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S.O.S: mão estadunidense na Bolívia Imprimir E-mail
Escrito por Mario Hubert Garrido   
Terça, 26 de Fevereiro de 2008
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Em um complexo panorama político, no qual prefeitos opositores atentam contra a gestão do governo do presidente Evo Morales, as mais recentes evidências de espionagem da Embaixada estadunidense na Bolívia constituem mais do mesmo.

 

Durante décadas de ditadura militar e em pouco mais de 20 anos de democracia para os governos neoliberais de turno, as "andanças" pela Paz dos agentes de Washington eram operações de rotina.

 

Então, o modelo de desenvolvimento se impunha de forma aberta, sobre o setor minero e os hidrocarbonetos, onde os lucros iam parar no país do norte ou nas transnacionais, com ou sem o visto do Congresso.

 

Desde o dia 22 de janeiro de 2006, após Evo Morales assumir a presidência, primeiro mandatário de origem aimara, as coisas se tornaram mais difíceis e, apesar de o atual governo ter prometido manter relações com todos os países, incluindo Estados Unidos, os obstáculos começaram a surgir.

 

USAID no banco dos acusados

 

Em agosto de 2007, o ministro da presidência, Juan Ramón Quintana, apresentou a primeira denúncia pública contra a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), por desconhecer leis nacionais.

 

Quintana confirmou desvios milionários de fundos para patrocinar ações de pessoas e grupos adversos ao presidente Morales, através de Organizações Não Governamentais.

 

Segundo a autoridade, até essa data, 89 de 134 milhões de dólares provenientes da cooperação dos Estados Unidos financiaram setores opositores. A resposta da USAID foi o silêncio cúmplice e a exposição de argumentos nos quais, segundo pesquisas, ninguém acreditou.

 

Outras interrogações a serem esclarecidas pelos Estados Unidos em sua relação com Bolívia têm a ver com uma polêmica fotografia, onde o embaixador Philip Goldberg aparece na feira comercial de Santa Cruz junto a um mafioso colombiano. A imagem foi apresentada pelo presidente Morales na XVI Cúpula Ibero-americana, realizada no Chile, para recalcar as denúncias dos nexos dos EUA com delinqüentes e desafetos ao processo de mudanças.

 

Grupos irregulares

 

Por outra parte, o ministro de Governo, Alfredo Rada, denunciou a atividade de grupos irregulares de inteligência como a denominada Organização de Estudos Policiais (ODEP), que realizava espionagem e armou campanhas de desprestígio para desestabilizar a Bolívia.

 

Rada adiantou que apresentará um informe à Fiscalia sobre essa agrupação anteriormente conhecida como Comando de Operações Especiais (COPES), financiada pela embaixada de EUA em seu país.

 

Em declarações à Prensa Latina, assinalou que convocará o embaixador Goldberg para que explique o apoio a essa organização.

 

Após uma denúncia anônima sobre o seguimento a políticos e jornalistas, a autoridade revelou a existência de três grupos paralelos de Inteligência da Polícia Nacional.

 

Entre essas organizações, mencionou a ODEP ou COPES, o Grupo de Tarefa de Investigação de Delitos Especiais (GTIDE) e o Grupo de Segurança Antiterrorista, encarregado da segurança da embaixada estadunidense.

 

Rada pôs como exemplo os seguimentos que esses grupos fizeram à delegação do Irã que visitou o país em setembro de 2007 para negociar com o governo boliviano.

 

Entre outras novas tentativas de espionagem dos Estados Unidos na Bolívia, verificou-se, atualmente, o emprego de estudantes.

 

Alex Shaick, um bolsista beneficiário do programa de intercâmbio estudantil Fullbright, denunciou que a embaixada norte-americana pediu-lhe informação sobre trabalhadores venezuelanos e cubanos que trabalham na Bolívia.

 

Segundo Shaick, o diplomático Vincent Cooper solicitou-lhe espionar para o governo dos Estados Unidos.

 

Especialistas locais estimam que o embaixador Philip Goldberg, célebre por seu papel sedicioso em Kosovo, deverá explicar esta denúncia em uma reunião com o governo pelo suposto financiamento a grupos irregulares de inteligência.

 

Por sua parte, o Departamento de Estado norte-americano negou as acusações e alegou que tais solicitações contrariam suas normas.

 

No entanto, Schaick assegurou que, durante uma reunião sobre as medidas de segurança para sua permanência na Bolívia, Cooper pediu-lhe reportar à embaixada os nomes e a localização dos cooperantes venezuelanos ou cubanos que conhecesse.

 

A embaixada estadunidense admitiu em uma declaração escrita que algumas reuniões sobre segurança incluíram "informação incorreta", o que prometeu solucionar de imediato.

 

Na Bolívia, há, atualmente, seis bolsistas do programa Fullbright, que são proibidos de fazer declarações à imprensa.

 

ATPDEA, TLC e "COCA ZERO"

 

O próprio chefe de Estado reconheceu os benefícios que o mercado estadunidense traz ao Estado boliviano, sobretudo na indústria manufatureira. Nesse campo, a prorrogação de preferências tarifárias, segundo a chamada Lei de Promoção Comercial Andina e Erradicação da Droga (ATPDEA, por suas siglas em inglês), permitia a entrada dos produtos e a geração de milhares de empregos na nação andina.

 

Segundo estatísticas oficiais, em 2006, o comércio boliviano com Estados Unidos gerou 356 milhões de dólares para a economia local. No entanto, a Casa Branca deu luz verde somente para o Peru e para a Colômbia sobre a ampliação desse benefício, que vence no próximo dia 28 de fevereiro de 2008. Trata-se das únicas duas nações cujos governos assinaram os Tratados de Livre Comércio, fórmula à qual, entre os países andinos, se opõem Bolívia e Equador.

 

A esse respeito, Evo Morales reiterou que Washington não deve discriminar a ninguém e que a política deve buscar um comércio justo, a tempo de remarcar que, nas relações com os Estados Unidos, primará a dignidade dos bolivianos.

 

Em 2007, o Executivo aprovou um orçamento para que os exportadores possam obter créditos que os ajudem a ingressar nesse mercado. Também o governo central negocia alternativas comerciais com a Comunidade Andina de Nações, com a China e com o Mercado Comum do Sul, após a eventual perda das preferências tarifárias com os Estados Unidos.

 

A política de erradicação da folha de coca, cultivo milenar, realiza-se em consenso com os camponeses, segundo Morales, independentemente das pressões da potência do norte.

 

Texto originalmente publicado em www.adital.com.br

 

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Última atualização em Terça, 06 de Maio de 2008
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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