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Charutos, toque de classe Imprimir E-mail
Escrito por Frei Betto   
Quarta, 31 de Agosto de 2016
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As campanhas antitabagistas fazem com que os mais endinheirados migrem do cigarro para o charuto que, por não conter substâncias químicas, tem fama de causar menos danos à saúde. Até a cola que recobre a folha de tabaco, que lhe serve de capa, é de origem vegetal.

 

Freud morreu de câncer na garganta. Dizem que de tanto fumar charutos, doze por dia em média. E cometia o grave erro de tragá-los. Charuto não é para ser aspirado, e sim degustado.

 

Churchill queimava ao menos quinze por dia. Uma antologia do charuto cubano calcula que ele fumou 300 mil ao longo de seus 90 anos. Há inclusive um tipo de charuto que, devido à extensão, merece o seu nome.

 

John Kennedy também não dispensava o Petit Upmann. Horas antes de assinar o bloqueio a Cuba – decretado ao meio-dia de 7 de fevereiro de 1962 – encarregou seu secretário particular de comprar todos os Petit Upmann encontrados nas tabacarias de Washington. Conseguiu armazenar 1.200 unidades.

 

Nunca se esclareceu qual a marca do charuto que Bill Clinton envolveu no famoso episódio com Monica Lewinsky... Há quem duvide que o presidente tenha resistido à tentação de recorrer a um puro habano.

 

Devido ao bloqueio imposto à ilha pelos EUA, os charutos cubanos estão impedidos de entrar no mercado estadunidense, onde são consumidas, por ano, 316 milhões de unidades feitas à mão, importadas da República Dominicana, da Nicarágua e de Honduras. O número de unidades mecanizadas consumidas nos EUA é assombroso: 9 bilhões/ano.

 

Los habanos, embora proibidos, chegam aos requintados fumantes de Wall Street e Hollywood através de uma intricada rede de contrabando.

 

Na década de 1980, Fidel enviou de presente a Dom Paulo Evaristo Arns, então cardeal de São Paulo, uma caixa com 500 charutos. O prelado distribuiu-os em uma reunião do clero paulistano.

 

Cuba produz o melhor charuto do mundo, devido à combinação de solo (qualidade da terra) e clima (umidade). Fabrica, atualmente, 285 milhões de unidades/ano, totalmente à mão, dos quais 95 milhões destinados à exportação. São fabricadas com máquinas 130 milhões de unidades, a maioria destinada à exportação. O mercado interno consome cerca de 180 milhões de unidades. A exportação cresce 10% ao ano, e assegura ao país, anualmente, US$ 240 milhões.

 

Entre as 27 marcas cubanas, a mais vendida é a Montecristo: 18 milhões de unidades/ano. Em segundo lugar, a Cohiba, considerada a melhor. Vende 12 milhões de unidade/ano. Até 1966 era destinada exclusivamente ao consumo de Fidel, quando então chegou ao mercado. O líder revolucionário deixou de fumar em 1985.

 

No último festival do charuto, promovido em Havana toda última semana de fevereiro, um único Cohiba Grandioso foi arrematado por 6.400 euros! E a caixa, com 50 unidades, por 320 mil euros.

 

Colombo descreve em seu diário que, certa noite, avistou no litoral de Cuba uma fila de índios. Todos traziam, na boca, um rolo de folhas, que exalava fumo de um lado e acendia luz do outro...

 

Os índios acreditavam que a saborosa fumaça das folhas de tabaco tinha poderes terapêuticos. A nicotina, o alcaloide presente na folha, passou a ser difundida em 1560, quando o embaixador francês em Portugal, Jean Nicot (daí o vocábulo nicotina), enviou as primeiras sementes de tabaco à rainha Catarina de Médicis, no intuito de, graças ao rapé, lhe aliviar as enxaquecas.

 

No Brasil são consumidos, ou melhor, queimados, anualmente, 1,5 milhão de charutos cubanos, metade com selos nobres e qualidade duvidosa, trazida por contrabandistas.

 

 

Frei Betto é escritor, autor de “Paraíso perdido – viagens ao mundo socialista” (Rocco), entre outros livros.

 

 

 

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