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Escrito por Ronald Barata   
Sexta, 30 de Setembro de 2016
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Neste século 21, o estado do Rio de Janeiro tem sido governado e totalmente dominado, em todas as esferas por políticos fisiológicos, altamente corruptos. Todos(as) os(as) governadores(as) privilegiando sempre interesses de seus respectivos grupelhos ou quadrilhas; vigorou o fisiologismo clássico de caciques mafiosos.

 

Agravado pelo absoluto domínio da Assembleia Legislativa (Alerj) pelo grupo mafioso comandado por Sérgio Cabral Filho, Jorge Picciani e Paulo Melo, iniciado em 1995 sob a presidência de Cabral Filho e continuado até hoje por Jorge Picciani e seus filhotes, essa tragédia acontece no Estado que já foi considerado o mais politizado do Brasil.

 

Alguns caciques, hoje, felizmente, estão alijados: Garotinho e esposa, os do PT (Benedita etc.) e Cunha. Vade retro! Mas, os chagosos do PMDB, como Pezão, Paes e outros, continuam comandando e querem eleger seu pupilo, Pedro Paulo. E surge outra grande infelicidade, verdadeira desgraça: a miscigenação de poolítica com religião. O povo deste estado não merece isso. É preciso exorcizar as pragas.

 

Porém, nos municípios, modo geral, a situação é igual, inclusive na capital, onde o PMDB controla executivo, câmara e tribunal de contas. Milícias, crime organizado, traficantes de drogas, religiões mercantilistas, confundem-se com os políticos e já têm representantes nas diversas câmaras de vereadores. Assassinatos de políticos se sucedem. Verdadeiro faroeste. Neste ano de 2016, já morreram dezoito.

 

Assim vejo atentamente a política nacional, local e internacional, embora não mais seja filiado a nenhum partido, mas continuando inflexível na observância à ética e à probidade e abominando os que se promiscuíram, tanto pessoas físicas quanto partidos e entidades sindicais e estudantis. Por isso, posso afirmar com convicção: é possível mudar esse triste quadro. Para tanto, são importantíssimas as próximas eleições, principalmente na capital.

 

Observo que há esperança com um candidato com ideias originais, viáveis, factíveis. E sem mácula. Tem propostas, mas garante submetê-las a discussões com participação popular, sobre saúde, educação, cultura, transportes e mobilidade urbana, moradia, meio ambiente, saneamento, lazer, esporte e segurança pública. E tem experiência. Seu programa não foi elaborado por uma consultoria ou técnico bem pago, que será desprezado logo após a divulgação do resultado das urnas. Foi condensado após inúmeros debates, encontros e eventos que mobilizaram milhares de pessoas. Tem conteúdo.

 

Inova também na coleta de recursos para financiar os gastos da campanha, com quase 5700 doadores – pessoas físicas – que propiciaram a arrecadação de quase 600 mil reais. A campanha não tem a participação de marqueteiros mercenários; as atividades são programadas e executadas por cabos eleitorais desinteressados, espalhados pela cidade contrapondo-se a esquemas milionários e com tempo de televisão que ele não dispõe, pois foi contemplado com apenas onze segundos.

 

O compromisso da mudança está no DNA de Marcelo Freixo e sua vice Luciana Boiteux, que souberam conjugar conhecimentos teóricos com a prática da militância sadia. Seja na luta pela democracia, pelos direitos humanos, pela ética, nas lutas contra as milícias, os grupos de extermínio e o tráfico de armas.

 

Enfim, conhecem os problemas da segurança, um grande problema para uma cidade que tem a polícia que mais mata e também que mais morre. E, na matança, as principais vítimas são os jovens pobres, além dos atingidos por balas criminosas, apelidadas de “balas perdidas”. Embora segurança seja atribuição do estado, o governo municipal pode contribuir e equacionar muitos problemas.

 

Um novo governo será construído no município capital do estado, onde os eleitores participarão com propostas, discussão e fiscalização.

 

É por isso, e muito mais, que não titubeio em votar 50 e conclamo amigo(a)s a estudarem todas as  candidaturas, o que levará, inevitavelmente, a votarem em Marcelo Freixo.

 

Quanto à candidatura a vereador, a grande maioria dos eleitores não tem candidato. E há o grande desestímulo de ver o degradante quadro das Câmaras e Assembleias Legislativas, o que leva muitos à anulação do voto. Realmente, temos, em quase todas elas, maioria de fisiológicos e corruptos.

 

Entretanto, devemos sempre procurar mudar essa situação. Há vários candidatos decentes, coerentes, honestos e bons políticos, em vários partidos.

 

Infelizmente, devido ao quadro partidário, ignoramos o partido e observamos apenas o candidato. Cito apenas alguns, mas há outros: Leonel Brizola Neto, Rubens Andrade, Paulo Pinheiro, Heitor, entre mais alguns poucos.

 

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Ronald Barata é bacharel em direito, aposentado, ex-bancário, ex-comerciário e ex-funcionário público. Também foi militante estudantil e hoje atua no Movimento de Resistência Leonel Brizola. Autor do livro O falso déficit da previdência.

 

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