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Kosovo: EUA e UE apóiam criminalização da política Imprimir E-mail
Escrito por Michel Chossudovsky   
Terça, 26 de Fevereiro de 2008
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Os Estados Unidos, a União Européia e as Nações Unidas (ONU) estão apoiando um governo no Kosovo encabeçado por um reconhecido criminoso, o primeiro-ministro Hashim Thaci. Esse cargo foi criado pelo governo provisório aprovado pela Missão Interina de Administração das Nações Unidas em Kosovo (UNMIK, na sigla em inglês).

 

Sob mandato da ONU, o objetivo do governo provisório era "providenciar" um "auto-governo democrático provisório" até uma decisão sobre o estatuto político do Kosovo. Isso quer dizer que as Nações Unidas não só construíram o cenário para um governo do Kosovo "independente", em violação do direito internacional, como colocaram um governo constituído por membros de um sindicato do crime. Os três primeiros-ministros do Kosovo, Ramush Haradinaj, Agim Ceku e Hashim Thaci, são criminosos de guerra.

 

O Partido Democrático do Kosovo encabeçado pelo ex-comandante do KLA Hashim Thaci é essencialmente um desdobramento do antigo Exército de Libertação do Kosovo. O apoio encoberto dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ao KLA vem desde meados da década de 90. No ano anterior ao bombardeamento de 1999 da Iugoslávia, o KLA era claramente apoiado pela administração Clinton.

 

O líder do KLA Hashim Thaci foi um protegido de Madeleine Albright. Foi escolhido por Albright para cumprir um papel determinante pró-Washington nas negociações de Rambouillet em 1998. As ligações do KLA com o crime organizado estão documentadas pela Interpol e o Congresso dos EUA. O Washington Times, num artigo publicado em maio de 1999, descreve assim o KLA e suas ligações à administração Clinton:

 

"Alguns membros do Exército de Libertação do Kosovo [liderados pelo atual primeiro-ministro do Kosovo, Hashim Thaci] financiaram os custos da guerra através da venda de heroína e foram treinados em campos dirigidos pelo fugitivo internacional Osama bin Laden – procurado pelos bombardeamentos em 1998 de duas embaixadas estadunidenses na África, responsáveis pela morte de 224 pessoas, dos quais 12 eram americanos.

 

Os membros do KLA, protegidos pela administração Clinton durante os 41 dias da campanha de bombardeamento da Otan para forçar a Iugoslávia do presidente Slobodan Milosevic a sentar-se à mesa de negociações, foram treinados em campos secretos no Afeganistão, na Bosnia e em outros locais desconhecidos, de acordo com recentes relatórios dos serviços de inteligência.

 

Os relatórios mostram igualmente que houve terroristas islâmicos que se alistaram ao KLA – membros de Mujahidin – como soldados no seu conflito em curso contra a Sérvia, e que muitos já haviam sido contrabandeados para o Kosovo e juntaram-se ao combate.

 

Os relatórios de inteligência documentam o que é descrito como uma "ligação" entre Bin Laden, o milionário saudita fugitivo, e o KLA – incluindo na zona de Tropoje, Albânia, um centro para terroristas islâmicos. Os relatórios dizem que a organização de Bin Laden, conhecida como al-Qaeda, treinou como apoiou financeiramente o KLA (Washington Times, 04/Maio/1999)".

 

O Christian Science Monitor, em agosto de 2000, descreve a rede criminosa controlada por Thaci:

 

"Um policial da ONU suspeita que grande parte da violência e intimidação veio de antigos membros do KLA, especialmente dos aliados de Hashim Thaci, o antigo líder do KLA e chefe do Partido Democrático do Kosovo, um dos braços políticos do KLA.

 

Num incidente recente na aldeia natal do sr. Thaci, a loja de um ativista do LDK foi alvejada com rajadas de armas automáticas – o segundo ataque desde novembro.

 

Potencialmente, o partido de Thaci tem muito a perder nas eleições, que são apenas municipais. Depois de as forças sérvias terem se retirado no ano passado, o KLA ocupou sedes de municípios e de instituições públicas por todo o Kosovo, e criou o seu próprio governo provincial.

 

Embora a ONU tenha vindo a afirmar sua autoridade e colocado representantes de outros partidos políticos em governos locais, em cidades como Srbica, ex-membros do KLA filiados no partido de Thaci ainda exercem um virtual controle completo.

‘Estes sujeitos não estão em vias de abandonar o poder facilmente’, diz Dardan Gashi, analista político junto ao International Crisis Group, uma organização de investigação com sede nos EUA e com um gabinete em Pristina.

 

A polícia da ONU também suspeita que o crime organizado está envolvido em parte da violência. Ela diz que grupos criminosos dedicados à extorsão, contrabando e prostituição confiam nos laços estreitos que têm com algumas pessoas no poder. A perspectiva de perder estas conexões – e o rendimento que elas geram – podem torná-los mal dispostos em relação ao LDK.

 

Responsáveis dizem que o problema é pior na região Drenica do Kosovo, a área central do KLA e a fortaleza do partido de Thaci. Srbica, onde Koci é o presidente local do LDK, é uma das cidades principais em Drenica" (Christian Science Monitor).

Fundação Heritage: apoio ao KLA-KDP, apesar das suas ligações ao mundo do crime

 

Num relatório de Maio de 1999, a Fundação Heritage reconheceu que o KLA é uma organização criminosa. No entanto, pediu à administração Clinton apoio ao KLA.

 

Os EUA deveriam reforçar capacidade militar do KLA contra o regime brutal de Milosevic, apesar das estranhas raízes ideológicas do KLA e das suas claras ligações ao crime organizado?... O KLA não representa todos os grupos que buscam um fim às campanhas brutais de Milosevic, mas sabe-se que cometeu muitas atrocidades e é a força mais significativa de resistência à agressão iugoslava no Kosovo. Além disso, a escala e o âmbito dos seus crimes foram subestimados pela sistemática campanha de terror desencadeada pelos militares, paramilitares e forças policiais iugoslavas no Kosovo, aos quais Washington se tem firmemente oposto desde a guerra de 1999 (Relatório da Fundação Heritage, 13/Maio/1999).

 

O afastamento agora do KLA privaria os Estados Unidos das vantagens de cooperar com uma força de resistência que é capaz de apoiar as pressões sobre Milosevic para negociar (Ibid).

 

A Fundação Heritage apóia o Partido Democrático do Kosovo (KDP), integrado por antigos membros do KLA.

 

O KDP manteve as suas ligações ao crime organizado. De uma forma geral, esta é a posição da "comunidade internacional" sobre o Kosovo. Recentemente, a Fundação Heritage, que tem um papel importante nos bastidores que definem a política externa estadunidense, tem pressionado pela "independência" do Kosovo.

 

Hashim Thaci

 

É uma evidência que o primeiro-ministro do Kosovo nunca cortou as ligações ao crime organizado.

 

Um reconhecido criminoso é protegido pelas Nações Unidas: foi detido em Budapeste em julho de 2003, a pedido da Interpol, e imediatamente libertado, a pedido da Missão das Nações Unidas no Kosovo (UNMIK). Isto não é um acontecimento isolado. É uma evidência que a Missão da ONU e sua força de polícia internacional protegeram o antigo KLA que, na seqüência do bombardeamento efetuado pela Otan em 1999, foi reclassificado como Corpo de Proteção do Kosovo (KPC), sob um mandato formal da ONU.

 

De acordo com o ministro da Justiça sérvio, Vladan Batic, "o processo em Haia no Tribunal Internacional tem mais de 40 mil páginas de provas contra o antigo líder do Exército de Libertação do Kosovo, Hashim Thaci" (citado por Radio B92, Belgrado, 03/Julho/2003).

 

Em abril de 2000, a secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, "ordenou à procuradora-geral do Tribunal de Haia, Carla del Ponte, que retirasse o nome de Hashim Thaci da lista de suspeitos de crimes de guerra" (Tanjug, 06/Maio/2000). Em seguida, Carla del Ponte afirmou que não havia provas suficientes para acusar Thaci da prática de crimes de guerra.

 

De uma forma geral, a Missão da ONU atuou como um elemento de proteção de um sindicato do crime. Em novembro de 2003, começaram em Belgrado as acusações contra vários ex-comandantes do KLA. Estes incluíam Hashim Thaci, Agim Ceku e Ramush Haradinaj. Os nomes de Haradinaj e Ceku estão em listas da Interpol.

 

Agim Ceku

 

Agim Ceku é conhecido por sistematicamente ter cometido crimes de guerra na região de Krajina, na Croácia, em meados da década de 90, envolvendo o massacre e a limpeza étnica da população sérvia. Foi brigadeiro-general no Exército croata e um dos planificadores da Operação Tempestade, que levou à expulsão de várias centenas de milhares de sérvios da região de Krajina. Em 1999, foi nomeado comandante do KLA, com o apoio dos EUA e da Otan. Depois foi nomeado comandante do Corpo de Proteção do Kosovo, subsidiado pela ONU (conta da folha de pagamentos), e tornou-se primeiro-ministro do Kosovo em 2006, tendo-lhe sucedido Hashim Thaci, atual primeiro-ministro.

 

No Kosovo, Agim Ceku continua a ter ligações com sindicatos do crime organizado. Segundo o London Observer, o KPC, que foi chefiado por Ceku, esteve envolvido em atos de tortura, tal como em proteção à prostituição no Kosovo (14/Março/2000, Atlanta Journal-Constitution).

 

A mídia ocidental: desinformação quanto à natureza do governo do Kosovo

 

O governo do Kosovo está ligado a sindicatos de crime organizado e envolvido em tráfico de narcóticos e seres humanos.

 

Nas notícias recentes sobre a independência do Kosovo, não foi noticiado que os três primeiros-ministros do Kosovo, Ramush Haradinaj, Agim Ceku e Hashim Thaci eram criminosos de guerra.

 

Os EUA e a União Européia estão a apoiar a criminalização da política no Kosovo.

 

Michel Chossudowsky é pesquisador do Centro de Pesquisas sobre a Globalização e autor de A globalização da pobreza.

 

Originalmente publicado em Global Research

 

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Última atualização em Segunda, 12 de Maio de 2008
 

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