Edição 1023 – 08/08/2016 a 14/08/2016

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Desmobilização e apatia política disfarçam legado de repressão estatal já em andamento

Por Raphael Sanz, da Redação

 

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A Lei Geral das Olimpíadas estava assinada desde 10 de maio pela presidente Dilma Rousseff (dias antes de seu afastamento), a fim de garantir interesses de patrocinadores e evitar manifestações como as que aconteceram em 2014 até o dia de abertura da Copa. Vemos mais uma vez a história se repetir, através da imposição de um megaevento tão esportivo quanto corporativo, ao passo que o poder público faz de tudo para fugir das obrigações básicas diante da população e trabalhadores. E pobre daquele que contestar, pois a escalada de repressão e militarização veio para ficar.

 


 

Duas semanas de folga para uma sociedade exaurida e ressentida

Por Gabriel Brito, da Redação

 

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Mais uma vez o país receberá uma “folga” das dores de cabeça do dia a dia, viverá duas semanas de contemplação e confraternização e tentará curtir o lado bom de receber as Olimpíadas. A exemplo de 2014, nenhuma euforia precedeu os dias de festa, muito menos nos afeiçoamos um pouco mais aos esportes menos populares e midiáticos, de modo a prestigiar um pouco mais alguns bravos brasileiros que suam e lutam muito em quadras, piscinas e arenas menos frequentadas pelo torcedor. Chegamos ao momento olímpico divorciados dos sonhos de verão acalentados nos últimos anos.

 


 

POLÍTICA

A morte nutre o capital

Por Frei Betto

 

Por que dialogamos tão descaradamente com a morte? Primeiro, porque dá lucro. Segundo, porque o risco de vida passou a figurar na pauta do mercado. Dá dinheiro.

 


 

Pensando a longo prazo – ainda sobre a ciência

Por Wladimir Pomar

 

A “concepção liberal” e a “figura do protestante ascético” só emergiram só tomaram forma mais precisa entre os séculos 17 e 18. Isto como resultado, não como “promoção” da nova ordem. E, além disso, em confronto com uma classe produtora “livre” da suserania feudal.

 


 

Ministro do Supremo mandou avisar...

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

 

Um ministro do STF mandou um aviso para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): “preparem-se para dias difíceis”. O que será que ele sabe?

 


 

Brasil, radiografia do golpe

Por Frei Betto

 

Resta à esquerda brasileira o desafio de fazer uma profunda autocrítica e repensar as bases teóricas e práticas de seu projeto político, para se reinventar como alternativa de poder fiel às aspirações dos mais pobres, aos princípios éticos e à utopia ecossocialista.

 


 

O golpe contra o Brasil

Por Osvaldo Russo

 

Segundo conclusões do Tribunal Internacional pela Democracia, o golpe no Brasil é midiático, elitista e misógino. A professora Margarida Lacombe, que considera o atual processo como um teste para a Constituição brasileira de 1988.

 


 

SOCIAL

 

Conhecimento x Tolerância

Por Melina Pecora

 

“Dor nas juntas”, “pleumonia” e “chapa” existem, sim. E vão continuar a existir enquanto houver uma relação de troca entre médicos e pacientes. É no momento mais frágil que um ser humano entrega a outro o que tem de mais valioso.

 


 

Uma desumanidade gritante: a “pena de morte” na saúde pública

Por Frei Marcos Sassatelli

 

O poder público deve ser processado, julgado e condenado. A questão das vagas é um problema do poder público e não do paciente. Para os que podem pagar sempre há vagas.

 


 

INTERNACIONAL

 

Socialismo do século 21, estratégia imperialista, “eurochavismo” e eurocentrismo em debate

Por Achille Lollo, de Roma, para o Correio da Cidadania

 

Para aprofundar a análise geopolítica sem os argumentos da “grande mídia”, entrevistamos o professor Luciano Vasapollo que, através de sua organização e outras estruturas político-culturais, manteve uma longa relação com o Comandante Chávez e continua a manter imensas ligações com o atual governo. Sem esquecer que Vasapollo, além de ser o delegado para América Latina do reitor da Universidade de Roma La Sapienza, é também considerado um dos principais estudiosos marxistas europeus, integrado à realidade política e ideológica da revolução bolivariana.

 


 

Monsanto em retirada: os de baixo que se movem

Por Silvia Ribeiro

 

Desde o dia 1 de agosto, corre a notícia de que a Monsanto teve de abandonar a construção de uma das maiores fábricas de sementes transgênicas de milho do mundo em Córdoba. O argumento da baixa produção é apenas formal, “uma saída elegante” para a transnacional. A Monsanto não pode aceitar publicamente que pessoas a pé, vizinhos, jovens e mães organizados contra os agrotóxicos tenham podido derrotar a maior transnacional sementeira do planeta.

 


 

A Batalha de Gênova (2): Os senhores da guerra e o povo antiglobalização

Por Gregório Maestri

 

O Correio da Cidadania republica uma série análises de Gregório Maestri sobre a violenta repressão da polícia italiana aos protestos antiglobalização em Gênova (Itália), no encontro do G-8 realizado na cidade há 15 anos – entre 19 e 22 de julho de 2001 (e publicado à época dos acontecimentos). O autor elaborou suas análises, à época, a partir de uma incursão na história do país.

 


 

Até onde pode ir a briga de Erdogan com os EUA

Por Luiz Eça

 

Por amor a sua biografia, Obama não pode mandar para a Turquia um exilado político sem evidências claras de sua violação das leis. Ele já está fazendo o máximo. Mandou investigar os recursos do tesouro nacional que, através de escolas semipúblicas, estão sendo usados para subsidiar o movimento Hizmet, criado e liderado por Gulen. Quem sabe dali poderia surgir alguma forma de ilegalidade que o autorize a satisfazer as exigências de Erdogan. Toda a Casa Branca está torcendo por isso.

 


 

CULTURA E ESPORTE

 

Pokémon Go e a sociedade de controle

Por Cassiano Terra Rodrigues

 

Se as sociedades disciplinares exerciam um poder opressor e sufocante sobre as pessoas, parece que ainda havia nelas uma sobra só nossa: terminadas as aulas, o tempo é meu, ao sair da fábrica, faço o que bem entender, ao menos até voltar amanhã para o próximo turno. Já as nossas sociedades contemporâneas inventaram formas de dominação consentida e lúdica que disfarçam o fato de que, na verdade, todo nosso tempo e todos os lugares em que estamos não nos pertencem. A febre do Pokémon Go é o mais recente exemplo disso: embora a sensação seja de aumento de liberdade, o que realmente aumenta é o controle de nossas atividades.

 


 

 

 

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