topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

Dominação Imprimir E-mail
Escrito por Paulo Metri   
Quarta, 21 de Setembro de 2016
Recomendar

 

 

 

 

Ela explica diversas ações de seres e grupos humanos, sociedades e países, visando, muitas vezes, o acúmulo de riqueza e poder. O interesse, no momento, é pela dominação de sociedades e países. Para dominar, falsifica-se a verdade, esconde-se a informação, manipula-se emocionalmente e muito mais. Pode-se até incluir a imposição física da vontade. A dominação necessita, por um lado, a existência de um ser mal formado, capaz de induzir sofrimento a seu semelhante sem o mínimo constrangimento e, do outro, um ser frágil, incapaz de cuidar de si próprio, despreparado para a agressiva vida em tela.

 

O sistema de competição entre humanos é indutor da dominação. Quem nasce com a capacidade de sobressair na competição da vida se acha no direito de dominar e explorar quem não tem a mesma capacidade, o que unicamente demonstra o estágio de atraso da humanidade. Este raciocínio foi utilizado, durante séculos, para aliviar a culpa de quem apoiava a escravidão. Não há perdão para quem domina o menos preparado para a “competição” a fim de explorá-lo.

 

Argumentos são criados no liberalismo para justificar a exploração, como: “deve haver igualdade inicial de oportunidades e, depois, que vença o mais esforçado, o mais apto”, quando nunca há igualdade de oportunidades, exatamente porque os dominadores não querem que ela exista. Basta ver a oposição ao sistema de cotas. Neste ponto, o liberal coloca difusamente a culpa no governo, porque “ele não garante a igualdade”. Chega a ser agressiva a afirmação dos liberais que “os pobres estão nesta condição porque são preguiçosos”. Trata-se de colocar a culpa do crime na própria vítima.

 

Os dominadores são mestres na sua arte. Políticos de direita são dominadores natos e, como tal, conseguem, com auxilio da mídia, colocar o pobre, prova concreta do sistema injusto de repartição da renda e riqueza, para votar contra seus próprios interesses e a favor do interesse dos seus abastados dominadores. O papel da mídia no Brasil é abominável. Aqui, nunca se conseguirá construir uma sociedade justa, uma mídia agente do capital internacional, que não informa corretamente, pois não informa todos os ângulos de uma notícia e, com isso, não ajuda a conscientizar politicamente a população.

 

A mídia brasileira doutrina, uma vez que repete “suas verdades” à exaustão para torná-las verdadeiras. Muitas pessoas aceitam a doutrinação midiática e se transformam em estações repetidoras das inverdades, inclusive sem a busca de compensações materiais. Esta mídia possui seu dogma máximo: “não se pode tolher a liberdade de expressão”, significando que “não se pode ter visões diferentes da dela”. Assim, a “liberdade de expressão” para ela consiste em ter a liberdade de manipular sem contestação.

 

Dilma sofreu um impeachment por fazer atos que governantes anteriores fizeram e os posteriores continuarão a fazer. Mas a maioria da população, dominada que é, acredita que só ela cometeu abomináveis crimes, se bem que nem 1% da população sabe dizer o que são “pedaladas fiscais”. Ela sofreu um golpe bem arquitetado pela mídia, por políticos bandidos, que se elegem graças à manipulação eleitoral, por um judiciário compactuado com poderosos e pelo capital internacional, que tem interesses de espoliação, sob beneplácito de países estrangeiros e suas agências de inteligência. A direita estava acuada, há anos, devido às derrotas eleitorais sucessivas, apesar de toda a manipulação eleitoral que sempre buscou. Contudo, com o complô descrito, os entes citados estão detendo o poder e buscam detê-lo por longo prazo.

 

Depois que afanaram o poder, que tinha sido conquistado por Dilma com 54 milhões de votos, e como era de se esperar de quem não tem respaldo popular, os golpistas agora são obrigados a pagar os custos do golpe, ou seja, os compromissos assumidos com os apoiadores. Assim, Temer deve a seus patrocinadores a entrega de muitas das nossas riquezas e um Brasil pronto para ser explorado. Neste quadro, causam-me nojo os asseclas nacionais, que prejudicam seu próprio povo e se contentam com as migalhas deixadas pelo capital internacional.

 

As forças antipovo iniciam, neste momento, um processo de dominação, que esperam que seja profundo e continuado. Mas o nacionalismo pode atrapalhar este objetivo e interromper a pilhagem. O vírus do nacionalismo é inoculado em cada brasileiro ao nascer e se torna ativo quando brota nos corações a constatação de que está sendo dominado e explorado.

 

Temer quer mostrar competência na entrega de concessões, de privatizações, de ativos das estatais etc. Por isso, age rapidamente na dilapidação da pátria enquanto o brasileiro não acorda. O butim começou e o alvoroço entre os comensais é enorme. Engalfinham-se à mesa, todos querendo uma fatia maior do Brasil. Cada barril de petróleo de Carcará foi vendido à estatal norueguesa de petróleo, Statoil, pelo preço de uma garrafa de água mineral. Busca-se desestruturar tudo, pois em um país desestruturado fica mais fácil a usurpação.

 

Nem Fernando Henrique, liberal e entreguista confesso, conseguiu desestruturar tanto em oito anos quanto Temer mostra que irá fazer em dois anos. A maldade extrema deste governo, se não for barrada, será manipulada por marqueteiros e a mídia, e o brasileiro não entenderá a desgraça que lhe impuseram.

 

Com tamanho grau de intenções entreguistas, o brasileiro, se não se mexer, será um ser inferior no contexto mundial. A grande pergunta é como se contrapor a esta situação. Os movimentos sociais devem ficar em constante mobilização enquanto os golpistas estiverem no poder, com manifestações a favor das eleições diretas já para presidente, contra toda e qualquer entrega de patrimônio e de diminuição dos benefícios sociais. Não se deve dar trégua ao usurpador e à sua gangue. Toda e qualquer brecha jurídica que dê possibilidade de colocação de processos judiciais, visando à correção dos desatinos em curso, deve ser buscada. Por exemplo, sabe-se que o argumento do preço vil seria possível de ser sustentado para se contrapor à venda de parte de Carcará para a Statoil.

 

Seria oportuno alertar ao capital estrangeiro que, se quiser arrematar um patrimônio nacional por preço de banana, não o faça, mesmo que o atual governo diga que a transação é juridicamente perfeita. À medida que a normalidade retornar ao país, depois que Temer sair do poder, todas as negociatas, nas quais bens foram arrematados fora do interesse social, serão revistas. Este é o problema quando se negocia com governantes ilegítimos.

 

Os homens e mulheres de bem, não importando o posicionamento político, devem se unir para desbancar o intruso, porque o que está em jogo é nada menos que o futuro da nação Brasil. Não se assuste se você não gosta de bandeira vermelha nas manifestações. Leve a sua de qualquer cor, desde que você seja um “ser de bem”. Temos de reconhecer que os donos das bandeiras vermelhas foram os primeiros que identificaram o golpe dos “maus caráteres”.

 

Tantos heróis nacionais lutaram para permitir ao Brasil um lugar no conjunto de nações independentes, para um impostor o colocar como colônia de país estrangeiro, quintal onde sua população é humilhada. Agora, todos os brasileiros vão não só tirar os sapatos nos aeroportos do mundo, mas também ficar nus para inspeções. É isto que fazem com povos inferiores de colônias. Seria possível jamais encerrar este artigo porque as maldades deste sistema opressor são tantas e tão frequentes que é difícil esquecer a última edição delas.

 

Não gosto de fazer citações religiosas até porque são oportunistas, mas o fato de Lula estar muito acima dos homens que hoje o julgam lembra Jesus Cristo sendo julgado pelo bando de exploradores de então. Jesus é cultuado 2.000 anos depois da sua morte. Dos seus algozes, só é lembrado o anti-herói Judas, que serve para ser malhado e queimado em todo sábado de aleluia. Pena que Temer não deverá viver mais muitos anos porque ele descobriria que foi eliminado da Historia do Brasil, enquanto o não culpado, mas convictamente condenado, Lula, será considerado o melhor presidente da história do nosso país.

 

Uma última mensagem é dedicada aos militares brasileiros. Sempre os tratei com o merecido respeito por serem os guardiões das armas, posição que requer o máximo equilíbrio. Já escrevi que é sábio o Artigo 142 do atual texto constitucional, que subordina algumas das ações dos militares, especificamente as de garantia da lei e da ordem, à iniciativa dos poderes constitucionais. Devido a este texto, o julgamento se a lei e a ordem estão sendo transgredidas foi retirado dos próprios militares.

 

Em 1964, sem analisar os diversos acontecimentos de então, afirmo que os militares foram motivados também pela atração que a detenção do poder tem. O artigo constitucional citado coíbe a iniciativa das Forças Armadas de usurparem o poder. No entanto, o evento Temer está a nos mostrar que o texto constitucional ainda está incompleto. Quando o titular do Executivo e a maioria dos componentes do Legislativo querem deixar que estrangeiros dilapidem o país e o nosso povo seja massacrado com leis de exclusão social, as Forças Armadas devem permanecer de braços cruzados?

 

Vou dar um exemplo para transmitir o que estou querendo dizer. Suponha-se que todos os grandes campos de petróleo do pré-sal sejam vendidos de forma idêntica como ocorreu com a “doação” de Carcará à Statoil. Para que teria servido o esforço imenso da Marinha brasileira de construir um submarino nuclear? Teria sido para a nossa Marinha proteger a ida dos navios estrangeiros abarrotados do nosso petróleo para mover as economias de países estrangeiros deixando aqui só os royalties? Certamente, a arrecadação deste tributo não é a melhor e nem a única forma de se usufruir com o que esta riqueza proporciona.

 

Teria que haver uma brecha constitucional para as Forças Armadas, sem tomarem o poder, passarem a ser também as guardiãs dos aspectos positivos do nacionalismo, até para se contraporem ao “entreguismo” escrachado da mídia. O representante delas poderia ter que ser ouvido, com poder de veto, em qualquer ação que representasse a desnacionalização ou algum impacto na soberania nacional.

 

Leia também:


Estamos colhendo, exatamente, os frutos dos 13 anos de petismo no governo federal

 

Greve dos bancários pede reajuste à altura da inflação e critica reforma trabalhista

 

"Dilma é responsável por todos os retrocessos que agora Temer acelera"

 

Acabou a lua de mel da conciliação de classes; Brasil volta à disputa aberta

 

Da FIESP ao “baixo clero” do Congresso, Temer não conseguirá administrar as pressões ao seu redor

 

Não é hora de unir as esquerdas

 

Desmascarando a narrativa petista: as versões e os fatos sobre o fim do ciclo do PT. Eleições gerais já!

 

O cenário regional depois de Dilma

 

A desigualdade e a educação depois do golpe

 

Como continuar a luta por direitos?

 

 

Paulo Metri é conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania

Blog do autor: http://www.paulometri.blogspot.com.br

Recomendar
 

Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates