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Estados Unidos: superterça e o Brasil Imprimir E-mail
Escrito por Virgílio Arraes   
Domingo, 10 de Fevereiro de 2008
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Na última terça-feira, dia 5, republicanos e democratas realizaram primárias em mais de 20 estados, com o objetivo de apontar o seu candidato para as eleições presidenciais em novembro próximo. Diferentemente do Brasil, onde normalmente as cúpulas partidárias definem o escolhido sem a participação maciça dos seus militantes, nos Estados Unidos, o processo dura meses e há a ampla presença dos filiados, de maneira que os gastos de campanha são bem altos – Barack Obama e Hillary Clinton, por exemplo, arrecadaram cada um cerca de 100 milhões de dólares.

 

Encerrada a chamada superterça, o Partido Republicano praticamente decidiu o seu nome: John McCain, ex-oficial da Marinha, veterano da Guerra do Vietnã, período em que ficou preso mais de cinco anos, a despeito da nomeação de seu pai - quase um ano após a sua captura - para comandante-chefe da esquadra do Pacífico. Após tornar-se reservista, McCain ingressaria na política como deputado federal e, desde 1987, é senador pelo Arizona, estado da região sudoeste.

 

Dado o imenso grau de conservadorismo vigente na militância republicana nos últimos anos, McCain é considerado internamente liberal, ou seja, progressista, ainda que apóie irrestritamente a Segunda Guerra do Golfo, em virtude, dentre outros motivos, de seus fortes vínculos militares – dois de seus filhos representam a quarta geração consecutiva da família na Marinha.

 

Caso o seu nome seja ratificado, o seu vice deverá ser pinçado de um dos setores mais reacionários do partido, representados nas prévias por Mitt Romney, já desistente, e Mike Huckabee – na superterça, ambos obtiveram quase 60% dos votos. Tradicionalmente, o vencedor desfruta de liberdade para compor a sua chapa.

 

No lado democrata, a disputa embaralhou-se entre a senadora Hillary Clinton, representante de Nova York, e o senador Barack Obama, de Illinois, e deve prolongar-se até abril. No dia 5 último, Clinton obteve a vitória em dez estados, dos quais os três maiores, enquanto Obama, em 13. Não obstante ter perdido em Connecticut, ela superou Obama em Massachusetts, a despeito de não ter granjeado o apoio da família Kennedy.

 

Assim, as campanhas de Clinton e Obama continuam bastante equilibradas – no Partido Democrata, os delegados são, regra geral, proporcionais ao número de votos de cada candidato, ao passo que, no Republicano, o cálculo diferencia-se, ainda quando o vitorioso no estado não consiga também todos os delegados como na eleição presidencial, por exemplo.

 

De todo modo, Clinton conseguiu recuperar-se do revés inicial, quando chegou em terceiro em Iowa, primeira convenção; em primeiro em New Hampshire, mesmo que com pouca margem sobre Obama; em primeiro em Nevada, porém com menos um delegado; e, por fim, em segundo na Carolina do Sul, contudo bem distante de Obama.

 

Ressalte-se que ambos são a favor de uma retirada progressiva de tropas do solo iraquiano, ainda que destoem no ritmo – Obama é mais incisivo. No período da invasão, em março de 2003, conquanto não estivesse no Senado, ele se opusera publicamente à decisão do governo Bush.

 

A recuperação de votos ocorreu no final de janeiro com a vitória significativa dela no estado da Flórida. Ressalte-se que o processo eleitoral de Michigan foi desconsiderado, em decorrência de se ter antecipada a data da realização da convenção, em franco desacordo com a determinação da Comissão Nacional Democrata, de sorte que a vitória de Clinton não acarretou efeito prático.

 

A indefinição pode trazer uma boa exposição nos principais meios de comunicação até o encerramento da competição partidária, mas há, por outro lado, uma desvantagem: o desgaste, em vista dos pontos fracos de cada um a serem expostos internamente, porém explorados a posteriori pelo adversário republicano.

 

Com relação ao Brasil diretamente, não há, a princípio, alteração de monta no caso da vitória de um democrata ou republicano. O relacionamento comercial, embora não cresça à mesma proporção que a balança como um todo, é expressivo, com vendas próximas a 24 bilhões e 500 milhões de dólares, com um saldo a favor do Brasil de quase dez bilhões de dólares em 2006 – em 2002, as exportações haviam sido próximas de 15 bilhões e 500 milhões de dólares, com superávit um pouco acima de cinco bilhões de dólares.

 

O aspecto de relevância para os brasileiros será o posicionamento no tocante à imigração. Estima-se que haja um milhão de brasileiros ao menos lá, muitos dos quais ilegais. McCain sobressai porque há tempos defende o estabelecimento de legislação que seja mais severa com vistas à fiscalização de fronteiras e punição a quem se beneficie de mão-de-obra irregular e, ao mesmo tempo, auxilie a regularizar a situação de muitos já instalados.

 

Em termos gerais, a regularização compreenderia o aprendizado do idioma, o pagamento de multas - como forma de compensação pelo período de ilegalidade – e o ingresso como contribuinte junto ao Internal Revenue Service (equivalente à Secretaria da Receita Federal do Brasil), de sorte que o imigrante pudesse adquirir o status de residente. Clinton e Obama posicionam-se similarmente a McCain, tendo ambos apoiado o projeto de lei deste em 2006.

 

Virgílio Arraes é professor de Relações Internacionais da UnB.

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Última atualização em Qui, 21 de Fevereiro de 2008
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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