Aproveitar a chance

 

 

 

 

Neste século 21, o estado do Rio de Janeiro tem sido governado e totalmente dominado, em todas as esferas por políticos fisiológicos, altamente corruptos. Todos(as) os(as) governadores(as) privilegiando sempre interesses de seus respectivos grupelhos ou quadrilhas; vigorou o fisiologismo clássico de caciques mafiosos.

 

Agravado pelo absoluto domínio da Assembleia Legislativa (Alerj) pelo grupo mafioso comandado por Sérgio Cabral Filho, Jorge Picciani e Paulo Melo, iniciado em 1995 sob a presidência de Cabral Filho e continuado até hoje por Jorge Picciani e seus filhotes, essa tragédia acontece no Estado que já foi considerado o mais politizado do Brasil.

 

Alguns caciques, hoje, felizmente, estão alijados: Garotinho e esposa, os do PT (Benedita etc.) e Cunha. Vade retro! Mas, os chagosos do PMDB, como Pezão, Paes e outros, continuam comandando e querem eleger seu pupilo, Pedro Paulo. E surge outra grande infelicidade, verdadeira desgraça: a miscigenação de poolítica com religião. O povo deste estado não merece isso. É preciso exorcizar as pragas.

 

Porém, nos municípios, modo geral, a situação é igual, inclusive na capital, onde o PMDB controla executivo, câmara e tribunal de contas. Milícias, crime organizado, traficantes de drogas, religiões mercantilistas, confundem-se com os políticos e já têm representantes nas diversas câmaras de vereadores. Assassinatos de políticos se sucedem. Verdadeiro faroeste. Neste ano de 2016, já morreram dezoito.

 

Assim vejo atentamente a política nacional, local e internacional, embora não mais seja filiado a nenhum partido, mas continuando inflexível na observância à ética e à probidade e abominando os que se promiscuíram, tanto pessoas físicas quanto partidos e entidades sindicais e estudantis. Por isso, posso afirmar com convicção: é possível mudar esse triste quadro. Para tanto, são importantíssimas as próximas eleições, principalmente na capital.

 

Observo que há esperança com um candidato com ideias originais, viáveis, factíveis. E sem mácula. Tem propostas, mas garante submetê-las a discussões com participação popular, sobre saúde, educação, cultura, transportes e mobilidade urbana, moradia, meio ambiente, saneamento, lazer, esporte e segurança pública. E tem experiência. Seu programa não foi elaborado por uma consultoria ou técnico bem pago, que será desprezado logo após a divulgação do resultado das urnas. Foi condensado após inúmeros debates, encontros e eventos que mobilizaram milhares de pessoas. Tem conteúdo.

 

Inova também na coleta de recursos para financiar os gastos da campanha, com quase 5700 doadores – pessoas físicas – que propiciaram a arrecadação de quase 600 mil reais. A campanha não tem a participação de marqueteiros mercenários; as atividades são programadas e executadas por cabos eleitorais desinteressados, espalhados pela cidade contrapondo-se a esquemas milionários e com tempo de televisão que ele não dispõe, pois foi contemplado com apenas onze segundos.

 

O compromisso da mudança está no DNA de Marcelo Freixo e sua vice Luciana Boiteux, que souberam conjugar conhecimentos teóricos com a prática da militância sadia. Seja na luta pela democracia, pelos direitos humanos, pela ética, nas lutas contra as milícias, os grupos de extermínio e o tráfico de armas.

 

Enfim, conhecem os problemas da segurança, um grande problema para uma cidade que tem a polícia que mais mata e também que mais morre. E, na matança, as principais vítimas são os jovens pobres, além dos atingidos por balas criminosas, apelidadas de “balas perdidas”. Embora segurança seja atribuição do estado, o governo municipal pode contribuir e equacionar muitos problemas.

 

Um novo governo será construído no município capital do estado, onde os eleitores participarão com propostas, discussão e fiscalização.

 

É por isso, e muito mais, que não titubeio em votar 50 e conclamo amigo(a)s a estudarem todas as  candidaturas, o que levará, inevitavelmente, a votarem em Marcelo Freixo.

 

Quanto à candidatura a vereador, a grande maioria dos eleitores não tem candidato. E há o grande desestímulo de ver o degradante quadro das Câmaras e Assembleias Legislativas, o que leva muitos à anulação do voto. Realmente, temos, em quase todas elas, maioria de fisiológicos e corruptos.

 

Entretanto, devemos sempre procurar mudar essa situação. Há vários candidatos decentes, coerentes, honestos e bons políticos, em vários partidos.

 

Infelizmente, devido ao quadro partidário, ignoramos o partido e observamos apenas o candidato. Cito apenas alguns, mas há outros: Leonel Brizola Neto, Rubens Andrade, Paulo Pinheiro, Heitor, entre mais alguns poucos.

 

Leia também:

 

Luiza Erundina: “teremos um período de instabilidade seguida de ressignificação da política”


Para além de esquerda e direita: a crise da representação se torna aguda

 

Lula, Lava Jato e as medidas do arranjo Temer

 

Luiza Erundina: “teremos um período de instabilidade seguida de ressignificação da política”

 

Estamos colhendo, exatamente, os frutos dos 13 anos de petismo no governo federal

 

Da FIESP ao “baixo clero” do Congresso, Temer não conseguirá administrar as pressões ao seu redor

 

Não é hora de unir as esquerdas


Acabou a lua de mel da conciliação de classes; Brasil volta à disputa aberta

 

“No quadro atual, o PT representa um peso para as correntes de esquerda combativa”

 

 

 

Ronald Barata é bacharel em direito, aposentado, ex-bancário, ex-comerciário e ex-funcionário público. Também foi militante estudantil e hoje atua no Movimento de Resistência Leonel Brizola. Autor do livro O falso déficit da previdência.

 

Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.

Relacionados