Edição 1031 – 03/10/2016 a 09/10/2016

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“É saudável que os índices de participação nas eleições tenham caído; estranho seria o contrário”

Por Gabriel Brito, da Redação

 

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Passados dois meses da confirmação do impeachment de Dilma, as eleições municipais parecem ter referendado as previsões de diversos analistas: uma forte ressaca sobre o Partido dos Trabalhadores, avanço de partidos da direita tradicional quase por inércia, um pequeno crescimento da esquerda anticapitalista e, por fim, forte taxa de votos nulos, brancos e abstenções. “O ponto é ver quais respostas serão oferecidas pra essa crise de representação e descaracterização da política”.

 


 

POLÍTICA

 

Por que Dória ganhou? Por que ganhou desse jeito?

Por Fabio Luis dos Santos

 

A eleição de Dória é sintoma preocupante da simpatia popular por medidas duras e práticas repressivas para lidar com a crise. Sem dúvida, o desinteresse do PT em canalizar construtivamente a expectativa de mudança, expressa pela última vez em junho de 2013, alimentou esta inversão da maré.

 


 

De onde veio essa abstenção toda?

Por Carlos Machado, Danusa Marques e Luis Augusto Campos

 

Enquanto os grupos políticos mais à direita têm conseguido coordenar de forma cada vez mais fácil a votação entre eles, o eleitorado que anteriormente tinha sido mobilizado por partidos à esquerda tem optado por deixar de participar eleitoralmente. Em termos simples, esses dados indicam que a direita e o centro não têm ganhado eleitorado: é a esquerda que tem perdido votos para o alheamento eleitoral. O crescimento da direita tem sido percentual, mas não absoluto, porque o alheamento não entra no cálculo dos votos válidos.

 


 

O grande vencedor da eleição paulistana: ninguém

Por Celso Lungaretti

 

A aposta do PT era diminuir a pobreza, destinando aos “coitadezas” algumas migalhinhas dos banquetes dos ricaços. Não funciona mais. Daí o partido ter perdido até as calças no cassino eleitoral de domingo.

 


 

Pensando a longo prazo – Realidade e ideologia

Por Wladimir Pomar

 

Já vimos que “nossa” indústria está muito menos desenvolvida do que a dos capitalismos avançados. Além disso, a maior parte da indústria presente no terBrasil é propriedade de corporações estrangeiras. O mesmo acontece com grande parte do comércio e dos serviços.

 


 

Freixo: um oásis da esquerda no deserto da representação que a direita explora?

Por Marcelo Castañeda

 

Muitos grupos anarquistas divulgam os dados como uma vitória do slogan “não vote, lute”; outros, em especial a esquerda partidária, particularmente os petistas que foram de forma destacada os grandes derrotados nacionalmente, apontam despolitização e fascismo. Também se poderia sinalizar isso como sintoma da crise da representação que tanto apontamos. Mas será que faz sentido?

 


 

A extinção massiva dos rios brasileiros - 4 de outubro, dia de São Francisco

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

 

A curva de decadência de nossos rios coincide exatamente com a expansão das monoculturas, seja de grãos, de gado, ou outra qualquer. É só comparar os gráficos a partir da década de 1970.

 


 

Eleições municipais: direita se fortalece, PT sofre derrota pesada e PSOL busca alternativa

Por Luis Leiria

 

PSDB ganha prefeitura de São Paulo, que era do PT, com candidato milionário que diz não ser político. PSOL disputa no 2º turno prefeituras do Rio de Janeiro e de Belém. O PMDB de Michel Temer deverá continuar a ser o partido com o maior número de prefeituras. No total, 54 cidades vão ao segundo turno no próximo dia 30 (só há 2º turno em cidades com mais de 200 mil eleitores), das quais 18 são capitais de estado.

 


 

SOCIAL

 

O que está por trás do impeachment

Por Frei Marcos Sassatelli

 

Como Ruy Braga afirma categoricamente, “o impeachment foi um golpe (político parlamentar) contra os direitos dos trabalhadores”.

 


 

ECONOMIA

 

Temer, fator de insegurança jurídica

Por Paulo Metri

 

Hoje, a Statoil e o seu proprietário, o governo norueguês, sabem que são cúmplices e beneficiários do roubo de Carcará. Adquirir cada barril de petróleo pelo preço de uma garrafa de água mineral se caracteriza como compra de produto roubado e, no caso, dos brasileiros. Não venham alegar, depois, que o contrato assinado pela Petrobras com a Statoil, e com a anuência da ANP, é um contrato juridicamente perfeito.

 


 

INTERNACIONAL

 

Medo e incertezas na Colômbia: “Para o Estado já estamos mortos”

Por Agnese Marra


Depois de três décadas de violência das FARC, massacres dos paramilitares e estigmatização do Exército, em Ituango o “Sim” ganhou a maioria. Atônitos com o resultado do plebiscito que dá marcha ré nos acordos de paz entre a guerrilha e o Governo, neste município as pessoas voltam a ter medo, a se fecharem em casa e se perguntarem o que os espera.

 


 

Sauditas mudando lei dos EUA

Por Luiz Eça

 

Caso ímpar na história dos EUA: um país estrangeiro forçando direta e indiretamente a alteração de uma lei congressual que o prejudica. E o que é mais grave: contra cidadãos dos EUA, em particular, e a vontade majoritária do seu povo. Parece que, mais uma vez, os interesses imperiais dos EUA vão ficar acima dos direitos humanos.

 


 

Turquia: “paquistanização” e o golpe de julho de 2016 (2)

Por Ramez Philippe Maalouf

 

É pouco provável que os EUA aceitem passivamente a “rebelião” da Turquia, onde se localizam inúmeras bases militares com arsenais nucleares da OTAN. É menos provável ainda que se contentem em assistir passivamente os turcos comprometerem sua política de derrubar o governo do partido Ba’ath na Síria.  A ditadura que Erdogan está implantando de facto no país, aproveitando-se do repúdio ao golpe, pode, no entanto, ter um efeito bumerangue e servir aos intentos ianques de desestabilização da própria Turquia.

 


 

Trump não disse só bobagens

Por Luiz Eça

 

TVs, jornais, revistas e rádios já reportaram e analisaram à vontade a argumentação sólida e a firmeza da candidata democrata em contraste com os constantes tropeços do bilionário The Donald. Apesar da maioria das intervenções desastrosas do republicano, houve momentos em que ele defendeu posições sérias, para progressista nenhum botar defeito.

 


 

Lula e Obama: enfeixar a pauta e superá-la

Por Virgílio Arraes

 

A justificativa utilizada para não acolher no primeiro círculo da chancelaria o enviado estadunidense esboroou-se quando se efetivou seu recebimento pelo titular da defesa, Nélson Jobim. O propósito da visita foi reforçar o apoio junto ao Brasil da aquisição de jatos por empresa norte-americana.

 


 

 

 

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