da China sobre o Tibet só começou a ser questionada em 1950, quando as tropas do Exército Popular de Libertação chegaram ao Tibet, no final da guerra civil contra Chiang Kaishek, completando a libertação da China.

 

Nessa ocasião, o Tibet ainda era governado por uma teocracia. Os lamas, além de sacerdotes, exerciam o poder político, econômico e social. O regime de trabalho era o da servidão feudal, ainda havendo restos de escravismo na sociedade. O novo governo da China reconheceu o Tibet como uma região autônoma e, apenas em 1957, começou a discutir, com os lamas, mudanças no sistema agrário e de trabalho. Uma parte dos lamas não aceitou a perda de seus servos, inevitável com a reforma agrária, e realizou uma insurreição, em 1959. Sua derrota representou o fim da servidão no Tibet, e a separação entre Estado e religião.

 

Naquela ocasião, os Estados Unidos, que haviam apoiado Chiang Kaishek na guerra civil, e implantado um forte bloqueio militar, econômico e diplomático à China, estimularam os insurretos tibetanos e, depois, os aconselharam a mudar os "motivos" de sua revolta. Desde então, a propaganda anti-China subverteu a história e só apresenta a questão Tibet como um assunto de independência, pretensamente perdida em 1950.

 

Assim, embora os atuais acontecimentos no Tibet sejam lamentáveis, eles são um assunto interno da China. Além disso, ao evidenciarem um forte insuflamento ao ódio étnico, com a maioria dos mortos sendo de chineses que moravam em regiões tibetanas, eles apontam para uma ação estimulada e coordenada por forças que pretendem desequilibrar a China.

 

Se alguém tem dúvida a respeito dos reais objetivos, e de quem está por trás, da coincidência da "comemoração de 49 anos" da revolta de 1959, com o momento em que Beijing se prepara para as Olimpíadas, e em que as eleições presidenciais em Taiwan podem conduzir a ilha de retorno à China, deve ir assistir a Jogos de Poder.

 

Wladimir Pomar é analista político e escritor.

 

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