Sobre a hierarquia entre humanos

 

 

 

 

Estudos jusfilosóficos, e eu mesma, dizem sem titubear: não há que existir hierarquia! Nunca? Em nenhum grau!

 

E no desempenho funcional? Apenas na exata medida da função. Aqui se fala em hierarquia funcional, devendo ser altamente balizada, a fim de não gerar a "hierarquia entre humanos". Esta última é inadmissível em qualquer grau.

 

De outra forma, estaríamos falando, conforme mostram os estudos, sobre racismo, preconceito, discriminação de gênero ou qualquer outra forma abominável de escravização entre humanos.

 

Se estudarmos profundamente o tema, veremos que a raiz de todo o preconceito em uma sociedade advém de uma pseudo-hierarquização entre humanos.

 

Ou seja, a "cultura" ou a falta dela passa por conceitos que definem a "superioridade de uns seres humanos sobre outros" e é justamente nesta forma de "hierarquização" que nascem a discriminação e o preconceito, independentemente de como se manifestem.

 

Coadunada a tal hierarquização, há a chamada "escravidão". Esta hierarquização já foi estudada por inúmeros filósofos e quando enraizada naquele humano que se julga hierarquicamente inferior causa, nele mesmo, o não reconhecimento do preconceito sofrido, pois já "sabe" que é "hierarquicamente inferior". Assim, torna-se um "pressuposto de sua existência"!

 

Pois eu coloco os senhores leitores a pensarem e refletirem profundamente sobre este tema. De forma antropológica e jusfilosófica, concluímos que onde há hierarquia entre humanos há algum modo de escravidão, sustentada por um preconceito que extrapola funções.

 

Saibamos dizer não a esta forma covarde de fazer com que outro ser humano se sinta naturalmente inferior.

 

Assim, combateremos a discriminação de gênero, raça, procedência nacional, social, cultural e outras formas ainda inominadas.

 

Aprendamos a questionar a "hierarquia" entre humanos, a fim de que combatamos as desigualdades, desde as pequenas até as grandes.

 

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Conhecimento x Tolerância

 

 

Melina Pecora é médica.

 

 

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