topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Walker Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Encruzilhada da indignação Imprimir E-mail
Escrito por Milton Temer   
Qui, 25 de Agosto de 2016
Recomendar

 

 

 

 

 

Começa o julgamento de Dilma e me confesso em situação extremamente desconfortável. Vejo-me em total abjeção ao golpe parlamentar que avança, movido pela quadrilha que hoje se aboleta no Planalto e coloca os tucanos como participantes de segunda linha, ao mesmo tempo em que não sinto o menor estímulo para defender sua vítima mais visível - Dilma Rousseff.

Sim, mais visível, mas não a principal vítima. E até mesmo, não temo afirmar, uma das principais responsáveis – junto de seu tutor referencial e a cúpula do neoPT – pelo momento dramático em que o povo trabalhador brasileiro, e sua esquerda consciente, se vê ameaçado de mergulhar.

Michel, Eliseu, Geddel, Moreira Franco, Jucá, Renan e toda a matilha que os acompanha não teriam condições de assumir o espaço protagonista de que hoje desfrutam não fosse a covardia política e a vilania ideológica que marcaram a maior parte das iniciativas do lulopragmatismo.


Prova disso? Estão aí as leis – entrega do pré-sal, antiterror, pelo ajuste fiscal antissocial, da mordaça eleitoral – com que hoje opera o governo golpista, todas propostas e sancionadas durante o governo do estelionato eleitoral de 2014, para atropelar conquistas do mundo do trabalho.

Estão aí as ausências das reformas estruturais indispensáveis que Lula e seus seguidores incondicionais abandonaram por conta da "governabilidade possível". Governabilidade essa construída nas alianças parlamentares espúrias, com verdadeiros inimigos dos programas que levaram o PT ao poder e redundaram abandonados e traídos pelo neoPT do Planalto.

Anuncia-se agora, por exemplo, a possibilidade de venda de territórios rurais a estrangeiros. 

Barbaridade que o governo usurpador tenta amenizar com que? Com o estabelecimento de regulamentação que garanta a destinação de 10% das terras surrupiadas à soberania nacional a uma Reforma Agrária!

A cúpula do MST fica nos devendo uma avaliação da sua opção pela defesa exclusiva do Bolsa Família e das cestas básicas para os acampamentos que continuaram à beira da estrada, sem poder disputar a posse das terras que produziriam seus próprios meios de sobrevivência.


Estão aí as ausências de reformas estruturais que Lula e seu séquito não concretizaram por conta de não gerar conflitos no "pacto conservador de alta intensidade" que realizaram com o grande capital especulativo, urbano e rural. 

Cadê a democratização dos meios de comunicação, a fim de que operassem por meio de concessões de serviços públicos - rádio e TV? Tivesse sido concretizada e muito do que a mídia reacionária conseguiu para levar o senso comum imbecilizado a apoiar o impeachment teria sido neutralizado.

Cadê o estabelecimento de um severo critério de progressividade numa democrática Reforma Tributária (que cobrasse dos que mais ganham para aliviar os que mais precisam e estão entre os que mais trabalham e hoje contribuem majoritariamente com a Receita)? 

Era parte do programa que o saudoso PT defendeu nas suas décadas de heroica oposição, ainda que neutralizado pelas acomodações que justificassem a chegada ao poder, pelo simples interesse de ali distribuir postos e altos salários a "incondicionais" do projeto. Eram tempos de “Lulinha paz e amor” com o capitalismo predador.

A esquerda outrora combativa e até revolucionária que optou por permanecer na "disputa interna" e terminou dando cobertura a tais omissões também tem o que nos explicar, antes de exigir qualquer solidariedade a um inoportuno e intempestivo "Fica Dilma".

 

Não vou me estender no que falta com respeito à Reforma Política e à democratização do controle das empresas públicas entregues a quadros "de confiança" que nelas se locupletaram pessoalmente. Nem preciso recordar o prestígio dado a figuras abjetas como Vaccareza (ou vaccabundo, hoje filiado à campanha de Russomano?), André Vargas, Zés-da-cueca? Nem vou me referir aos oportunistas, tipo Marta Suplicy, sempre prestigiados por aqueles a quem não hesitaram trair na hora em que a cobra começou a fumar.

Apenas tento me explicar pela absoluta dicotomia em que essa sucessão de traições colocou no plano nacional de combate ao impeachment.

 

No entanto, reafirmamos que, a despeito desse pântano suicida em que a esquerda foi colocada, uma esperança se renova. Está aí a campanha eleitoral pelas prefeituras. 

E nas principais capitais um valor novo e mais alto se "alevanta" - Freixo, Erundina, Luciana, Edmilson, Robério, Edilson -, a mostrar que há sangue nas veias de quem não se vendeu nem se rendeu.

 

Luta que segue! Portanto, sem arrefecer.

 

Leia também:

 

Tchau, querida! (Bye, bye, Lava Jato)

 

Sérgio Silva, culpado: a justiça em estado terminal

 

Empresas de telecomunicações no Brasil: mais uma prova da farsa desenvolvimentista. Entrevista com Gustavo Gindre

 

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”

 

Duas semanas de folga para uma sociedade exaurida e ressentida

 

Só agora, Gilmar?

 

“No quadro atual, o PT representa um peso para as correntes de esquerda combativa”

 

‘Esse governo é ilegítimo e quer erguer-se com base na demolição dos direitos do trabalho’

 

“Um governo com 80% de aprovação não fazer nada por uma sociedade mais coesa realmente cometeu graves equívocos”

 

‘Com Temer, estamos assistindo ao impeachment do processo civilizatório’

 

“Na crise, princípios éticos precisam orientar a construção de soluções técnicas”

 

‘Governo Temer não tem legitimidade política e capacidade operacional pra articular saídas à crise’

 

Milton Temer é jornalista e ex-deputado federal pelo PT entre 1998 e 2006.

Recomendar
Última atualização em Segunda, 05 de Setembro de 2016
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates