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Produtores de Energia Imprimir E-mail
Escrito por Roberto Malvezzi   
Quarta, 05 de Março de 2008
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"Minha renda mensal vinda da energia solar é de mil euros. Se não fosse essa energia, essa propriedade não existiria. Além disso, é minha aposentadoria no futuro". Foi assim que o agricultor alemão me resumiu o papel que a energia solar tem na sua propriedade e na vida de sua família.

 

Ele tem quase cem placas de energia no telhado de seu galpão, onde cria suas vacas confinadas. A energia é captada, imediatamente convertida em outro tipo de energia por dispositivos que estão em seu galpão e despejada na rede. Nada dessa tecnologia vista no Brasil que armazena a energia em baterias. O governo alemão lhe paga 0,50 de euros por cada quilowatt produzido. Mostrou-me o gráfico e o total produzido no ano era de 25 mil quilowatts. Portanto, renda anual de 12,5 mil euros.

 

Toda vez que vejo essa experiência alemã fico me perguntando por que Brasil não busca a transferência dessa tecnologia e não a implanta no teto das casas de nossa população do Nordeste. Mesmo que seja cara, há que se começar. É o futuro. Já imaginaram, com 9 horas de Sol por dia, qual não seria a diferença da renda de nossos agricultores? Já imaginaram que revolução não seria na vida de nossa população? Por que ainda Bolsa Família? Por que ainda programas sociais assistenciais? Todos seriam produtores de energia. Ainda mais, não precisariam estar ocupando seus solos para produzir agrocombustíveis para automóveis. No telhado de suas casas estariam produzindo energia, captando água de chuva e nos solos produzindo alimentos.

 

Diferente foi ver a situação dos produtores de biogás. Também funciona. A usina era tocada apenas por dois agricultores. Mostraram-nos todo o sistema de produção. Energia limpa. Mas estão encontrando um problema: a matéria-prima de sua produção energética é uma espécie de milho. Ocupa espaço de outras culturas. Já são 35 mil usinas em todo o país. Mas agora, devido à diminuição do espaço para outros produtos agrícolas, o preço do trigo triplicou. Então, conforme as leis do mercado, os fornecedores do milho para o biogás estão preferindo ocupar o espaço para o trigo. Os produtores de biogás estão em dúvida até quando o preço vai compensar para continuarem a produzir.

 

Essas duas experiências de agricultores alemães são muito ilustrativas para o que se passa no Brasil atual. Nossos agricultores – uma parcela menor – estão sendo chamados a produzir biodiesel. Alguns assentamentos já estão mesmo entrando para produzir cana para o etanol. Entretanto, poderiam estar produzindo energia elétrica a partir do Sol, de seus telhados, caso o Brasil decidisse investir realmente na mudança de sua matriz energética e também no modo de produzi-la. Quem sabe nesse intenso debate que acontece sobre a relação dos agrocombustíveis com a produção de alimentos, um setor da classe política realmente se interesse pelo potencial de energia solar e eólica que o Brasil tem. Poderíamos efetivamente democratizar sua produção e o retorno da renda para a população produtora. Aí, sim, estaríamos entrando em uma nova era.

 

Roberto Malvezzi, o Gogó, é coordenador da CPT.

 

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