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Brasil-Estados Unidos – a apresentação informal da candidata Dilma Rousseff Imprimir E-mail
Escrito por Virgílio Arraes   
Sexta, 22 de Julho de 2016
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O otimismo com o país manteve-se sem abalos no desabrochar do segundo semestre de 2009. De acordo com a BBC, o Financial Times havia dedicado ao Brasil em uma de suas edições um suplemento de quatro páginas, em que se destacavam suas similaridades com as sociedades mais desenvolvidas do planeta em política monetária e fiscal, não obstante a medição da inflação de 2008 ter ultrapassado a meta de 4,5% - resolução 3.378 do Banco Central - ao atingir 5,9%, ao passo que a da Alemanha e França se situaram na faixa de 1%, a da Itália em 2% e, por fim, a da Grã-Bretanha em 3%.

 

Apesar da discrepância na comparação, comentava-se de maneira positiva a habilidade do governo e do setor privado no enfrentamento dos efeitos da crise global, mesmo que o país não estivesse isento de problemas, alguns dos quais bem tradicionais no cotidiano da população – infraestrutura deficiente, criminalidade e corrupção http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2009/07/090707_brasilftml.shtml.

 

A reportagem foi divulgada na época do aguardado encontro do G-8, em L’Aquila (Itália) – agrupamento reunido em Paris pela primeira vez em 1975, com seis países apenas: Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Alemanha e Itália. Canadá e Rússia, separados por anos no tocante ao ingresso, comporiam a formação até hoje em vigor.

 

O Planalto alardeava que o octeto por si não auferia condições suficientes para tratar de questões de alcance mundial. Seria necessário expandir o número de participantes efetivos, não somente incluí-los como simples observadores. Um exemplo para referendar a aspiração relacionava-se com o tópico ambiental, ao não ser possível desconsiderar o papel da Índia e da China.

 

De acordo com o New York Times, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, sentenciava que o G-8 como decisor central estava superado. Outrossim, informava-se a constituição de uma agremiação de cinco países – Brasília, México, Pequim, Nova Déli e Pretória – a ser somada aos oito existentes. Roma ainda convidaria o Cairo.

 

Ao cabo, diante da insegurança sobre qual norte a ser recomendado para conter a severa crise, diversas movimentações diplomáticas ocorreram e, por conseguinte, composições de foz em fora seriam diligenciadas, haja vista a presença de quarenta delegações, além das comitivas das principais organizações internacionais.   http://www.nytimes.com/2009/07/10/world/middleeast/10prexy.html?_r=0

 

Desta cimeira, os Estados Unidos afirmaram mais uma vez que o Brasil seria considerado um parceiro estratégico concernente a aspectos como energia e clima ou a países como o Irã, em vista da preocupação com o programa nuclear, ou Honduras, em face da incerteza ocasionada pela intempestiva substituição de Manuel Zelaya do poder.

 

A boa vontade de Washington com Brasília refletiu-se na concessão de audiência do presidente Barack Obama a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - já cotada naquele período para suceder Lula da Silva no Planalto - em visita à capital estadunidense para encabeçar um encontro bilateral do empresariado – o Fórum de Altos Executivos Brasil-EUA, instituído em 2007.

 

Todavia, não havia muita simpatia da representação norte-americana do Brasil a ela: a embaixatura caracterizá-la-ia como a ‘Joana d’Arc da Subversão’ quando de sua ascensão àquele ministério em junho de 2005.

 

No período antecedente àquela viagem, especulava o embaixador Clifford Sobel sobre seu estado de saúde, em função do desdobrar do tratamento de um câncer linfático, e sua candidatura no ano seguinte à presidência da República, ao considerá-la a ungida pelo trabalhismo - https://wikileaks.org/What-the-US-thinks-of-Dilma.html.

 

De toda maneira, a visitação transcorreu de forma protocolar, sem embaraço político algum, com menção a temas de interesse geral da delegação brasileira como o do biocombustível e o da bitributação. Enfim, seria a apresentação da futura candidata do trabalhismo.

 

 

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Virgílio Arraes é doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e é professor colaborador do Instituto de Relações Internacionais da mesma instituição.

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