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Os candidatos à Casa Branca e a política internacional (3): Irã Imprimir E-mail
Escrito por Luiz Eça   
Qui, 14 de Fevereiro de 2008
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O governo do Irã desenvolve um programa secreto para a produção de bombas nucleares, tendo atingido uma etapa fundamental que é o enriquecimento do urânio. Sendo governado por aiatolás "insanos", a posse desse engenho apocalíptico poria em risco não só a paz mundial, como também a sobrevivência da espécie humana. Por isso, o governo americano, aliado a potências européias, exige que Teerã interrompa o enriquecimento de urânio.

 

Diante da recusa, impôs uma série de sanções econômicas para forçar o Irã a obedecer. Mas ele se nega. Sanções mais pesadas são necessárias, sustadas até agora pelo poder de veto da Rússia e da China. Persistindo o impasse, a guerra seria a solução.

 

Esta é a posição do governo Bush no affair "Irã nuclear". Ele rejeita a explicação iraniana de que seu programa, no qual o enriquecimento do urânio é vital, tem fins exclusivamente pacíficos. No entanto, a IAEA (a agência internacional de energia atômica da ONU) aceita.

 

Seu presidente, El Baradei, laureado com o prêmio Nobel da Paz, declara que não há nada provando a existência de um programa nuclear militar, pois todas as informações solicitadas pela ONU, desde fins do ano passado, estavam sendo prestadas pelo governo iraniano, trazendo transparência ao que era secreto. O próprio Serviço de Inteligência dos Estados Unidos somou-se a El Baradei, ao afirmar que, desde 2003, não havia qualquer programa visando produção de armas nucleares no Irã. Portanto, o caminho seria continuar fiscalizando e tratando possíveis pendências via diplomacia. Nada disso abalou Bush. Ou Teerã interrompe o enriquecimento do urânio ou... sai de baixo!

 

Para convencer a opinião pública do seu país, ele vem promovendo uma propaganda maciça que, segundo o colunista Larry Chin, do New York Times, é "estritamente semelhante à campanha de Hitler contra a Polônia". Muito eficiente, aliás, pois deu certo.

 

Segundo pesquisa do Rasmussen Reports (10-12-2007), 66% da população americana acredita que o Irã não interrompeu seu programa de armas nucleares.

 

Seja por estar de olho nos votos dessas pessoas, seja por convicção própria ou influência dos lobbies pró-Israel e do complexo industrial-militar, todos os candidatos à presidência concordam com a posição de Bush. As diferenças são muito pequenas, apenas na agressividade maior exibida por três deles.

 

Referindo-se á situação no Irã, McCain acha que não tem jeito: "Sinto dizer, mas vai haver outras guerras", falou em comício recente.

 

Por sua vez, Huckabee aplaude de pé as ações anti-Irã de Bush (ele parece ter as mais vagas idéias a respeito do problema). Sem nenhuma restrição.

 

Hillary, não. Chegou a criticar a "brandura" de Bush, que teria perdido tempo com negociações diplomáticas em vez de apelar logo para sanções econômicas e ameaças (entrevista ao Washington Post, 20-1-2006). Ela se revelou implacável inimiga do regime de Teerã. Ao explicar como seria a retirada do exército americano do Iraque, informou que deixaria um contingente com capacidade para atacar rápido, tendo, entre outros objetivos, o de "enviar uma mensagem ao Irã de que eles não teriam mãos livres no Iraque, apesar de sua considerável influência e conexões religiosas e pessoais". Mais uma vez foi além de Bush, que nunca admitiu instalar bases na região ameaçando o Irã.

 

Hillary também votou entusiasticamente a favor da lei que taxa de terrorista a Guarda Revolucionária, uma unidade militar do governo iraniano. Obama foi contra, pois, graças a esta lei, Bush pode agora alegar direito de atacar o Irã, sem aprovação do Senado. O que é extremamente perigoso, dados os precedentes do atual ocupante da Casa Branca.

 

Os israelenses não gostaram nada da atitude de Obama, pois, como diz o Jerusalem Post (21-1-2008), ele "... considerou os riscos de uma resposta militar dos Estados Unidos ao Irã. E do prolongamento de sua permanência no Iraque como maiores e mais importantes do que o risco de que as sanções internacionais sejam muito fracas para impedir o Irã de se tornar um poder nuclear".

 

Mas é só nesse ponto que Obama diverge de Hillary. Como a ex-primeira dama, ele sustenta que o regime iraniano é uma ameaça para o mundo. Que seu programa nuclear tem de ser detido: se não pela diplomacia, que seja pela força. O candidato deplora, pois isso alienaria a simpatia do povo árabe. Mas, para ele, o que vem em primeiro lugar seria a segurança de Israel, assombrada pelos avanços nucleares de Teerã. Tudo isso foi declarado em alto e bom som, em Washington, na reunião geral de 2007 da AIPAC (America Israel Public Action Comittee), o mais poderoso lobby judaico dos Estados Unidos.

 

Como se vê, as posições dos candidatos face ao problema do Irã são similares. Obama, pelo menos, não é tão agressivo quanto os republicanos. E nem mesmo quanto Hillary, chamada de "a senhora da guerra" pelo jornalista Justin Raymondo (do site Anti-War). Chegou a declarar que, eleito presidente, negociaria com o Irã e outros países desafetos dos Estados Unidos. No que foi acremente censurado pela senhora Clinton, como "irresponsável e ingênuo", pois esses "inimigos’ usariam as reuniões para propaganda. De quê, ela não contou...

 

Embora todos os candidatos sejam unânimes no apoio às linhas mestras da política imperial do governo Bush, pode-se esperar de Obama maior serenidade e prudência. Possivelmente, menos chances de ele lançar mão de foguetes infernais e bombas arrasa-comunidades. O que tornaria muitos milhares de iranianos e mesmo de soldados americanos eternamente gratos por permitir que continuassem vivendo.

 

Luiz Eça é jornalista.

 

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Última atualização em Sexta, 15 de Fevereiro de 2008
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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