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Devastação aprovada Imprimir E-mail
Escrito por Danilo Pretti Di Giorgi   
Qui, 28 de Fevereiro de 2008
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Frei Betto, meu colega neste Correio, foi muito feliz ao afirmar no artigo "Amazônia Devastada" que "o governo está mais preocupado com a repercussão do desmatamento amazônico no exterior, capaz de prejudicar as exportações de grãos, álcool e carne, do que com a preservação da floresta, patrimônio da humanidade".

 

Lembrei-me dessa passagem do texto ao ler nos jornais, em meados de fevereiro, que a popularidade de Lula continua alta e subindo. Segundo pesquisas, seu governo é bom ou ótimo para 53% dos brasileiros e ruim ou péssimo para apenas 14%. Já a aprovação pessoal de Lula cresceu para 67%, a melhor desde dezembro de 2003. Apesar dos muitos desvarios cometidos pelo governo nesses mais de cinco anos e da luta hercúlea da grande imprensa em capitalizar estes erros para abalar Lula e o PT, tudo se mantém tranqüilo pelos lados do Planalto.

 

Isso acontece porque a maior parte dos brasileiros avalia o governo pela quantidade e pela qualidade dos itens que seu dinheiro consegue comprar durante o ano. Se sua despensa está mais cheia e com produtos mais caros do que no ano passado e se cresceu o número de eletrodomésticos espalhados pela casa, o governo é bom. E ponto final. E o fato é que nossa economia apresenta os melhores resultados dos últimos anos, a inflação está controlada, o desemprego está caindo e o país cresce, em boa parte devido às tais exportações que tanto preocupam nosso presidente.

 

Lula sabe que duzentas crises, sejam elas reais ou fabricadas pela mídia, não seriam tão prejudiciais aos seus planos de poder quanto uma queda de dois pontos percentuais no PIB de 2008. O povão pode até não entender muito de redução nas taxas de crescimento econômico nem de saldo da balança comercial negativo, mas entende bem quando esses problemas chegam na porta da sua casa, via menos dinheiro no bolso.

 

A partir daí fica mais fácil entendermos a quase nenhuma preocupação de Lula com a biodiversidade. Se crises que geram manchetes de jornais por semanas e sacodem o Congresso Nacional não conseguem abalar o governo, o que esperar da aparentemente desimportante devastação da Amazônia, que a muitos pode parecer mais uma preocupação de intelectuais que não têm nada melhor para fazer? Aliás, não vai faltar quem ficará reclamando do "chato que inventou de monitorar a mata por satélites, colocando em risco nossos superlativos índices de exportação de matérias-primas".

 

Alguma coisa está errada quando a sobrevivência política dos homens públicos depende da continuidade da tomada de decisões (ou da ausência delas) que comprovadamente levarão a civilização ao colapso.

 

As razões que podem ser dadas ao crescimento da destruição da última grande área selvagem do mundo são muitas. Temos desde a dificuldade de fiscalização do imenso território até a necessidade de levar as benesses da nossa sociedade para, como defendeu Lula, "os 25 milhões de brasileiros que habitam a Amazônia Legal" (a maior parte deles nas áreas periféricas da floresta ou em umas poucas ilhas urbanas já desenvolvidas, é bom destacar). Mas nenhuma dessas desculpas vai ser boa o bastante para, daqui a algumas décadas, explicarmos para os representantes das futuras gerações por que, de posse de todas as informações, não conseguimos, no começo do século 21, tomar as atitudes necessárias para mudar o rumo da nossa caminhada rumo ao caos.

 

Danilo Pretti Di Giorgi é jornalista.
E-mail: digiorgi(0)gmail.com

 

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Última atualização em Segunda, 03 de Março de 2008
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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