topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Aug   September 2016   Oct
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
252627282930 
Julianna Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
O Brasil e a aversão ao risco Imprimir E-mail
Escrito por Wladimir Pomar   
Quarta, 06 de Fevereiro de 2008
Recomendar

 

As crises sistêmicas capitalistas tendem a expandir-se tanto pelos efeitos reais sobre a demanda e os ativos financeiros, quanto pelos efeitos sobre as decisões relacionadas a juros, créditos e investimentos. Ou seja, elas podem expandir-se tanto em função de riscos e efeitos reais, quanto de riscos e efeitos supostos, o que também é chamado de aversão ao risco.

 

A maioria dos analistas econômicos não vê riscos de longo prazo para as exportações brasileiras de manufaturados. As indústrias instaladas no Brasil, nacionais e estrangeiras, estão com mercados diversificados em regiões localizadas fora do epicentro da crise atual. No entanto, apesar disso, tais empresas podem ser atacadas pela aversão ao risco da crise norte-americana. Com medo de que a crise se espalhe, mesmo parcialmente, pela Europa, América Latina, África e Ásia, elas talvez se sintam mais seguras redirecionando suas vendas para o mercado interno.

 

Com isso, elas tendem a excluir os manufaturados da pauta de exportações, e podem causar uma crise interna de super-oferta. Nessas condições, o Brasil se verá diante da possibilidade de voltar à condição de exportador absoluto de matérias-primas agrícolas e minerais. Possibilidade que pode concretizar-se ainda mais rapidamente se, à aversão ao risco das indústrias, se juntar a aversão ao risco das autoridades monetárias, mantendo os juros elevados e a moeda valorizada, e deixando sem controle o movimento dos capitais de curto prazo.

 

Alguns analistas saudaram a decisão do Banco Central do Brasil, única e exclusivamente pela aversão ao risco, de manter inalterada a alta taxa de juros. No entanto, a aversão ao risco deveria ter levado o BC a reduzir os juros, mesmo em pequena escala, justamente porque há risco de expansão da crise norte-americana. Sem o rebaixamento dos juros, o real continuará a ser valorizado. Se acrescentarmos a isso a queda dos juros nos Estados Unidos e a desvalorização constante da moeda americana, o real tende a valorizar-se ainda mais, fazendo os manufaturados brasileiros perderem competitividade.

 

Nessa situação, a aversão ao risco terá se transformado em risco real pela ação das autoridades monetárias, agravando a retração do mercado externo do país e empurrando a produção das indústrias brasileiras para o mercado interno. O que não as livrará do risco. Com o real valorizado, os preços dos produtos asiáticos e norte-americanos se tornarão ainda mais baixos, inundando o país de importados. A indústria, ao invés de livrar-se do risco real, ficará sob pressão ainda maior, colocando em dúvida a rentabilidade dos investimentos programados.

 

Num processo em cascata, a aversão ao risco de realizar novos investimentos se transformará em risco real, colocando o Brasil outra vez diante da ameaça de crescimentos ridículos. Portanto, o tratamento da aversão ao risco tornou-se uma questão chave para o futuro.

 

 

Wladimir Pomar é escritor e analista político.

 

Recomendar
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates