Os conflitos ideológicos na América Latina

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O conflito ideológico na América Latina ameaça transformar-se em conflito armado. Algo deste tipo já poderia ser previsto: não poderia o governo Bush fechar os olhos para o crescimento dos movimentos populares e democráticos na América Latina que ameaçam interesses de corporações privadas globais, especialmente no petróleo e gás da região, além da riqueza do subsolo e supersolo da Amazônia e a grande quantidade de água em toda a região.

 

Em março de 2008 o governo da Colômbia, em ação conjunta com os Estados Unidos, que passaram as informações por satélite para as forças armadas da Colômbia, autorizou uma ação militar que assassinou 21 guerrilheiros colombianos das FARC, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que luta contra o capitalismo há 30 anos. Estes guerrilheiros foram mortos em território equatoriano, parece que enquanto dormiam. Após o ataque realizado por avião o exército da Colômbia invadiu o território do Equador para pegar os corpos dos guerrilheiros colombianos. O Equador por meio de seu presidente eleito Rafael Correa denunciou a invasão de seu território por parte da Colômbia, acusando o governo de Álvaro Uribe de desrespeitar o direito internacional e a soberania nacional. Imediatamente Hugo Chávez, presidente da Venezuela, apóia o Equador e mobiliza exército, marinha e aeronáutica na fronteira com a Colômbia. O Brasil condena a ação colombiana e pede que Álvaro Uribe peça desculpas ao Equador.

 

Para entender estes fatos é necessário sabermos um pouco dos personagens principais.

 

A Venezuela, a exemplo de diversos outros países latino-americanos, viveu inúmeros governos poucos democráticos no decorrer de sua história; mesmo que com o exercício do voto e de uma certa democracia representativa, o poder econômico local sempre dominou a política mantendo seus grandes privilégios. Isto porque se construiu naquele país um sistema econômico que privilegiava um pequeno grupo social que também detinha o poder econômico e o controle da mídia. Enquanto isto, uma grande maioria da população era colocada à margem, sem acesso a direitos sociais como saúde e educação; direitos econômicos, como emprego e remuneração justa; direitos individuais, como liberdade de consciência e de expressão e direitos políticos, como a real participação na construção da vontade política do Estado por meio de participação no poder.

 

O governo de Hugo Chávez, eleito em 1998 e com posse em Janeiro de 1999, começou a mudar radicalmente este cenário. Erradicou o analfabetismo; acabou com o monopólio privado da comunicação (especialmente a televisão), criando uma rede pública de comunicação; aumentou o acesso à saúde e criou mecanismos de participação popular na gestão do Estado; afastou a "elite" econômica do poder e ajudou diversos Estados latino-americanos em projetos de melhoria da condição sócio-econômica. Neste episódio de março de 2008, a Venezuela pode aproveitar a oportunidade para desestabilizar o governo colombiano pró-Estados Unidos, facilitando a ascensão de um governo que se junte no projeto de desenvolvimento social dos governos do Equador e Bolívia.

 

O Equador elegeu um governo popular e democrático que vem promovendo reformas sociais para a redução da miséria, seguindo os passos da Venezuela e Bolívia. Recentemente convocou uma Assembléia Nacional Constituinte para elaborar uma nova Constituição democrática e popular a exemplo da Bolívia e da Venezuela. A política do governo Rafael Correa é de nacionalizar as riquezas de petróleo e gás do seu país para beneficiar o seu povo, o que claramente afeta interesses do capital internacional, incluindo europeu e norte-americano, e do pequeno grupo dos muito ricos do Equador que também se beneficiam com a miséria do povo.

 

O governo da Colômbia é um dos poucos governos de direita conservadora da região, que tem governos democráticos de esquerda no Uruguai, Brasil, Argentina, Chile, Equador, Bolívia e Venezuela. Por este motivo os Estados Unidos têm financiado militarmente e economicamente a Colômbia. O governo Uribe (envolvido, segundo a imprensa de seu país, em casos de corrupção), tem recebido dinheiro para projetos de segurança publica e de reformas urbanas, além de muitos recursos para combater a guerrilha de esquerda, apresentando-se como a última esperança dos EUA de barrar o crescimento dos governos democrático-populares na região. Este episódio atual representa claramente o interesse do governo Bush em desestabilizar os governos populares do Equador, Bolívia e Venezuela.

 

O Brasil neste episódio vai agir com extrema cautela. O governo Lula é simpático às reforma sociais e econômicas da Venezuela, Bolívia e Equador, tendo apoiado politicamente e economicamente, quando possível, estes países. Entretanto, nossa política externa é pacífica, não sendo possível um envolvimento militar e mesmo político mais profundo neste caso. Os motivos são claros. O governo Lula não tem maioria no Congresso para fazer isto. Nossas forças armadas ainda são bastante conservadoras e preconceituosas em relação a movimentos populares democráticos, que são vistos, pelo viés de alguns líderes militares brasileiros, como movimentos de baderna e desordem até hoje, e não como movimentos de construção de uma ordem justa. A direita brasileira é muito organizada e se encontra também no poder. Estes fatores tornam impossível um envolvimento maior do Brasil, mesmo se este fosse o desejo do presidente. Apesar de tudo isto, o Brasil pode ter um papel fundamental neste momento, evitando a guerra, que não é desejável em nenhuma hipótese.

 

A guerra só trará destruição e mais miséria, além de ser prejudicial aos projetos democráticos populares, uma vez que desviará recursos (que podem ser usados para a melhoria da vida) para a morte de irmãos latino-americanos. As transformações sociais e democráticas que a América Latina necessita devem ser construídas com participação e organização popular pacífica. A razão histórica está do nosso lado e é por este motivo que veremos no futuro uma sociedade justa, portanto igualitária e livre, florescer na América Latina. Não podemos perder a razão usando a violência.

 

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Comentários   

0 #4 Conflitos latino americanosAlejandro Rincon Arias 15-06-2010 19:53
É complexa a situação do continente, mais, vejo que as pessoas, inclussive, simpatisantes de partidos comunistas e socialistas, defendem as FARC por serem "comunistas" mais si criticam o governo colombiano por ter invadido bolívia para "matar enquanto durmiam" 20 guerrilheiros junto com eles um chefe, deveriam ver as coisas que essa tal "guerrilha" faz, ataca pequenos municipios com 10 policiais, para isso movilisa 100 guerrilheiros, disparando "botijão bomba", depois que arraza, literalmente o municipio, entram e terminam de matar os policiais sobreviventes, sinto muito mais, é errado chamá-los de guerrilha, já foram, 20 anos atrás, agora, não passam de protetores dos cultivos do narcotrafico, claro que se chegassem ao poder, seria um socialismo ditatorial, anti-americano, porém, pro-cultivos de cocaina, heroina, amapola, que são os que movimentam mais que os cultivos legais como café, banana, arroz e algodão, então o que será melhor, um governo semi-ditatorial, pro-americano, ou um governo ditatorial, traficante, revanchista, ou acham que eles vão tomar o poder e vai ficar por isso, aí começaria realmente o genocídio.
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0 #3 888816.5255.AValdemi do Santo de Almeida 16-11-2009 09:21
s principais conflitos que acontece e aconteceram nas atualidades na ameriaca latina, foram:
a invasão do território equatoriano pelas forças armadas da colômbia em um ataque contra as frarc (resultou na morte do n° 2 e outros guerrilheiros das FARC). e o presidente da venezuela, Hugo Chavez, apoiou a iniciativa de uma guerra entre os países e que lutaria a favor do equador.
a venezuela que é a principal fornecedora de gás para a américa do sul não está conseguindo cumprir a demanda que os seus países compradores já haviam estabelecido em contratos na época em que a Petrobrás operava em território venezuelano e com a menor demanda de gás e uma procura que aumenta freneticamente pelo produto alguns países acabam enfrentando algumas crises internas como ameaça acontecer na Argentina por causa da falta de gás, porem, eles, argentinos, pedem que o Brasil diminua a sua importação de gás para sobrar mais no mercado. o que será melhor: ajudar a Argentina e abrir mão do gás ou obrigar o comprimento do nosso contrato estabelecendo a quantidade de gás exata e não deixa se instalar uma crise nacional por causa do gás? o Brasil não abriu mão do gás e o povo argentino que ficou contra o nosso governo e os provocaram em citar o Brasil apenas como um grande capitalista, desumano.
conforme o governo venezuelano aumenta em quantidade e em nível tecnológico de suas forças armadas os seus vizinhos ficam na obrigação de acompanhar o ritmo para fazer direito da sua soberania em terras nacionais. os especialistas não encontram o motivo para hugo chavez aumentar o seu poder de fogo se a américa latina é um continente sem guerras civis e entre países. e por causa disso as dicas variam que ele poderia estar planejando o reconquista de suas terras perdidas em guerras anteriores.
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0 #2 adriano 24-09-2009 11:16
O conflito ideológico na América Latina ameaça transformar-se em conflito armado. Algo deste tipo já poderia ser previsto: não poderia o governo Bush fechar os olhos para o crescimento dos movimentos populares e democráticos na América Latina que ameaçam interesses de corporações privadas globais, especialmente no petróleo e gás da região, além da riqueza do subsolo e supersolo da Amazônia e a grande quantidade de água em toda a região.



Em março de 2008 o governo da Colômbia, em ação conjunta com os Estados Unidos, que passaram as informações por satélite para as forças armadas da Colômbia, autorizou uma ação militar que assassinou 21 guerrilheiros colombianos das FARC, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que luta contra o capitalismo há 30 anos. Estes guerrilheiros foram mortos em território equatoriano, parece que enquanto dormiam. Após o ataque realizado por avião o exército da Colômbia invadiu o território do Equador para pegar os corpos dos guerrilheiros colombianos. O Equador por meio de seu presidente eleito Rafael Correa denunciou a invasão de seu território por parte da Colômbia, acusando o governo de Álvaro Uribe de desrespeitar o direito internacional e a soberania nacional. Imediatamente Hugo Chávez, presidente da Venezuela, apóia o Equador e mobiliza exército, marinha e aeronáutica na fronteira com a Colômbia. O Brasil condena a ação colombiana e pede que Álvaro Uribe peça desculpas ao Equador.



Para entender estes fatos é necessário sabermos um pouco dos personagens principais.



A Venezuela, a exemplo de diversos outros países latino-americanos, viveu inúmeros governos poucos democráticos no decorrer de sua história; mesmo que com o exercício do voto e de uma certa democracia representativa, o poder econômico local sempre dominou a política mantendo seus grandes privilégios. Isto porque se construiu naquele país um sistema econômico que privilegiava um pequeno grupo social que também detinha o poder econômico e o controle da mídia. Enquanto isto, uma grande maioria da população era colocada à margem, sem acesso a direitos sociais como saúde e educação; direitos econômicos, como emprego e remuneração justa; direitos individuais, como liberdade de consciência e de expressão e direitos políticos, como a real participação na construção da vontade política do Estado por meio de participação no poder.



O governo de Hugo Chávez, eleito em 1998 e com posse em Janeiro de 1999, começou a mudar radicalmente este cenário. Erradicou o analfabetismo; acabou com o monopólio privado da comunicação (especialmente a televisão), criando uma rede pública de comunicação; aumentou o acesso à saúde e criou mecanismos de participação popular na gestão do Estado; afastou a \"elite\" econômica do poder e ajudou diversos Estados latino-americanos em projetos de melhoria da condição sócio-econômica. Neste episódio de março de 2008, a Venezuela pode aproveitar a oportunidade para desestabilizar o governo colombiano pró-Estados Unidos, facilitando a ascensão de um governo que se junte no projeto de desenvolvimento social dos governos do Equador e Bolívia.



O Equador elegeu um governo popular e democrático que vem promovendo reformas sociais para a redução da miséria, seguindo os passos da Venezuela e Bolívia. Recentemente convocou uma Assembléia Nacional Constituinte para elaborar uma nova Constituição democrática e popular a exemplo da Bolívia e da Venezuela. A política do governo Rafael Correa é de nacionalizar as riquezas de petróleo e gás do seu país para beneficiar o seu povo, o que claramente afeta interesses do capital internacional, incluindo europeu e norte-americano, e do pequeno grupo dos muito ricos do Equador que também se beneficiam com a miséria do povo.



O governo da Colômbia é um dos poucos governos de direita conservadora da região, que tem governos democráticos de esquerda no Uruguai, Brasil, Argentina, Chile, Equador, Bolívia e Venezuela. Por este motivo os Estados Unidos têm financiado militarmente e economicamente a Colômbia. O governo Uribe (envolvido, segundo a imprensa de seu país, em casos de corrupção), tem recebido dinheiro para projetos de segurança publica e de reformas urbanas, além de muitos recursos para combater a guerrilha de esquerda, apresentando-se como a última esperança dos EUA de barrar o crescimento dos governos democrático-populares na região. Este episódio atual representa claramente o interesse do governo Bush em desestabilizar os governos populares do Equador, Bolívia e Venezuela.



O Brasil neste episódio vai agir com extrema cautela. O governo Lula é simpático às reforma sociais e econômicas da Venezuela, Bolívia e Equador, tendo apoiado politicamente e economicamente, quando possível, estes países. Entretanto, nossa política externa é pacífica, não sendo possível um envolvimento militar e mesmo político mais profundo neste caso. Os motivos são claros. O governo Lula não tem maioria no Congresso para fazer isto. Nossas forças armadas ainda são bastante conservadoras e preconceituosas em relação a movimentos populares democráticos, que são vistos, pelo viés de alguns líderes militares brasileiros, como movimentos de baderna e desordem até hoje, e não como movimentos de construção de uma ordem justa. A direita brasileira é muito organizada e se encontra também no poder. Estes fatores tornam impossível um envolvimento maior do Brasil, mesmo se este fosse o desejo do presidente. Apesar de tudo isto, o Brasil pode ter um papel fundamental neste momento, evitando a guerra, que não é desejável em nenhuma hipótese.



A guerra só trará destruição e mais miséria, além de ser prejudicial aos projetos democráticos populares, uma vez que desviará recursos (que podem ser usados para a melhoria da vida) para a morte de irmãos latino-americanos. As transformações sociais e democráticas que a América Latina necessita devem ser construídas com participação e organização popular pacífica. A razão histórica está do nosso lado e é por este motivo que veremos no futuro uma sociedade justa, portanto igualitária e livre, florescer na América Latina. Não podemos perder a razão usando a violência.
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0 #1 adriano 18-03-2008 16:21
O conflito ideológico na América Latina ameaça transformar-se em conflito armado. Algo deste tipo já poderia ser previsto: não poderia o governo Bush fechar os olhos para o crescimento dos movimentos populares e democráticos na América Latina que ameaçam interesses de corporações privadas globais, especialmente no petróleo e gás da região, além da riqueza do subsolo e supersolo da Amazônia e a grande quantidade de água em toda a região.



Em março de 2008 o governo da Colômbia, em ação conjunta com os Estados Unidos, que passaram as informações por satélite para as forças armadas da Colômbia, autorizou uma ação militar que assassinou 21 guerrilheiros colombianos das FARC, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que luta contra o capitalismo há 30 anos. Estes guerrilheiros foram mortos em território equatoriano, parece que enquanto dormiam. Após o ataque realizado por avião o exército da Colômbia invadiu o território do Equador para pegar os corpos dos guerrilheiros colombianos. O Equador por meio de seu presidente eleito Rafael Correa denunciou a invasão de seu território por parte da Colômbia, acusando o governo de Álvaro Uribe de desrespeitar o direito internacional e a soberania nacional. Imediatamente Hugo Chávez, presidente da Venezuela, apóia o Equador e mobiliza exército, marinha e aeronáutica na fronteira com a Colômbia. O Brasil condena a ação colombiana e pede que Álvaro Uribe peça desculpas ao Equador.



Para entender estes fatos é necessário sabermos um pouco dos personagens principais.



A Venezuela, a exemplo de diversos outros países latino-americanos, viveu inúmeros governos poucos democráticos no decorrer de sua história; mesmo que com o exercício do voto e de uma certa democracia representativa, o poder econômico local sempre dominou a política mantendo seus grandes privilégios. Isto porque se construiu naquele país um sistema econômico que privilegiava um pequeno grupo social que também detinha o poder econômico e o controle da mídia. Enquanto isto, uma grande maioria da população era colocada à margem, sem acesso a direitos sociais como saúde e educação; direitos econômicos, como emprego e remuneração justa; direitos individuais, como liberdade de consciência e de expressão e direitos políticos, como a real participação na construção da vontade política do Estado por meio de participação no poder.



O governo de Hugo Chávez, eleito em 1998 e com posse em Janeiro de 1999, começou a mudar radicalmente este cenário. Erradicou o analfabetismo; acabou com o monopólio privado da comunicação (especialmente a televisão), criando uma rede pública de comunicação; aumentou o acesso à saúde e criou mecanismos de participação popular na gestão do Estado; afastou a "elite" econômica do poder e ajudou diversos Estados latino-americanos em projetos de melhoria da condição sócio-econômica. Neste episódio de março de 2008, a Venezuela pode aproveitar a oportunidade para desestabilizar o governo colombiano pró-Estados Unidos, facilitando a ascensão de um governo que se junte no projeto de desenvolvimento social dos governos do Equador e Bolívia.



O Equador elegeu um governo popular e democrático que vem promovendo reformas sociais para a redução da miséria, seguindo os passos da Venezuela e Bolívia. Recentemente convocou uma Assembléia Nacional Constituinte para elaborar uma nova Constituição democrática e popular a exemplo da Bolívia e da Venezuela. A política do governo Rafael Correa é de nacionalizar as riquezas de petróleo e gás do seu país para beneficiar o seu povo, o que claramente afeta interesses do capital internacional, incluindo europeu e norte-americano, e do pequeno grupo dos muito ricos do Equador que também se beneficiam com a miséria do povo.



O governo da Colômbia é um dos poucos governos de direita conservadora da região, que tem governos democráticos de esquerda no Uruguai, Brasil, Argentina, Chile, Equador, Bolívia e Venezuela. Por este motivo os Estados Unidos têm financiado militarmente e economicamente a Colômbia. O governo Uribe (envolvido, segundo a imprensa de seu país, em casos de corrupção), tem recebido dinheiro para projetos de segurança publica e de reformas urbanas, além de muitos recursos para combater a guerrilha de esquerda, apresentando-se como a última esperança dos EUA de barrar o crescimento dos governos democrático-populares na região. Este episódio atual representa claramente o interesse do governo Bush em desestabilizar os governos populares do Equador, Bolívia e Venezuela.



O Brasil neste episódio vai agir com extrema cautela. O governo Lula é simpático às reforma sociais e econômicas da Venezuela, Bolívia e Equador, tendo apoiado politicamente e economicamente, quando possível, estes países. Entretanto, nossa política externa é pacífica, não sendo possível um envolvimento militar e mesmo político mais profundo neste caso. Os motivos são claros. O governo Lula não tem maioria no Congresso para fazer isto. Nossas forças armadas ainda são bastante conservadoras e preconceituosas em relação a movimentos populares democráticos, que são vistos, pelo viés de alguns líderes militares brasileiros, como movimentos de baderna e desordem até hoje, e não como movimentos de construção de uma ordem justa. A direita brasileira é muito organizada e se encontra também no poder. Estes fatores tornam impossível um envolvimento maior do Brasil, mesmo se este fosse o desejo do presidente. Apesar de tudo isto, o Brasil pode ter um papel fundamental neste momento, evitando a guerra, que não é desejável em nenhuma hipótese.



A guerra só trará destruição e mais miséria, além de ser prejudicial aos projetos democráticos populares, uma vez que desviará recursos (que podem ser usados para a melhoria da vida) para a morte de irmãos latino-americanos. As transformações sociais e democráticas que a América Latina necessita devem ser construídas com participação e organização popular pacífica. A razão histórica está do nosso lado e é por este motivo que veremos no futuro uma sociedade justa, portanto igualitária e livre, florescer na América Latina. Não podemos perder a razão usando a violência.
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