topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

História do golpe Imprimir E-mail
Escrito por Paulo Metri   
Sexta, 05 de Agosto de 2016
Recomendar

 

 

 

 

Um dos melhores jornalistas investigativos do Brasil na atualidade, além de grande comunicador, Fernando Brito afirmou no seu site Tijolaço que “na venda do campo de petróleo Carcará, a Petrobras perdeu mais dinheiro do que já perdeu com a Lava Jato inteira”. Por outro lado, os detratores do PT afirmam que este partido causou um prejuízo imenso à Petrobras. Sem entrar na discussão sobre este partido ser responsabilizado pelos desvios na estatal, a empresa está entregando, no período Temer, a preço vil o campo de Carcará para a Statoil. Devemos creditar esta “entrega” a qual partido?

 

Além disso, Carcará não está sendo entregue através de um leilão, procedimento que diminui a possibilidade de roubo. Dúvidas passam pela cabeça de qualquer brasileiro sabedor das desonestidades recentes, do tipo: “desta vez, quem está roubando e quanto? O preço negociado representa uma doação sem a existência de leilão!

 

Lembramos à Statoil que o argumento do preço vil, com todo respeito aos juristas, pode ser utilizado em processo a ser colocado na nossa Justiça, pois nela é prevista tal argumentação. Assim, ela pode vir a acolher o processo. Por outro lado, logo a Statoil, que pertence ao povo norueguês, um dos mais desenvolvidos da face da Terra sob o ponto de vista humanístico, vir a participar da usurpação da riqueza de outro povo é muito estranho. Se fosse a Chevron ou a Exxon, por exemplo, eu não traria este argumento. A Statoil pelo menos não tem suas perfuratrizes sujas de sangue, como as de muitas petrolíferas privadas internacionais, que carregam o sangue dos povos do Oriente Médio e dos africanos.

 

Não é porque um governo desonesto, impostor e golpista entrega o que não lhe pertence e dilapida a riqueza do seu próprio povo que o beneficiário da usurpação está livre de ser julgado. Quando este governo sem legitimidade for destituído, seus atos poderão ser revistos. Certamente a revisão das desumanidades será proposta. Não se pode considerar “atos jurídicos perfeitos” aqueles assinados à revelia do povo e para prejudicá-lo. Povo este que é mantido desinformado pelos seus algozes, exatamente para não protestar contra os crimes que lhe afetam.

 

Está ocorrendo um golpe no Brasil, comprovado pelo butim que ocorre em todos os setores e consome as nossas riquezas, como o Pré-Sal. Pensar que o golpe tem motivação moralista é um ledo engano. Baseado no que Brito identificou, estão roubando e irão roubar mais do que o outro grupo roubou em passado recente. A presidente também não cometeu crime de responsabilidade. Querem tirá-la simplesmente para reconstruir a máquina de assalto ao patrimônio nacional, que já existiu e, por exemplo, entregou a Vale do Rio Doce a preço vil.

 

A verdade é que os brasileiros vêm sendo explorados há muitos anos. Pode-se dizer, por exemplo, que a miséria no Brasil é uma doença genética, pois transpassa gerações. Ressalve-se que, em alguns períodos, a luta pela inclusão social é maior do que em outros. Busco identificar qual a causa principal de tanta exclusão, assim como a razão que leva a nossa sociedade a não se rebelar, de forma masoquista, contra o erro sistemático. Além disso, questiono também qual é o principal grupo causador destes erros dentro do conjunto de brasileiros, buscando identificar melhor os responsáveis.

 

É preciso deixar claro, logo, que as camadas mais humildes da sociedade, o povão, não têm culpa alguma. Ele é mantido desinformado, inclusive para poder apoiar teses que lhe prejudicam e, no entanto, dão grandes lucros para donos do capital. A grande massa, que compõem o nosso povo, não compreendem as verdadeiras razões do que está acontecendo e, em alguns casos, nem sabe o que acontece, graças à manipulação midiática. Eles vivem em um mundo criado para não opinarem livremente. Sobre assuntos relevantes de interesse do capital, geralmente tem a mesma opinião do dono do capital.

 

A mídia convencional, aquela que é a mais assistida, deve ser compreendida como um instrumento de dominação das camadas pobres da sociedade pela elite econômica e política. Esta elite da sociedade brasileira é abjeta. Para amealhar mais riqueza e acumular maior poder, não tem escrúpulos, manipula mentes e divulga versões mentirosas dos fatos. A classe média pode ser acusada de medrosa, pois, apesar de muitas vezes reconhecer a manipulação, cala-se, conciliando com a elite.

 

Assim, torna-se compreensível porque a BBC, até hoje, pertence a Estados que compõem o Reino Unido, tendo atravessado inclusive o governo Thatcher. Da mesma forma, existem canais de televisão na França também pertencentes ao Estado. No entanto, nossa televisão é um vergonhoso instrumento privado de dominação da população, sendo uma concessão pública.

 

Relacionado ao tema, vale lembrar que os Estados Unidos conseguem manter-se como país hegemônico graças a:

 

1) ardiloso uso do discurso de valorização dos princípios democráticos e dos direitos humanos, nem sempre seguidos por seus aliados;

 

2) controle dos canais internacionais de informação (agências de notícias) e dos canais regionais (mídia tradicional e alternativa de países);

 

3) ações de inteligência, inclusive para monitorar e abafar reações nacionalistas consideradas como obstáculos à dominação;

 

4) suporte a suas empresas em nível internacional;

 

5) controle de organismos multilaterais;

 

6) diplomacia sem relutância na defesa do acesso a recursos naturais e mercados internos de outros países para as suas empresas;

 

7) criação de parcerias com oligarquias regionais corruptas;

 

8) a intervenção armada em alguns países para demonstrar determinação.

 

Enquanto a nossa elite se compuser com forças estrangeiras para espoliar nosso povo, a mídia manipular a grande massa, evitando que ela se indigne, governante de esquerda achar que pode compor em itens substanciais com os donos de capital e os políticos de direita, o Brasil continuará sendo um país subdesenvolvido, desigual e seu povo continuará sofrendo.

 

A direita domina a sociedade brasileira há 516 anos, com esparsos períodos de menos desigualdade econômica e social. Diferentemente do que ocorre em outros países, a elite brasileira odeia o seu próprio povo e, pelo visto, isto não irá ser revisto só com apelos racionais. Para deixar claro, o povo não é o culpado das injustiças que o fazem sofrer, nem do nosso atraso. O primeiro passo para se reverter o atraso é a democratização da informação para a grande massa.

 

Consciente deste contexto e com o distanciamento necessário para colocar todos os atores no campo de visão, nota-se um juiz de primeira instância, treinado nos Estados Unidos, com cobertura midiática intensa, determinada pelas mesmas forças externas que dilapidam nosso patrimônio e atrasam nosso desenvolvimento. Seu discurso moralista é embusteiro, já foi utilizado sem sucesso pela UDN e por Jânio Quadros, tem posicionamento claramente parcial, utiliza-se de mal feito de escroques sem partido, que atuam há anos no Estado brasileiro, mostra-se provinciano.

 

 

Leia também:


“No quadro atual, o PT representa um peso para as correntes de esquerda combativa”

 

Ruralistas oferecem mercado de terras sem fronteiras e com muita grilagem ao capital estrangeiro

 

‘Esse governo é ilegítimo e quer erguer-se com base na demolição dos direitos do trabalho’

 

“Dirigimo-nos para um governo chantagista que vai implantar o programa da grande rapinagem”

 

“O Brasil foi confrontado com o colapso final do sistema de representação política tradicional”

 

“Um governo com 80% de aprovação não fazer nada por uma sociedade mais coesa realmente cometeu graves equívocos”

 

“Os gastos sociais no Brasil ainda são acanhados”

 

‘Com Temer, estamos assistindo ao impeachment do processo civilizatório’

 

“Na crise, princípios éticos precisam orientar a construção de soluções técnicas”

 

‘Governo Temer não tem legitimidade política e capacidade operacional pra articular saídas à crise’

 

Paulo Metri é conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania.

Blog do autor: http://paulometri.blogspot.com.br/

Recomendar
 

Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates