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Chávez e a revolução na Venezuela Imprimir E-mail
Escrito por Antônio Augusto   
Terça, 29 de Janeiro de 2008
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A Venezuela e seu presidente ocupam parte importante do noticiário internacional contemporâneo. A cobertura da mídia brasileira não poderia ser pior: a demonização de Chávez inclui uma desastrosa edição da Veja, de abril de 2002, quando a revista festejou o golpe de Estado contra Chávez e comemorou na capa “A queda do presidente fanfarrão”. 

 

Ao chegar às bancas, a revista já se tornara velha e se prestou à gozação geral.  O golpe durou 48 horas, suficientes para os “democratas” incensados pela Veja fecharem a Assembléia Nacional, o Tribunal Supremo de Justiça, e mutilarem boa parte da Constituição.

 

Como ditador puseram o presidente da federação industrial - adepto da Opus Dei, seita de extrema-direita criada pelo clericalismo fascista espanhol -, que logo retirou o retrato do herói nacional Simón Bolívar do gabinete presidencial.

 

Os golpistas receberam imediatos sinais de reconhecimento vindos do governo Bush.  Como ficou claro nos meses seguintes, a tentativa de acabar com a democracia na Venezuela passara diretamente pela embaixada americana. A CIA e a Veja não levaram em conta um “detalhe”: esse não era mais um clássico golpe na América Latina; Chávez voltou rapidamente ao Palácio de Miraflores (sede do Executivo) nos braços do povo, demonstração de seu inequívoco apoio popular.

 

Bravatas da mídia

 

Em matéria de antijornalismo, recente edição do Fantástico não ficou atrás da Veja em ridículo e manipulação: a Globo usou de seu latifúndio na televisão para induzir os brasileiros ao estado de alerta contra o suposto perigo militar venezuelano e à conseqüente iminente invasão do Brasil. Diante de tanta irresponsabilidade, desinformação deliberada e delitos graves contra a Constituição (como a promoção do ódio entre países e povos), impõe-se às forças democráticas acumular forças paraconcessão pública à Rede Globo, renovada em outubro do ano passado sem qualquer objeção governamental. questionar a

 

Este o tom da grande mídia. E por que os setores conservadores, a começar pelo mais influente deles, a atual presidência dos EUA, satanizam Chávez?

 

Não toleram, por exemplo, a não renovação da concessão da RCTV, que instigou e integrou a tentativa de golpe de Estado de 2002, rede televisiva ao estilo da Globo.

 

Que atrevimento, Chávez, um mestiço não pertencente à minoria dominante “criolla” (descendentes de brancos nascidos na América de colonização hispânica), adotarpolíticas populares de saúde, contra o analfabetismo, pela educação em todos os níveis, amplas garantias trabalhistas, estimular o sindicalismo, assegurar a previdênciapública, a reforma agrária, criar novos órgãos de poder popular.

 

Reformas populares

 

Realmente, essa gente, o povo venezuelano, não conhece mais seu lugar. Os poderosos deixaram de perpetrar massacres como o “Caracazo”, em 1989, quandomanifestações populares em todo o país, deflagradas pelo protesto ao aumento das passagens de ônibus em Caracas, mostraram o descontentamento generalizado com a política de recessão e desemprego, imposta pelo FMI. O Exército atirou então contra o povo. O resultado, um número de mortos estimado entre 1500 e 3000.  A resposta popular ao desastre econômico e à violência do “Caracazo”: a constante ascensão de Hugo Chávez.

 

O imperialismo odeia a revitalização da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), em grande parte devida à atuação de Chávez. Quando assumiu a presidência da Venezuela, o preço do barril do petróleo já caíra no ano anterior, mas continuou a despencar: de US$ 21,91, em janeiro de 1997, baixou ao patamar de US$ 8,74 em dezembro de 1998. O mesmo barril, em 23 de janeiro de 2008, valia aproximadamente US$ 84.  Mesmo descontada a inflação do período, o aumento do preço significou fabulosa receita aos países produtores, nada alheia à pressão da Venezuela na OPEP.

 

Que diferença de Chávez para os príncipes árabes, governantes ditatoriais garantidos pelos EUA, subservientes a Washington, prontos a desvalorizar o petróleo emprejuízo de seus próprios países.

 

E o mais inaceitável, o dinheiro do petróleo, pela primeira vez na história da Venezuela, empregado para melhorar substancialmente a vida do povo, elevar salários, distribuir a renda, utilizado em medidas e obras com finalidade social.

 

Os interesses conservadores não suportam o fim do parasitismo da oligarquia na Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), quando a empresa estatal era um Estado dentro do Estado venezuelano. Os recursos do petróleo em vez de servirem à população, beneficiavam exclusivamente os ricos: a burguesia venezuelana, os interesses americanoscompra por preço aviltado dessa matéria-prima fundamental), as empresas imperialistas, a burocracia corrupta da empresa.  Não suportam a PDVSA hoje sob controlepúblico e democrático.  E muito menos a política da estatal de mútuos negócios vantajosos com os demais países latino-americanos. (

 

Antiimperialismo

 

Não podem admitir o fato de Chávez combater o criminoso bloqueio econômico americano a Cuba, já perto de completar 50 anos, sua solidariedade efetiva à opção socialista do povo cubano.

 

Detestam a política externa independente da Venezuela, não subordinada aos EUA e ao restrito grupo de países mais ricos do mundo, a lúcida defesa da integraçãosul-americana.

 

A grande mídia diz que Chávez é um ditador, mas esconde seu desempenho em dez processos eleitorais de dimensão nacional - uma média de mais de uma eleição a cadaano -, sempre com maciças votações do chavismo.

 

As reformas populares na Venezuela se realizam com aval eleitoral, cotidiana participação popular, indicadores de intensa politização, característicos de um processorevolucionário em curso.

 

O atual governo também comete erros, inevitáveis, ocorrem ações desencontradas em diversas áreas, a corrupção de longa tradição não se acaba da noite para o dia. Há falta de preparo, de quadros e de medidas adequadas em diversos ministérios. Nada de estranho em um país subdesenvolvido, com pesada herança de dominação, saque, secular exclusão popular.

 

A grande mídia não ecoou à toa o rei da Espanha, Juan Carlos, filhote do fascista Franco, representante de uma monarquia que sugou nossa América por quatro séculos. Agora preposto de bancos como o Santander, multinacionais como a Telefônica, não menos danosos aos nossos povos. Quando Juan Carlos se dirigiu a Chávez e gritou “Por que não te calas?”, exprimiu mero desejo, irrealizável. 

 

Calar Chávez seria silenciar os povos do continente, o antiimperialismo, sentimento e ação crescente na Venezuela bolivariana.

 

 

Antônio Augusto é jornalista.

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