topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Walker Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Os blocos dominantes se entendem na truculência Imprimir E-mail
Escrito por Fernando Silva   
Sexta, 07 de Março de 2008
Recomendar

 

 

Nesse momento, os governos estaduais tucanos estão na vanguarda da truculência. Não apenas no quesito privatizações, como bem demonstra o governo Serra, como também no quesito repressão aos movimentos populares – área na qual o governador paulista dispensa apresentações.

 

Mas quem ocupa a cena agora é o governo tucano do Rio Grande do Sul. A governadora Yeda Crusius, às vésperas do 8 de março, mandou sua Polícia Militar protagonizar uma violenta ação contra 800 mulheres sem-terra.

 

As trabalhadoras protestavam na fazenda Tarumã, contra a multinacional sueco-finlandesa Stora Enso. Todas foram presas e 60 mulheres, incluindo grávidas, foram feridas com balas de borracha.

 

Yeda Crusius, cinicamente, não quis dar satisfações após essa barbaridade (o que, aliás, apenas ilustra que as mulheres da classe dominante não têm nada a ver com a vida e a árdua luta das mulheres da classe trabalhadora).

 

A desembestada fúria tucana anti-movimentos sociais não tem encontrado qualquer obstáculo na esfera do governo federal. Afinal, o presidente Lula está muito ocupado em tentar minimizar diante do mundo o escândalo do trabalho semi-escravo redescoberto na indústria de cana – sua menina dos olhos – e do desmatamento predatório para fins do agronegócio.

 

Para Lula, na revolução industrial inglesa, século 18, o trabalho nas minas de carvão era pior, e esse trabalho foi a base do crescimento industrial europeu. O presidente fez essa comparação despropositada, ao referir-se aos índices da produtividade do Brasil nos últimos 15 anos (1).

 

Bem, se o presidente legitima esse patamar de superexploração do trabalho e de destruição do meio-ambiente como caminho para o crescimento do Brasil, convenhamos que as prisões e balas de borracha dos governos estaduais tucanos são uma conseqüência, um tanto quanto natural, contra aqueles que resistem com suas ações a este modelo.

 

Unidos na política econômica, unidos na truculência estão os dois blocos políticos dominantes.

 

A solidariedade e o apoio às mulheres sem-terra poderia se traduzir em uma ampla campanha contra a repressão e criminalização dos movimentos sociais, pela defesa dos direitos da classe trabalhadora. Do jeito que andam os parceiros do poder no Estado brasileiro, esta pauta estará cada vez mais na nossa agenda.

 

Em tempo: os primeiros apagões

 

Na primeira semana de março, dois apagões parciais na cidade de São Paulo e em duas outras cidades da região metropolitana não tiveram suas causas devidamente explicadas. São sinais de esgotamento e crise na produção de energia no país. Acirra-se a contradição entre o crescimento econômico do último ano e os gargalos na infra-estrutura do país, após duas décadas de sucateamento e privatizações.

 

E o "modelito" dos blocos dominantes para essa crise que se avizinha é, na essência, continuar transferindo a produção e distribuição de energia para os grandes capitais privados.

 

No mês dos apagões em São Paulo, o governo Serra pretende realizar a privatização da CESP, pelo preço mínimo.

 

No âmbito federal o cenário não é muito diferente: favorecimento às grandes empreiteiras na construção das hidrelétricas do Rio Madeira, tentativas de leiloar as novas bacias de petróleo e gás natural e... o PAC do setor elétrico, em que estão previstos investimentos de R$ 78,4 bilhões até 2010. Segundo o próprio Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), totalmente insuficientes para dar conta da demanda de energia até 2013.

 

E enquanto Lula espera o capital privado aderir ao PAC para resolver a geração de energia elétrica, continuam atrasadas as obras de construção das 37 novas hidroelétricas. E os apagões voltando...

 

A propósito da questão energética – especialmente para entender por que o Estado brasileiro e suas estatais do setor, como a Eletrobrás e Itaipu, não conseguem investir no setor –, é recomendável a leitura da entrevista do ex-presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, ao Correio da Cidadania, em 28/08/2007.

 

(1)"Vira e mexe, agora virou moda ir para um debate na Europa e alguém ficar dizendo que nós estamos desmatando a Amazônia, não têm nem noção do crescimento da produtividade brasileira nos últimos 15 ano (...) Vira e mexe, nós estamos vendo eles falarem do trabalho escravo no Brasil, sem lembrar que o desenvolvimento deles, à base do carvão, o trabalho era muito mais penoso do que o trabalho na cana-de-açúcar".

 

Fernando Silva é jornalista, membro do Diretório Nacional do PSOL e do conselho editorial da revista Debate Socialista.

 

Recomendar
Última atualização em Sexta, 07 de Março de 2008
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates